{"id":72591,"date":"2015-06-12T10:33:00","date_gmt":"2015-06-12T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/06\/12\/festas-populares-com-autenticidade-crista\/"},"modified":"2015-06-12T10:33:00","modified_gmt":"2015-06-12T10:33:00","slug":"festas-populares-com-autenticidade-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festas-populares-com-autenticidade-crista\/","title":{"rendered":"Festas populares com autenticidade crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Cordeiro, bispo de Bragan\u00e7a-Miranda presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, sublinha a import\u00e2ncia das festas religiosas que v\u00e3o marcar o tempo de ver\u00e3o, convidando as comunidades a viver a dimens\u00e3o crist\u00e3 fundamental das mesmas. <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Na nota pastoral que escreveu, recentemente, sobre &laquo;O sentido aut&ecirc;ntico das festas crist&atilde;s&raquo; deixou alguns apelos e normas. Sente que na Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda as festas crist&atilde;s n&atilde;o t&ecirc;m a viv&ecirc;ncia correta?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>D. Jos&eacute; Cordeiro (JC) &ndash;<\/em> Algumas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o no verdadeiro sentido de autenticidade do cristianismo. No entanto, reconhe&ccedil;o que em muitas comiss&otilde;es e mordomias se vive este sentido crist&atilde;o das festas, de modo especial as populares. Muitas destas festas realizam-se no m&ecirc;s de agosto devido &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de emigrantes, das pessoas que tiveram de deixar a sua terra na busca de melhores condi&ccedil;&otilde;es. S&oacute; que, &agrave;s vezes, estas festas transformam-se em simples entretenimento e com outros interesses comerciais e l&uacute;dicos e n&atilde;o tanto a viv&ecirc;ncia crist&atilde;.<\/p>\n<p> \tA parte do conv&iacute;vio e da rela&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente importante, mas n&atilde;o nos podemos servir dos santos ou dos padroeiros para outros fins.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; 50 anos depois da &laquo;Sacrosanctum Concilium&raquo; (Documento conciliar sobre a Liturgia), estas normas ainda n&atilde;o entraram na din&acirc;mica eclesial.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Daquilo que constato e da minha experi&ecirc;ncia pastoral, ainda estamos muito longe. A piedade popular &eacute; um enorme tesouro na vida da Igreja, mas s&atilde;o necess&aacute;rios novos enquadramentos e orienta&ccedil;&otilde;es. Recentemente, um p&aacute;roco dizia-me: &laquo;D&aacute;-me a sensa&ccedil;&atilde;o que n&oacute;s emprestamos apenas o nome e as imagens dos santos e o resto est&aacute; sem ordem e sem disciplina&raquo;. Falta o sentido aut&ecirc;ntico. O que qualifica a festa crist&atilde; &eacute; a Eucaristia e o encontro das pessoas na gratuidade. O centro da festa deve ser Jesus Cristo para a maior gl&oacute;ria de Deus e a santifica&ccedil;&atilde;o do homem. Se perdemos este horizonte ca&iacute;mos no relativismo. Isso n&atilde;o pode acontecer&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A cidade de Lisboa com o Santo Ant&oacute;nio e o Porto com o S. Jo&atilde;o vivem, nos pr&oacute;ximos dias, duas grandes festas populares. Ser&aacute; que as pessoas que v&atilde;o a estas festas conhecem o verdadeiro sentido destas festividades e alguns registos biogr&aacute;ficos destes patronos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash; <\/em>Provavelmente muitas dessas pessoas n&atilde;o conhecem. Mas isso tamb&eacute;m acontece nos meios mais pequenos. Os santos s&atilde;o os disc&iacute;pulos de Cristo. Aqueles que s&atilde;o apresentados como modelos e viveram o caminho das bem-aventuran&ccedil;as. S&atilde;o para n&oacute;s uma motiva&ccedil;&atilde;o e um referencial na peregrina&ccedil;&atilde;o da vida. As festas ditas populares n&atilde;o podem ser apenas l&uacute;dicas como acontece na &laquo;festa da castanha&raquo; ou a &laquo;festa da am&ecirc;ndoa, do mel ou do azeite&raquo;&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Se a castanha tivesse um padroeiro passava a ser tamb&eacute;m uma festa religiosa&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> N&atilde;o basta que seja religiosa &eacute; preciso que seja crist&atilde;. Esse &eacute; que &eacute; o nosso desafio e o nosso esfor&ccedil;o. &Agrave;s vezes, nas visitas pastorais, brinco um pouco e digo: &laquo;H&aacute; pessoas t&atilde;o religiosas, t&atilde;o religiosas que n&atilde;o chegam a ser crist&atilde;s&raquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O que fazer para alterar esta mentalidade? N&atilde;o pode ser apenas com notas pastorais?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Isto n&atilde;o se faz por decreto ou nota pastoral. Este documento serve para avivar as disposi&ccedil;&otilde;es que a Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda tem desde 2003. N&atilde;o as alteramos, apenas queremos dar-lhes continuidade. Este trabalho tem de ser feito ao longo do Ano Lit&uacute;rgico e n&atilde;o s&oacute; na proximidade das festas. &Eacute; preciso uma forma&ccedil;&atilde;o permanente dos leigos e, de um modo especial, das pessoas que est&atilde;o nas comiss&otilde;es e nas mordomias. As festas n&atilde;o podem ser uma coisa desligada do Ano Lit&uacute;rgico, do Evangelho de Jesus Cristo e com o grande dep&oacute;sito da f&eacute;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Atualmente, estas festas ainda est&atilde;o desligadas dessa viv&ecirc;ncia eclesial porque o lado l&uacute;dico e comercial predominam nesses dias. Muitas vezes, o lado crist&atilde;o destas festas resume-se &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Exatamente. Em muito lugares acontece isso. Para al&eacute;m da celebra&ccedil;&atilde;o, o resto da festa n&atilde;o tem o enquadramento. Parecem coisas paralelas ou opostas. A festa deve ser integrada e com sentido de unidade do esp&iacute;rito humano e crist&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Termina a missa e come&ccedil;am as bailarinas a dan&ccedil;ar no palco ao lado da Igreja&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Se calhar, nalguns s&iacute;tios, acontece isso. Devia haver um sentido maior do sagrado. O programa das festas deve ser harmonioso. No entanto, reconhe&ccedil;o que isto &eacute; muito dif&iacute;cil porque foi sendo enraizado ao longo dos tempos. Sobretudo no tempo &laquo;das vacas gordas&raquo;, onde existiam grandes or&ccedil;amentos para as festas. Nunca se deve perder o sentido da comunidade. O dia da festa n&atilde;o pode ser um dia de evas&atilde;o. Deve ser integrado no dinamismo da f&eacute; e da evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Lugares privilegiados de evangeliza&ccedil;&atilde;o&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Verdade. Elas devem ser bem preparadas, celebradas e vividas. Se tal acontecer, s&atilde;o festas evangelizadoras.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A primeira etapa &eacute; refazer os programas da festa? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Apelo a que se fa&ccedil;a um programa harmonioso onde o p&aacute;roco ou o capel&atilde;o tenham uma palavra a dizer. Deve haver um di&aacute;logo permanente e trabalho de colabora&ccedil;&atilde;o entre a comiss&atilde;o de festas e o p&aacute;roco. Em rela&ccedil;&atilde;o a este aspeto, reconhe&ccedil;o que temos um enorme trabalho j&aacute; realizado. Gostaria que esse trabalho positivo passasse tamb&eacute;m para outras unidades pastorais, que se alargasse a todo o territ&oacute;rio da diocese.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Todavia, reconhece que muitas pessoas v&atilde;o a estas festas porque est&aacute; l&aacute; o artista conhecido.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> N&atilde;o sou contra os espet&aacute;culos dos artistas. Eles tamb&eacute;m t&ecirc;m o seu lugar na festa, mas dentro de um programa integral. Pe&ccedil;o &eacute; que nunca se perca o sentido comunit&aacute;rio. As pessoas t&ecirc;m o direito a saber, n&atilde;o apenas do programa, mas tamb&eacute;m das contas da festa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Uma contabilidade esquecida&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Sim&hellip; (risos). A transpar&ecirc;ncia deve ser absoluta. Aquilo que &eacute; dado, de modo especial, com sentido da esmola tem a finalidade que a Igreja d&aacute; aos bens materiais. Uma finalidade pastoral. &Eacute; para a evangeliza&ccedil;&atilde;o, para o culto e para a caridade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; At&eacute; para a recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Sim. Em muitas par&oacute;quias onde se funciona bem, o saldo &eacute; entregue &agrave; comiss&atilde;o fabriqueira para o restauro da Igreja. Em muitos casos, temos requalificado o nosso patrim&oacute;nio que &eacute; riqu&iacute;ssimo com essas verbas. Estamos a divulgar as boas pr&aacute;ticas. Queremos que essas boas pr&aacute;ticas estejam implantadas em todos os lugares. Todavia, reconhe&ccedil;o que &eacute; um trabalho de muita paci&ecirc;ncia. Exige mesmo o mart&iacute;rio da paci&ecirc;ncia. Temos o dever de ir purificando e ajudando as pessoas a chegarem ao entendimento verdadeiro e aut&ecirc;ntico.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Como &eacute; que os leigos envolvidos nas confrarias e comiss&otilde;es aceitaram a nota pastoral?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Os ecos recebidos s&atilde;o dos mais variados. Isso &eacute; bom sinal&hellip; Mesmo as resist&ecirc;ncias s&atilde;o um primeiro passo. Alguns disseram mesmo: &laquo;Nunca nos disseram isto e &eacute; importante refletir sobre isso&raquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Era o peso da tradi&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> Verdade. Gostaria que a tradi&ccedil;&atilde;o tivesse cada vez mais peso. A tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma coisa muito positiva. &Eacute; a transmiss&atilde;o do dep&oacute;sito da f&eacute;. Agora, as tradi&ccedil;&otilde;es podem ir-se moldando segundo as &eacute;pocas culturais. As pessoas aceitam outras inova&ccedil;&otilde;es. A f&eacute; e a religi&atilde;o n&atilde;o podem ficar apenas no conceito fixista. Esse fixismo pode ser um bloqueio para a convers&atilde;o. Estamos a fazer um esfor&ccedil;o para que a festa tenha um sentido mais aut&ecirc;ntico.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; N&atilde;o teme que possam existir celeumas entre p&aacute;rocos e comiss&otilde;es?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JC &ndash;<\/em> N&atilde;o temo isso. Tenho muita confian&ccedil;a nos p&aacute;rocos e nas comiss&otilde;es.&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em style=\"text-align: -webkit-right;\">Luis Filipe Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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