{"id":73439,"date":"2015-08-24T16:55:00","date_gmt":"2015-08-24T16:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/08\/24\/enfrentar-a-fragilidade-da-doenca-e-treinar-lideres-para-o-servico-duas-experiencias-portuguesas-em-taize\/"},"modified":"2015-08-24T16:55:00","modified_gmt":"2015-08-24T16:55:00","slug":"enfrentar-a-fragilidade-da-doenca-e-treinar-lideres-para-o-servico-duas-experiencias-portuguesas-em-taize","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/enfrentar-a-fragilidade-da-doenca-e-treinar-lideres-para-o-servico-duas-experiencias-portuguesas-em-taize\/","title":{"rendered":"Enfrentar a fragilidade da doen\u00e7a e treinar l\u00edderes para o servi\u00e7o, duas experi\u00eancias portuguesas em Taiz\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Animadores do grupo Terceiro Dia e da Academia Ubuntu falaram das suas experi\u00eancias <!--more--> <\/p>\n<p> \tAnt&oacute;nio Marujo, jornalista do religionline.blogspot.pt; em servi&ccedil;o especial para a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (o autor escreve segundo a anterior nota ortogr&aacute;fica)<\/p>\n<p> \tTaiz&eacute;, Fran&ccedil;a, 24 ago 2015 (Ecclesia) &#8211; Foi na sequ&ecirc;ncia de uma recidiva de um cancro que Mariana Abranches, 43 anos, arquitecta paisagista, pensou que precisava de um grupo assim: pessoas que passassem por doen&ccedil;as graves, mas com vontade de vencer os problemas que a situa&ccedil;&atilde;o provoca.<\/p>\n<p> \tSurgiu, assim, o Terceiro Dia, grupo que re&uacute;ne actualmente 16 pessoas, com v&aacute;rias doen&ccedil;as: cancro da mama, doen&ccedil;a de Gilbert, Alzheimer, artrite reumatoide&#8230; Em comum, t&ecirc;m ainda a profiss&atilde;o de f&eacute; crist&atilde;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Procuramos o melhor caminho para a aceita&ccedil;&atilde;o da realidade da doen&ccedil;a e para nos encontrarmos como pessoas&rdquo;, diz Mariana.<\/p>\n<p> \tChama-se Terceiro Dia, numa alus&atilde;o &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus. Foi uma das experi&ecirc;ncias portuguesas apresentadas em Taiz&eacute; (Borgonha, Fran&ccedil;a), nos &uacute;ltimos dias, no &acirc;mbito do <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/internacional\/taize-encontro-por-uma-nova-solidariedade-comeca-em-portugues\" target=\"_blank\">encontro<\/a> Por uma Nova Solidariedade.<\/p>\n<p> \tNa semana de 9 a 16 de Agosto, o encontro assinalou os 100 anos do nascimento do fundador de Taiz&eacute;, o irm&atilde;o Roger, bem como os dez anos da sua morte e os 75 anos da sua chegada &agrave; aldeia.<\/p>\n<p> \tA fundadora do grupo diz agora &agrave; ECCLESIA que n&atilde;o esquece o que atravessou: um cancro da mama com duas recidivas, uma filha que teve de fazer quimioterapia entre os dois e os quatro anos (hoje, com dez anos, est&aacute; bem), &ldquo;pessoas que diziam coisas horrorosas, como de que Deus devia gostar muito de mim, para me fazer sofrer e me p&ocirc;r &agrave; prova desta maneira&rdquo;.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o era nesse Deus que Mariana acreditava. &ldquo;Deus est&aacute; nos mais vulner&aacute;veis&rdquo;, diz.<\/p>\n<p> \tA 9 de Abril de 2013, o primeiro grupo de cinco pessoas reuniu no Porto. &ldquo;Jesus n&atilde;o precisou de tr&ecirc;s dias para ressuscitar&rdquo;, ouviu ela dizer ao padre jesu&iacute;ta Vasco Pinto de Magalh&atilde;es, numa catequese.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Os ap&oacute;stolos &eacute; que precisaram. O primeiro dia foi o do des&acirc;nimo, pensando que aquilo n&atilde;o estava a acontecer. O segundo foi o dia de fazer perguntas, porque Jesus tinha dito que ressuscitaria. O terceiro &eacute; o dia de come&ccedil;ar a fazer caminho com uma nova realidade. Foi o tempo que os ap&oacute;stolos precisaram &ldquo;para sair do choque, da queixa e da ang&uacute;stia&rdquo;.<\/p>\n<p> \tDepois, acrescenta Mariana Abranches, o caminho pode demorar muito tempo, pode ter de ser reiniciado.<\/p>\n<p> \tMariana sonha estender a experi&ecirc;ncia a mais pessoas. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um grupo de autoajuda, mas antes de combater a tenta&ccedil;&atilde;o do fechamento em si mesmo. Trata-se de ouvir o outro e dar voz aos mais pobres, na fragilidade.&rdquo;<\/p>\n<p> \tTamb&eacute;m do Porto, chegou a Taiz&eacute; a experi&ecirc;ncia da <a href=\"http:\/\/www.academiaubuntu.org\/\" target=\"_blank\">academia<\/a> Ubuntu.<\/p>\n<p> \tFilipe Pinto, casado com Mariana, formado em gest&atilde;o, trabalha com o Instituto Padre Ant&oacute;nio Vieira.<\/p>\n<p> \tA experi&ecirc;ncia Ubuntu &eacute; inspirada numa ideia zulu, da &Aacute;frica do Sul: &ldquo;eu sou, porque tu &eacute;s&rdquo;. H&aacute; dois anos, a academia come&ccedil;ou, em Lisboa, a trabalhar com imigrantes e seus descendentes (h&aacute; ainda um polo na Guin&eacute;-Bissau).<\/p>\n<p> \tCom o evoluir da experi&ecirc;ncia, abriu-se o leque e o estilo de participantes, atingindo tamb&eacute;m pessoas em contextos vulner&aacute;veis ou outras que, n&atilde;o vivendo essa realidade, pretendem trabalhar nessa situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tQuinzenalmente, aos s&aacute;bados, durante dois anos, os participantes aprendem estrat&eacute;gias e pedagogias para lidar com o outro, para desenvolver programas de lideran&ccedil;a de servi&ccedil;o, inspirados em personalidades como Nelson Mandela, Desmond Tutu, Luther King ou Teresa de Calcut&aacute;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;O que se aprende no primeiro ano &eacute; devolvido, no segundo, em projectos sociais. A reabilita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico, por exemplo, &eacute; um deles.<\/p>\n<p> \tNuma das ac&ccedil;&otilde;es, a GNR colaborou: os alunos vestiam a farda e os agentes faziam de manifestantes. &ldquo;Todos reflectiram sobre os desejos e aspira&ccedil;&otilde;es de um lado e sobre a necessidade da ordem ou o que &eacute; estar com uma farda e ser atingido por objectos&rdquo;, explica Filipe.&nbsp;<\/p>\n<p> \tAM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Animadores do grupo Terceiro Dia e da Academia Ubuntu falaram das suas experi\u00eancias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[127,187,314,315],"class_list":["post-73439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-solidariedade","tag-taize"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73439\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}