{"id":7275,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/voluntariado-missionario-porque-partir\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"voluntariado-missionario-porque-partir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntariado-missionario-porque-partir\/","title":{"rendered":"Voluntariado mission\u00e1rio: porqu\u00ea partir?"},"content":{"rendered":"<p>A cada ver\u00e3o que passa, aumenta o n\u00famero de jovens que querem partir como volunt\u00e1rios num projecto de miss\u00e3o, rumo a novos desafios no mundo lus\u00f3fono. A vontade de encontrar povos e culturas solid\u00e1rias, ajudar, dar e receber empurra muitos a fazer as malas e partir, recusando comodismos. Ana Pereira, leiga mission\u00e1ria em Angola de Fevereiro a Julho, explica ao programa \u201cIgreja Lus\u00f3fona\u201d da Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas (FEC) que a vontade de partir nasceu do contacto com um mission\u00e1rio e outras pessoas que partiram para \u00c1frica. \u201cQueria sentir o que eles sentiam, o fasc\u00ednio que ningu\u00e9m sabia explicar, a atrac\u00e7\u00e3o de viver num s\u00edtio onde as pessoas s\u00e3o felizes com muito pouco\u201d. Ap\u00f3s 8 meses em Mo\u00e7ambique, Cristina Cabeleira, volunt\u00e1ria num projecto de apoio para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da FEC, est\u00e1 prestes a partir para Angola. As suas raz\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o muito diferentes, mas acrescenta \u00e0 curiosidade de conhecer a \u00c1frica a vontade de contribuir para \u201co meu crescimento pessoal\u201d. Sobre a op\u00e7\u00e3o pelo voluntariado, ambas concordam que \u201c\u00e9 uma quest\u00e3o de disponibilidade, de querer deixar-se tocar pelo outro\u201d. Partir \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o individual, uma experi\u00eancia muito pessoal. Em \u00c1frica, os volunt\u00e1rios sentem que o seu trabalho \u00e9 mais reconhecido e apreciado pelas pessoas a quem se dirigem. Nas escolas, na sa\u00fade, na dignifica\u00e7\u00e3o das mulheres ou formando profissionais nas mais diversas \u00e1reas, a presen\u00e7a dos volunt\u00e1rios \u00e9 recebida de bra\u00e7os abertos. \u201cEncontr\u00e1mos pa\u00edses com uma grande liga\u00e7\u00e3o a Portugal, mas h\u00e1 uma cor, uma m\u00fasica, uma paisagem completamente arrebatadoras\u201d, diz a Cristina. Ana Pereira assegura que \u201cse n\u00e3o conhecermos \u00c1frica, mesmo como portugueses ficamos mais pobres, na compreens\u00e3o de n\u00f3s pr\u00f3prios e dos africanos que est\u00e3o entre n\u00f3s\u201d. Ao contr\u00e1rio de quem parte no tempo de f\u00e9rias por 1 ou 2 meses, ambas tiveram de viver v\u00e1rios momentos menos bons, longe de casa, longe da fam\u00edlia. \u201c\u00c9 preciso abrir-se \u00e0s pessoas que est\u00e3o junto de n\u00f3s, que nos podem ensinar muito sobre o modo de olhar a vida\u201d, afirma a Ana. A vontade de regressar \u00e9 tamb\u00e9m muito forte, sobretudo pela certeza de que vale a pena partir. \u201cA n\u00edvel humano \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o de vida, que nos transforma, ajudando a ver o essencial\u201d, acrescenta. \u201c\u00c9 uma aprendizagem fant\u00e1stica, sobretudo pelo ritmo de vida, pela maneira de valorizar o tempo\u201d, refere a Cristina.  <b>Leigos Mission\u00e1rios<\/b> O desejo de partir, ao encontro de outros povos, outras culturas, e de apoiar o Desenvolvimento de popula\u00e7\u00f5es carentes a muitos n\u00edveis, tem levado ao nascimento de um n\u00famero crescente de entidades de voluntariado mission\u00e1rio que ultrapassam j\u00e1 as 40. Os Institutos Mission\u00e1rios ad gentes, as Congrega\u00e7\u00f5es Associadas e a Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas, em fun\u00e7\u00e3o do crescente entusiasmo de muitos leigos pelo trabalho mission\u00e1rio e as necessidades urgentes existentes, decidiram agrupar-se para promover e desenvolver o laicado mission\u00e1rio.  Os Leigos Mission\u00e1rios s\u00e3o todos aqueles que, em liga\u00e7\u00e3o com uma das entidades associadas a este projecto, trabalham, pelo menos durante um ano, em projectos de coopera\u00e7\u00e3o ou evageliza\u00e7\u00e3o com a Igreja Cat\u00f3lica. Al\u00e9m desta disponibilidade essencial, os leigos dever\u00e3o cumprir tr\u00eas requisitos base: terem mais de 21 anos de idade e disponibilidade para trabalhar com a Igreja em projectos concretos; serem Crist\u00e3os esclarecidos e empenhados no an\u00fancio do Evangelho em qualquer lugar onde este seja necess\u00e1rio; serem profissionais competentes dispon\u00edveis para servir o desenvolvimento das popula\u00e7\u00f5es locais.  A FEC opera como Plataforma de liga\u00e7\u00e3o entre todas estas entidades pelo facto de lhe ter sido pedido que assumisse a fun\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o entre todas, bem como a promo\u00e7\u00e3o da Partilha e da Forma\u00e7\u00e3o conjuntas. Obteve-se assim uma mais-valia que a partilha de viv\u00eancias e aprendizagem m\u00fatuas conferem.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\" http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=10830\">\u2022 Voluntariado mission\u00e1rio: uma experi\u00eancia de ver\u00e3o para toda a vida<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada ver\u00e3o que passa, aumenta o n\u00famero de jovens que querem partir como volunt\u00e1rios num projecto de miss\u00e3o, rumo a novos desafios no mundo lus\u00f3fono. A vontade de encontrar povos e culturas solid\u00e1rias, ajudar, dar e receber empurra muitos a fazer as malas e partir, recusando comodismos. 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