{"id":73088,"date":"2015-07-17T12:03:00","date_gmt":"2015-07-17T12:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/07\/17\/uma-nova-geografia-eclesial\/"},"modified":"2015-07-17T12:03:00","modified_gmt":"2015-07-17T12:03:00","slug":"uma-nova-geografia-eclesial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-nova-geografia-eclesial\/","title":{"rendered":"Uma nova Geografia eclesial"},"content":{"rendered":"<p>O C\u00f3nego Ant\u00f3nio Janela, diretor do Instituto Diocesano de Forma\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 (Lisboa) recorda a cria\u00e7\u00e3o de duas dioceses a partir do territ\u00f3rio do Patriarcado, em 1975, e sublinha a progressiva desertifica\u00e7\u00e3o de um grande centro, que desafia a Igreja Cat\u00f3lica a encontrar novas formas de presen\u00e7a da Igreja no mundo urbano <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; A 16 de julho de 1975, do Patriarcado de Lisboa nascem duas novas dioceses: Set&uacute;bal e Santar&eacute;m. Acompanhou e recorda-se do desmembramento?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>C&oacute;nego Ant&oacute;nio Janela (AJ) &ndash;<\/em> Tenho bem viva a mem&oacute;ria da pr&eacute;-hist&oacute;ria do nascimento destas duas dioceses. Ap&oacute;s o encerramento do II Conc&iacute;lio do Vaticano vivemos um per&iacute;odo de certa tens&atilde;o. Logo em 1966, no ano seguinte ao encerramento, havia uma certa inquieta&ccedil;&atilde;o (no sentido de n&atilde;o ficarem quietos) no clero novo. Esperavam a renova&ccedil;&atilde;o conciliar. O patriarca da altura, D. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira, prolongou um bocadinho o sil&ecirc;ncio.<\/p>\n<p> \tNessa altura constituiu-se um grupo que tinha refer&ecirc;ncia &agrave; famosa casa da Bela Vista &agrave; Lapa. Ligada aos padres da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. Por acaso, estava l&aacute; nessa altura porque fazia parte de uma equipa de professores de religi&atilde;o e moral, liderada pelo padre Alberto Neto.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Nessa altura criou-se uma comiss&atilde;o&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Uma comiss&atilde;o &laquo;ad hoc&raquo; que prop&ocirc;s ao patriarca para se elaborar um plano de renova&ccedil;&atilde;o pastoral da diocese. O patriarca criou, realmente, uma comiss&atilde;o com nomes que ainda conheci pessoalmente: c&oacute;nego Manuel Falc&atilde;o (depois foi bispo auxiliar de Lisboa e mais tarde bispo de Beja), padre Armindo Duarte, o padre &Aacute;lvaro Proen&ccedil;a (p&aacute;roco de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica), padre Jos&eacute; Serrazina (ligada &agrave; pastoral da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica) e outros&hellip;<\/p>\n<p> \tEles fizeram uma proposta com o intuito de agilizar esta renova&ccedil;&atilde;o pastoral. A diocese, para al&eacute;m das estruturas das par&oacute;quias e vigararias, devia ter outro enquadramento. Na altura criaram-se tr&ecirc;s regi&otilde;es: Lisboa (dividida em sub-regi&otilde;es), Santar&eacute;m e Set&uacute;bal.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Essa divis&atilde;o foi o embri&atilde;o para o nascimento das dioceses de Santar&eacute;m e Set&uacute;bal<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Foi a estrutura embrion&aacute;ria daquilo que mais tarde, em 1975, vai resultar na forma&ccedil;&atilde;o das novas dioceses.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Foi um processo lento&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Sim&hellip; e depois havia sempre aquela coisa de fazer do Oeste uma diocese.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Essa proposta j&aacute; foi esquecida?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Enquanto estiver um torriense no Patriarcado, se calhar n&atilde;o vai&hellip; (risos). Hoje, as dist&acirc;ncias rapidamente s&atilde;o ultrapassadas.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Mas t&ecirc;m diferentes marcas sociol&oacute;gicas.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> O Oeste come&ccedil;a a estar urbanizado. Quando vamos a Peniche ou a Torres Vedras estamos num ambiente urbano. A distin&ccedil;&atilde;o entre urbano e rural vai ser ultrapassada. Atualmente, o modo de viver j&aacute; se define por outras categorias.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As diocese de Set&uacute;bal e Santar&eacute;m celebram 40 anos. Foi dif&iacute;cil esse nascimento?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> N&atilde;o foi dif&iacute;cil. Depois das reuni&otilde;es realizou-se, em 1969, a primeira assembleia do clero, onde j&aacute; estavam implementadas v&aacute;rias medidas feitas pela tal comiss&atilde;o preparat&oacute;ria. A figura dominante neste processo todo &eacute; o c&oacute;nego Manuel Falc&atilde;o que depois vai ser nomeado bispo auxiliar de Lisboa. A primeira assembleia do clero de Lisboa, pode-se dizer, &eacute; o in&iacute;cio da sinodalidade no Patriarcado.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Estava assessorado por outros padres.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Estava rodeado de gente muito v&aacute;lida. O padre Mafra foi o homem que nos legou a mem&oacute;ria disto tudo. Est&aacute; publicado num livro do Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa (CEHR) da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa e na revista &laquo;Lusit&acirc;nia Sacra&raquo;. &Eacute; nestes documentos que recordo o que vivi na altura porque depois estive ausente de 1969 a 1973.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Como &eacute; que delinearam as fronteiras?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Isso estava previsto. Muitos padres, alguns meus colegas de semin&aacute;rio, quando foi a divis&atilde;o oficial ficaram em Set&uacute;bal. Estou a recordar o padre Fernando Belo. O mesmo aconteceu com a diocese de Santar&eacute;m. As dioceses come&ccedil;aram com o clero que l&aacute; estava.<\/p>\n<p> \tDurante muito tempo, at&eacute; aos anos 90, os seminaristas de Set&uacute;bal e Santar&eacute;m frequentavam o Semin&aacute;rio dos Olivais, em Lisboa. Ainda hoje, Santar&eacute;m recorre muito &agrave;s estruturas da Diocese de Lisboa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O Rio Tejo foi uma divis&atilde;o natural para a forma&ccedil;&atilde;o da Diocese de Set&uacute;bal, excluindo o monumento a Cristo-Rei e o Semin&aacute;rio de Almada.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Mas depois tudo isso foi resolvido, creio que no tempo de D. Jos&eacute; Policarpo, como patriarca de Lisboa. No entanto &eacute; preciso sublinhar que eram encargos muito pesados para uma diocese que estava a nascer.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Quem esteve muito ligado aos prim&oacute;rdios das Diocese de Set&uacute;bal foi o c&oacute;nego Jo&atilde;o Alves.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Depois vai para bispo de Coimbra e teve como coadjutor D. Albino Cleto que esteve tamb&eacute;m envolvido no processo. D. Jo&atilde;o Alves era um homem muito organizado e que teve um papel muito importante no processo do padre Felicidade Alves. Tudo isso se passa nos finais dos anos sessenta.<\/p>\n<p> \tNeste processo de divis&atilde;o tamb&eacute;m devo destacar o padre Armindo Duarte. Teve um grande empenho na renova&ccedil;&atilde;o. A pr&oacute;pria Diocese de Lisboa foi tamb&eacute;m dividida em zonas pastorais que, ainda hoje, de algum modo, perduram. Foi um outro modelo que come&ccedil;ou a surgir.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; E o nome incontorn&aacute;vel para a forma&ccedil;&atilde;o da Diocese de Santar&eacute;m? D. Ant&oacute;nio Campos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim&hellip; (Risos). At&eacute; se conta que quando atendia o telefone dizia: &laquo;Ant&oacute;nio Campos, bispo de Santar&eacute;m. Ai se o senhor patriarca soubesse&raquo;. (Risos)<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O primeiro bispo de Santar&eacute;m tamb&eacute;m tinha o nome de Ant&oacute;nio&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Mas era franciscano, D. Ant&oacute;nio Francisco Marques. Ainda o conheci como provincial da ordem. Foi um homem not&aacute;vel.<\/p>\n<p> \tNo entanto, volto a falar de D. Manuel Falc&atilde;o. Ficar&aacute; na hist&oacute;ria, como uma refer&ecirc;ncia da sociologia moderna e de todas estas iniciativas.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; O cardeal Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira aceitou, facilmente, esta divis&atilde;o?<\/p>\n<p> \tAJ &ndash; No in&iacute;cio, aquele sil&ecirc;ncio foi perturbador. O cardeal, al&eacute;m de ser um pr&iacute;ncipe no trato, era um homem extremamente afetivo na rela&ccedil;&atilde;o pessoal. Com grupos era mais dif&iacute;cil&hellip; Era fruto de uma certa mentalidade. Com iniciativas de grupos, ele assustava-se um pouco.<\/p>\n<p> \tO conc&iacute;lio pedia uma renova&ccedil;&atilde;o e, passados 50 anos, essa renova&ccedil;&atilde;o ainda se est&aacute; a realizar. Veja-se a atualidade dos documentos conciliares. Alguns pontos ainda n&atilde;o est&atilde;o explorados.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A velocidade de execu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi igual em todas as dioceses?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Sim. Em Lisboa, o processo da crise desencadeou-se mais rapidamente do que noutras dioceses.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As filhas ribatejana e sadina desligaram-se, completamente, do pai patriarcal?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Enquanto iniciaram este processo ficaram muito ligadas a Lisboa. N&atilde;o podemos esquecer que o clero foi formado no patriarcado. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da liturgia, os padres &laquo;apanharam&raquo; a mem&oacute;ria de monsenhor Pereira dos Reis e depois o c&oacute;nego Jos&eacute; Ferreira. Depois, pouco a pouco, estas dioceses come&ccedil;aram a criar a sua identidade pr&oacute;pria.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O carisma dos primeiros bispos deixou marcas, tanto em Set&uacute;bal como em Santar&eacute;m.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Em rela&ccedil;&atilde;o a Set&uacute;bal, aquela d&eacute;cada de 80 foi dif&iacute;cil. A posi&ccedil;&atilde;o de D. Manuel Martins, o bispo vermelho, foi essencial. Ele antecipou, um bocadinho, o nosso Papa Francisco em muitas coisas: estilo e den&uacute;ncia. O primeiro bispo de Santar&eacute;m foi discreto, mas de extrema import&acirc;ncia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Olhando para o panorama eclesial, a falta de clero requer uma nova reorganiza&ccedil;&atilde;o pastoral?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> N&atilde;o tenho d&uacute;vidas nenhumas. N&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de mentalidade e de perspetiva. Tenho esperan&ccedil;a que o S&iacute;nodo de Lisboa seja capaz de rever aquilo que a sociedade civil j&aacute; reviu. Esta revis&atilde;o n&atilde;o pode ser feita apenas na secretaria. Deve ser um trabalho de base que passa muito pelo laicado.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; E as voca&ccedil;&otilde;es?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> Essas dependem muito da consci&ecirc;ncia de seara.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; &Eacute; a diocese que faz o bispo ou o bispo que faz a diocese?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AJ &ndash;<\/em> As duas coisas.&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<div> \t&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00f3nego Ant\u00f3nio Janela, diretor do Instituto Diocesano de Forma\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 (Lisboa) recorda a cria\u00e7\u00e3o de duas dioceses a partir do territ\u00f3rio do Patriarcado, em 1975, e sublinha a progressiva desertifica\u00e7\u00e3o de um grande centro, que desafia a Igreja Cat\u00f3lica a encontrar novas formas de presen\u00e7a da Igreja no mundo 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