{"id":73408,"date":"2015-08-23T17:25:00","date_gmt":"2015-08-23T17:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/08\/23\/taize-um-caminho-de-evangelho-feito-com-pequenos-tesouros-de-casca-de-bambu\/"},"modified":"2015-08-23T17:25:00","modified_gmt":"2015-08-23T17:25:00","slug":"taize-um-caminho-de-evangelho-feito-com-pequenos-tesouros-de-casca-de-bambu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/taize-um-caminho-de-evangelho-feito-com-pequenos-tesouros-de-casca-de-bambu\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9: Um caminho de Evangelho feito com pequenos tesouros de casca de bambu"},"content":{"rendered":"<p>A partir de quase nada pode fazer-se um percurso art\u00edstico com cenas b\u00edblicas <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ant&oacute;nio Marujo, jornalista do religionline.blogspot.pt, em servi&ccedil;o especial para a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (o autor escreve segundo a anterior nota ortogr&aacute;fica<\/em>)<\/p>\n<p> \tTaiz&eacute;, Fran&ccedil;a, 23 ago 2015 (Ecclesia) &ndash; Os jovens que visitam a comunidade ecum&eacute;nica de Taiz&eacute; (Fran&ccedil;a) durante este Ver&atilde;o, v&atilde;o percorrer 18 cenas do Evangelho, atrav&eacute;s da arte feita com colagens de restos de &aacute;rvores.<\/p>\n<p> \tClarisse Lutumbu, 29 anos, vem da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo e acaba de fazer o &lsquo;Caminho de Evangelho&rsquo;, uma forma de medita&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e ora&ccedil;&atilde;o. Clarisse est&aacute; desempregada, depois de terminado o curso de economia e desenvolvimento do territ&oacute;rio; passou o ano a enviar curr&iacute;culos e, por isso, ficou presa &agrave; cena em que Jesus salva Pedro das &aacute;guas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Sinto-me como Pedro, com possibilidades de reviver. Tenho confian&ccedil;a no Senhor, talvez consiga retirar algo da vida&rdquo;, diz &agrave; ECCLESIA, no final do percurso que segue a Fonte de Santo Est&ecirc;v&atilde;o, a qual sai de Taiz&eacute; e desce, pelo meio de um bosque, em direc&ccedil;&atilde;o a um pequeno lago.<\/p>\n<p> \tO bosque &eacute;, na aldeia da comunidade de monges cat&oacute;licos e protestantes, lugar de quietude e serenidade, sil&ecirc;ncio e medita&ccedil;&atilde;o pessoal.<\/p>\n<p> \tAgora, foi acrescentado com este caminho de reflex&atilde;o pessoal: dezoito quadros, como pequenos orat&oacute;rios.<\/p>\n<p> \tWilfried Golissikinde, 23 anos, do Benim, fez o caminho com Clarisse e mais duas dezenas de jovens.<\/p>\n<p> \tEstuda gest&atilde;o de projectos e decidiu fazer a experi&ecirc;ncia porque outros j&aacute; lhe tinham falado: &ldquo;N&atilde;o tenho muita ocasi&atilde;o para meditar e ter tempo para mim mesmo&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs jovens s&atilde;o ajudados na etapa inicial por um dos irm&atilde;os da comunidade e por uma folha que resume a cena b&iacute;blica e prop&otilde;e uma frase de reflex&atilde;o; seguem, depois, cada um ao seu ritmo.<\/p>\n<p> \tA cena que mais marcou Wilfried foi a de Jesus a lavar os p&eacute;s aos disc&iacute;pulos. &ldquo;A humildade de Jesus &eacute; tocante.&rdquo;<\/p>\n<p> \tDe origem su&iacute;&ccedil;a, o irm&atilde;o Denis, autor das pe&ccedil;as de arte, vive em &Aacute;frica desde 1977 com alguns intervalos.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Vejo-as como artesanato&rdquo;, como &ldquo;um livro de imagens&rdquo;, &ldquo;um jogo&rdquo;, em que se fixaram, como nuns esquissos, diferentes cenas do Evangelho.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o h&aacute; rostos, o que permite n&atilde;o encerrar as figuras numa representa&ccedil;&atilde;o muito exacta&rdquo;, diz &agrave; ECCLESIA, em Taiz&eacute;, onde veio para a semana que assinalou as tr&ecirc;s datas anivers&aacute;rias: 100 anos do nascimento e os dez anos da morte do irm&atilde;o Roger, e 75 anos da sua chegada a Taiz&eacute; (a 20 de Agosto).<\/p>\n<p> \tApesar dos tons, &ldquo;n&atilde;o &eacute; arte africana: tudo &eacute; negro porque os materiais s&atilde;o negros&rdquo;. A<\/p>\n<p> \t&nbsp;base &eacute; madeira de bambu, uma forma de mostrar aos jovens que, &ldquo;com poucos meios, quase a partir do nada, se pode criar&rdquo;.<\/p>\n<p> \tArquitecto de forma&ccedil;&atilde;o, o irm&atilde;o Denis &eacute; o autor da Igreja da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, em Taiz&eacute;; na comunidade desde 1958, viu-se sem trabalho de arquitectura quando foi para &Aacute;frica.<\/p>\n<p> \tFoi o irm&atilde;o Luc que, na fraternidade de Nairobi, onde est&aacute; desde 2010, o provocou a utilizar os restos das &aacute;rvores que os rodeiam para criar obras de arte.<\/p>\n<p> \tUm eucalipto gigante diante da casa, que todos os anos perde metros quadrados de casca condenada a apodrecer no ch&atilde;o, &ldquo;&eacute; uma mat&eacute;ria muito bela para trabalhar&rdquo;, mas tamb&eacute;m h&aacute; bananeira, ac&aacute;cia, bambu, arauc&aacute;ria&#8230;<\/p>\n<p> \t&ldquo;As &aacute;rvores &agrave; nossa volta &eacute; que ajudaram a criar estas pe&ccedil;as. Comecei a colar e a fazer coisas abstractas e, depois, pus os t&iacute;tulos&rdquo;, conta.<\/p>\n<p> \tAssim surgiram &ldquo;pequenos tesouros&rdquo; como a Sar&ccedil;a ardente, a &Aacute;rvore da vida, a Escada de Jacob.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; neste ano, o actual prior de Taiz&eacute;, o irm&atilde;o Alois, perguntou: &ldquo;E porque n&atilde;o pe&ccedil;as como estas para marcar o caminho at&eacute; &agrave; Source Saint Etienne?&rdquo;<\/p>\n<p> \tO irm&atilde;o Denis acabou por dizer que sim: optou por um Caminho de Evangelho que come&ccedil;a com as cenas da anuncia&ccedil;&atilde;o e da visita&ccedil;&atilde;o, do nascimento de Jesus, da fuga para o Egipto e do baptismo.<\/p>\n<p> \tDa vida p&uacute;blica e itinerante de Jesus, h&aacute; uma cura, Pedro salvo das &aacute;guas, a transfigura&ccedil;&atilde;o, o bom pastor e a ressurrei&ccedil;&atilde;o de L&aacute;zaro.<\/p>\n<p> \tDa paix&atilde;o de Jesus, representou o lava-p&eacute;s, a ora&ccedil;&atilde;o no Gets&eacute;mani, a crucifix&atilde;o e a morte na cruz. Finalmente, h&aacute; ainda a ressurrei&ccedil;&atilde;o, o encontro com os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s, a ascens&atilde;o de Jesus e o Pentecostes.<\/p>\n<p> \t&ldquo;S&atilde;o cenas do Evangelho, prot&oacute;tipos do que poderia ser um caminho de peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave; volta da fraternidade&rdquo;, comenta o irm&atilde;o Denis.<\/p>\n<p> \tClarisse confirma, no final do caminho: &ldquo;Foi uma forma original de fazer medita&ccedil;&atilde;o com arte e contemplar a natureza. Foi como que uma refontaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>AM\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de quase nada pode fazer-se um percurso art\u00edstico com cenas b\u00edblicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[191,315],"class_list":["post-73408","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional","tag-economia","tag-taize"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73408\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}