{"id":73728,"date":"2015-09-17T12:52:00","date_gmt":"2015-09-17T12:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/09\/17\/refugiados-na-servia-sem-casa-para-onde-regressar\/"},"modified":"2015-09-17T12:52:00","modified_gmt":"2015-09-17T12:52:00","slug":"refugiados-na-servia-sem-casa-para-onde-regressar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-na-servia-sem-casa-para-onde-regressar\/","title":{"rendered":"Refugiados: Na S\u00e9rvia \u00absem casa para onde regressar\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>A fam\u00edlia Basheer est\u00e1 entre os milhares de refugiados s\u00edrios que t\u00eam chegado aos Balc\u00e3s na esperan\u00e7a de um futuro diferente <!--more--> <\/p>\n<p> \tCidade do Vaticano, 17 set 2015 (Ecclesia) &ndash; Milhares de refugiados s&iacute;rios continuam a chegar &agrave; S&eacute;rvia, em busca de uma passagem para a Europa e de uma vida nova que permita esquecer o drama da guerra que dilacera o seu pa&iacute;s.<\/p>\n<p> \t&Eacute; caso da fam&iacute;lia Basheer que teve de sair da sua p&aacute;tria depois de ter visto a sua casa ser completamente arrasada por um bombardeamento, na cidade de Alepo.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A minha filha Omama tem saudades de casa, mas como &eacute; que isso pode ser se j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais casa para onde regressar?&rdquo;, frisa o pai, Khaled Basheer, numa entrevista concedida a Stefan Teplan, da C&aacute;ritas Internacional.<\/p>\n<p> \t&ldquo;De certa forma at&eacute; podemos dizer que tivemos sorte. Mas sem teto, fomos obrigados a viver numa tenda nos sub&uacute;rbios durante quase um ano&rdquo;, real&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tDepois de quase terem sido tocados pela morte, e &ldquo;com medo de mais ataques bombistas&rdquo;, Khaled, a sua mulher Jayal e os quatro filhos, um rapaz, Mohamed com 9, e tr&ecirc;s meninas, Omama com 8, Ronya com 2 anos e meio e Joud, uma beb&eacute; de apenas seis meses, puseram-se ao caminho movidos pela esperan&ccedil;a num futuro diferente.<\/p>\n<p> \tA exemplo de muitos outros refugiados e migrantes, os Basheer seguiram primeiro de avi&atilde;o at&eacute; &agrave; Turquia, depois fizeram por mar a liga&ccedil;&atilde;o com a Gr&eacute;cia e por fim tomaram uma rota terrestre para os Balc&atilde;s.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Tive de pedir dinheiro emprestado para o voo a partir da S&iacute;ria e agora tenho de o pagar. Mas estamos quase sem dinheiro porque os traficantes que nos trouxeram para a Gr&eacute;cia ficaram quase com tudo&rdquo;, lamenta Khaled.<\/p>\n<p> \tS&oacute; a travessia entre a Turquia e a Gr&eacute;cia, cerca de 40 minutos num barco de borracha sobrelotado, custou 5 mil d&oacute;lares, perto de 4500 euros, sendo que Khaled e uma das suas filhas, Ronya, n&atilde;o tiveram lugar no bote.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Tive de vir a nada ao lado do barco, com ela em cima de mim, com os bra&ccedil;os &agrave; minha volta e a cabe&ccedil;a encostada ao meu pesco&ccedil;o. O barco era lento e assim consegui acompanh&aacute;-lo. Se isto n&atilde;o tivesse resultado, a minha mulher e as outras crian&ccedil;as teriam de esperar por n&oacute;s na costa grega&rdquo;, contou o pai.<\/p>\n<p> \tDuas semanas depois de terem sa&iacute;do da S&iacute;ria, os Basheer chegaram finalmente &agrave; S&eacute;rvia onde ficaram instalados num campo de refugiados em Kanjiza, perto da fronteira com a Hungria.<\/p>\n<p> \tA pr&oacute;xima etapa do plano &eacute; conseguir entrada na Alemanha: &ldquo;O meu pai prometeu-nos um bom lar l&aacute;. E que vamos encontrar boas pessoas&rdquo;, refereOmama.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Isto &eacute; o que eu digo para a consolar&rdquo;, confidencia Khaled, sublinhando que &ldquo;o que mais quer &eacute; que tudo se resolva e que tenha trabalho&rdquo; para sustentar a sua fam&iacute;lia.<\/p>\n<p> \tNo campo de refugiados, o trabalho das organiza&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias tem sido essencial para que as pessoas que continuam a chegar tenham o m&iacute;nimo de condi&ccedil;&otilde;es para viver, enquanto definem o seu futuro.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Estamos muito agradecidos a estas institui&ccedil;&otilde;es, como a C&aacute;ritas, que nos ajudam naquilo que podem&rdquo;, salienta Khaled.<\/p>\n<p> \tE chega o momento dos Basheer fazerem de novo as malas, para tomarem um autocarro que os vai levar at&eacute; &agrave; fronteira com a Hungria.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Vemo-nos na Alemanha&rdquo;, <a href=\"http:\/\/www.caritas.org\/2015\/09\/swimming-to-europe-a-syrian-familys-story\/\" target=\"_blank\">atira<\/a> Omama, acenando &agrave; medida que a sua fam&iacute;lia vai entrando, juntamente com outras dezenas de refugiados que tamb&eacute;m v&atilde;o partir nesse dia.<\/p>\n<p> \t<em>ST\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fam\u00edlia Basheer est\u00e1 entre os milhares de refugiados s\u00edrios que t\u00eam chegado aos Balc\u00e3s na esperan\u00e7a de um futuro diferente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[203,206,291],"class_list":["post-73728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional","tag-europa","tag-familia","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73728\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}