{"id":73308,"date":"2015-08-13T12:51:00","date_gmt":"2015-08-13T12:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/08\/13\/taize-como-350-jovens-portugueses-estao-a-curtir-a-semana-por-uma-nova-solidariedade\/"},"modified":"2015-08-13T12:51:00","modified_gmt":"2015-08-13T12:51:00","slug":"taize-como-350-jovens-portugueses-estao-a-curtir-a-semana-por-uma-nova-solidariedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/taize-como-350-jovens-portugueses-estao-a-curtir-a-semana-por-uma-nova-solidariedade\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9: Como 350 jovens portugueses est\u00e3o a \u00abcurtir\u00bb a semana \u00abpor uma nova solidariedade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Grupo encontrou-se com o \u00fanico irm\u00e3o luso que integra a comunidade ecum\u00e9nica <!--more--> <\/p>\n<p> \tAnt&oacute;nio Marujo, jornalista do religionline.blogspot.pt, em servi&ccedil;o especial para a Ecclesia<\/p>\n<p> \tBorgonha, Fran&ccedil;a, 13 ago 2015 (Ecclesia) &#8211; O Pedro veio de Arouca e diz que est&aacute; a &ldquo;curtir&rdquo; bastante o facto de estar em Taiz&eacute; esta semana: &ldquo;N&atilde;o sou simples e quando vi que havia s&oacute; uma colher para comer, perguntei-me: &lsquo;onde &eacute; que me vim meter? Fiquei assustado, mas depois de me ensinarem como fazer, percebi que com muito pouco podemos fazer muito.&rdquo;<\/p>\n<p> \t&ldquo;Quando chegar a casa vou dizer que isto &eacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica, at&eacute; domingo vai ser algo especial.&rdquo;<\/p>\n<p> \tO testemunho deste jovem provocou muito boa disposi&ccedil;&atilde;o no encontro que, esta manh&atilde;, reuniu os 350 portugueses que est&atilde;o em Taiz&eacute; a participar no encontro &quot;Por uma Nova Solidariedade&quot;.<\/p>\n<p> \tO irm&atilde;o David, o &uacute;nico portugu&ecirc;s que integra a comunidade de Taiz&eacute;, recordou as raz&otilde;es de ser desta semana especial na aldeia: assinalar os 75 anos da chegada do fundador, o irm&atilde;o Roger Schutz, a Taiz&eacute;, bem como os 100 anos do seu nascimento e os dez anos da sua morte, a 16 de Agosto de 2005.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O irm&atilde;o Roger chegou aqui com 25 anos, em 1940, durante a II Guerra Mundial&rdquo;, contou o irm&atilde;o David, natural de Portalegre, que veio a Taiz&eacute; pela primeira vez quando tinha 16 anos. Nessa altura, n&atilde;o imaginava que um dia iria integrar a comunidade.<\/p>\n<p> \tRoger Schutz, recordava ainda o &uacute;nico irm&atilde;o portugu&ecirc;s da comunidade, &ldquo;tinha atravessado per&iacute;odos de d&uacute;vida e incerteza, sem saber como podemos compreender Deus&rdquo;. E foi depois de um per&iacute;odo de reflex&atilde;o que ele se decidiu pela import&acirc;ncia de uma vida de comunidade.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Com a guerra, achou que dever&iacute;amos falar de um Deus que &eacute; amor e que o testemunho dos crist&atilde;os n&atilde;o podia continuar a ser o de estar separados.&rdquo;<\/p>\n<p> \tPor isso, decidiu criar uma &ldquo;par&aacute;bola de comunh&atilde;o: diferentes culturas, diferentes l&iacute;nguas, diferentes comunidades religiosas&rdquo;, diz o irm&atilde;o David.<\/p>\n<p> \tVivendo na Su&iacute;&ccedil;a, pegou numa bicicleta, atravessou a fronteira e chegou a Cluny, onde viu o an&uacute;ncio de casa &agrave; venda em Taiz&eacute;. A aldeia estava isolada, na Fran&ccedil;a livre, poucos quil&oacute;metros a sul da linha de demarca&ccedil;&atilde;o da Fran&ccedil;a ocupada pelos nazis, a norte.<\/p>\n<p> \tUma idosa que convidou Roger Schutz para almo&ccedil;ar pediu-lhe: &ldquo;Fique aqui, estamos muito sozinhos.&rdquo;<\/p>\n<p> \t&ldquo;O irm&atilde;o Roger entendeu esta frase como um sinal que Deus lhe deu. Durante dois anos, ficou sozinho, acolhendo refugiados. A pol&iacute;cia veio v&aacute;rias vezes mas os refugiados escondiam-se nos bosques em volta.&rdquo;<\/p>\n<p> \tQuando a Gestapo nazi quis prender o irm&atilde;o Roger, ele refugiou-se na Su&iacute;&ccedil;a, em 1942. Voltou a Taiz&eacute; no final da guerra, j&aacute; com quatro irm&atilde;os.<\/p>\n<p> \tNo final dos anos 50, come&ccedil;aram a aparecer grupos de jovens. Os primeiros irm&atilde;os entenderam que toda a tradi&ccedil;&atilde;o mon&aacute;stica crist&atilde; passava pela hospitalidade. Por isso, adquiriram uma casa em Cormatin, uma aldeia vizinha, para acolher os jovens, que vinham depois a Taiz&eacute;, participar nas ora&ccedil;&otilde;es da comunidade.<\/p>\n<p> \tA partir da&iacute;, foi um crescendo, at&eacute; chegar aos milhares de jovens que, actualmente, chegam a Taiz&eacute; em cada semana para viver um tempo de ora&ccedil;&atilde;o, partilha e simplicidade.<\/p>\n<p> \tUma experi&ecirc;ncia que, como dizia Madalena, de Mafra, &eacute; &ldquo;individual, mas sempre vivida em conjunto, pelo menos por duas pessoas: eu e a pessoa de Jesus&rdquo;.<\/p>\n<p> \tTaiz&eacute; &eacute; ainda uma experi&ecirc;ncia onde, como dizia o irm&atilde;o Alcides, da Bol&iacute;via, tamb&eacute;m presente no encontro com os portugueses, se aprende que, &ldquo;mesmo sem palavras, se pode aprender a rezar&rdquo;. O irm&atilde;o Alcides est&aacute; na comunidade desde 2004.<\/p>\n<p> \tPara Diogo, de Portalegre, estando em Taiz&eacute; a primeira vez, foi importante conhecer e ouvir directamente o testemunho de refugiados. &ldquo;N&atilde;o temos no&ccedil;&atilde;o de como &eacute; viver com refugiados e contactar com eles.&rdquo;<\/p>\n<p> \tPara Bela, de Guimar&atilde;es, Taiz&eacute; &ldquo;&eacute; totalmente diferente: posso deitar-me no ch&atilde;o, toda a gente tem espa&ccedil;o para falar com Deus&rdquo;. E Jos&eacute;, de Coimbra, que est&aacute; em Taiz&eacute; durante algumas semanas a fazer voluntariado, o importante &eacute; &ldquo;nunca deixar de acreditar, lutar, fazer a diferen&ccedil;a, remar contra a mar&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que acompanha em Taiz&eacute;, durante esta semana, um grupo de 50 jovens do patriarcado, sintetizou o que alguns dos jovens disseram em testemunho.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Taiz&eacute; tem desenvolvido na vida das Igrejas duas dimens&otilde;es essenciais na vida crist&atilde;: reproduzir na sua vida a vida de Jesus Cristo, na rela&ccedil;&atilde;o filial com Deus; e, se sentimos Deus como pai, sentimos que todos os outros s&atilde;o irm&atilde;os, pois n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o com Deus que n&atilde;o passe pela rela&ccedil;&atilde;o com os irm&atilde;os.&rdquo;<\/p>\n<p> \tRespondendo a uma pergunta da irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves, que criou a Casa de Bet&acirc;nia para acolher pessoas com defici&ecirc;ncia mental, o cardeal acrescentou que as comunidades crist&atilde;s t&ecirc;m de acolher todas as pessoas e ir buscar os que est&atilde;o isolados, como os idosos.<\/p>\n<p> \t(o autor escreve segundo a anterior norma ortogr&aacute;fica)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo encontrou-se com o \u00fanico irm\u00e3o luso que integra a comunidade 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