{"id":7408,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/missionaria-portuguesa-ainda-ha-tempo-para-salvar-o-sudao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"missionaria-portuguesa-ainda-ha-tempo-para-salvar-o-sudao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missionaria-portuguesa-ainda-ha-tempo-para-salvar-o-sudao\/","title":{"rendered":"Mission\u00e1ria portuguesa: ainda h\u00e1 tempo para salvar o Sud\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Ir. Maria do Ros\u00e1rio Marinho dirige a \u00fanica maternidade cat\u00f3lica da capital sudanesa <!--more--> \u201cAinda h\u00e1 tempo para salvar o Sud\u00e3o\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ir. Maria do Ros\u00e1rio Marinho, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA sobre um drama para o qual o mundo acordou h\u00e1 muito pouco tempo, mas n\u00e3o tarde demais \u2013 pelo menos para todos. A Comboniana est\u00e1 no Sud\u00e3o, onde dirige a \u00fanica maternidade cat\u00f3lica da capital sudanesa. O seu trabalho na assist\u00eancia materno-infantil valeu-lhe a atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio Pr\u00f3-Fam\u00edlia 2004, da Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlias. Diante dos sucessivos conflitos, n\u00e3o tem muitas esperan\u00e7as de ver a paz acontecer no Sud\u00e3o. Primeiro no Norte, agora a Sul, repetem-se conflitos \u00e9tnico-religiosos.  Num momento em que se prepara para regressar a este pa\u00eds, a  religiosa admite que pode estar em curso, no Sud\u00e3o, um genoc\u00eddio num conflito com ra\u00edzes pol\u00edticas e econ\u00f3micas: &#8220;h\u00e1 registo de aldeias destru\u00eddas e pessoas que morreram s\u00f3 por uma quest\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f3mica, nem sequer religiosa&#8221;, descreveu. A Ir. Ros\u00e1rio Marinho pinta um cen\u00e1rio dram\u00e1tico, em termos humanit\u00e1rios e lamenta que as organiza\u00e7\u00f5es internacionais n\u00e3o ajudem. &#8220;Estamos agora a viver um outro foco de tens\u00e3o e de viol\u00eancia muito grave onde os direitos humanos t\u00eam sido violados e que o Governo de Cartum n\u00e3o quer reconhecer&#8221;, acusou a Comboniana. Ainda ontem, a Confer\u00eancia Episcopal do Sud\u00e3o lan\u00e7ou um apelo \u00e0 ONU, comunidade internacional, governo e oposi\u00e7\u00e3o sudanesas para que \u201co povo do Sud\u00e3o seja socorrido urgentemente\u201d Os bispos cat\u00f3licos do Sud\u00e3o pedem que se exer\u00e7a press\u00e3o sobre o governo do pa\u00eds, assinalando que \u201cn\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para declara\u00e7\u00f5es, delibera\u00e7\u00f5es ou discuss\u00f5es, \u00e9 tempo para uma ac\u00e7\u00e3o decidida que salve esta gente inocente\u201d. Com base no seu trabalho no terreno, dirigida em primeiro lugar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o refugiada, a Ir. Ros\u00e1rio Marinho assegura que h\u00e1 cada vez mais gente da etnia negra a fugir dos seus locais. \u201cS\u00f3 conhecendo estas situa\u00e7\u00f5es se pode perceber o que \u00e9 um pa\u00eds com um governo fundamentalista, toda a problem\u00e1tica com que a gente se depara todos os dias\u201d, refere. A religiosa lamenta \u201ctudo o que acontece aos crist\u00e3os\u201d neste pa\u00eds de maioria mu\u00e7ulmana, mas com duas realidades completamente opostas: a \u00e1rabe e a negra. \u201cA maioria da popula\u00e7\u00e3o alimenta a esperan\u00e7a de paz e quer regressar \u00e0s suas casas, porque est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es desumanas, mas as solu\u00e7\u00f5es tardam\u201d, aponta. Quando perguntamos se considera os mission\u00e1rios como \u201cher\u00f3is\u201d por se dedicarem a popula\u00e7\u00f5es t\u00e3o desprotegidas e amea\u00e7adas, a resposta saiu imediata: \u201cn\u00e3o considero que sejamos her\u00f3is, fazemos o que fomos chamados a fazer\u201d. \u201cO que as pessoas possam aprender com o nosso trabalho, acordando para a situa\u00e7\u00e3o de outras popula\u00e7\u00f5es, \u00e9 algo completamente diferente. S\u00f3 por isso vale a pena expor-nos e falar da nossa vida\u201d, conclui.  <b>A Ir. Maria do Ros\u00e1rio Marinho<\/b> A 22 de Julho de 1961 nasce Ros\u00e1rio Marinho A sua inf\u00e2ncia foi passada em Arcozelo \u2013 Ponte de Lima \u2013 onde estudou na Escola Prim\u00e1ria da Freiria. Mais tarde viria a estudar no Ciclo Preparat\u00f3rio de Ponte de Lima para de seguida prosseguir os estudos em Viana do Castelo onde tamb\u00e9m estudou m\u00fasica. Posteriormente, e optando por n\u00e3o continuar os estudos Ros\u00e1rio Marinho, (conhecida carinhosamente pelos familiares e amigos como \u201cZaira\u201d) decide ir trabalhar, onde consegue um emprego num Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises Cl\u00ednicas, onde permaneceu at\u00e9 \u00e0 idade dos 24 anos (altura em que sentiu o chamamento de Deus). Seguidamente e depois de ter decidido abra\u00e7ar a voca\u00e7\u00e3o, parte para Roma onde se especializa em l\u00ednguas (permanece em It\u00e1lia cerca de 3 anos). Em 1988 faz os seus primeiros votos na cidade do Porto. Depois de ter feito os votos, parte rumo \u00e0 Am\u00e9rica onde tira um Curso de Enfermagem e se especializa em ingl\u00eas. Tamb\u00e9m trabalhou num Hospital local (permaneceu na Am\u00e9rica 5 anos). Da Am\u00e9rica segue em direc\u00e7\u00e3o a Karimojong no Norte do Uganda onde ficou 8 anos, e onde (passados 4 anos) fez os \u00faltimos votos. No Uganda, sentiu muitas vezes a sua vida amea\u00e7ada, mas mesmo assim, continua a ensinar o Evangelho com carinho e com a sua ajuda pessoal e profissional. Actualmente encontra-se (h\u00e1 cerca de 2 anos) em Cartum no Sud\u00e3o, onde e como enfermeira que \u00e9 (especializada em obstetr\u00edcia) coordena o projecto da St. Mary`s Maternity, a maternidade que as irm\u00e3s combonianas dirigem. Aqui o grande desafio da irm\u00e3 Ros\u00e1rio Marinho al\u00e9m do bom funcionamento das recentes instala\u00e7\u00f5es \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o e o desempenho da nova equipa de pessoal, m\u00e9dicos, parteiras, enfermeiras, pessoal auxiliar e de escrit\u00f3rio, de modo que os valores do Evangelho e o empenho de servi\u00e7o \u00e0 vida sejam partilhados e inspirem o trabalho de todos. Al\u00e9m disto, Ros\u00e1rio Marinho ambiciona n\u00e3o s\u00f3 dar assist\u00eancia \u00e0s mulheres que l\u00e1 se dirigem, ou seja, ela continua a reunir esfor\u00e7os para poderem adquirir uma ambul\u00e2ncia, para que se possa socorrer todas as mulheres que se encontram em perigo e que moram fora das imedia\u00e7\u00f5es da cidade.  <B>Todas as not\u00edcias <\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/resultados.asp?jornal=1&#038;termo=Darfur\">\u2022 Trag\u00e9dia no Darfur<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ir. 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