{"id":72420,"date":"2015-05-29T11:56:00","date_gmt":"2015-05-29T11:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/05\/29\/eu-gosto-e-do-verao\/"},"modified":"2015-05-29T11:56:00","modified_gmt":"2015-05-29T11:56:00","slug":"eu-gosto-e-do-verao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eu-gosto-e-do-verao\/","title":{"rendered":"Eu gosto \u00e9 do ver\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais <!--more--> <\/p>\n<p> \tN&atilde;o; o gosto n&atilde;o &eacute; meu, pois que tenho grande dificuldade em lidar com o calor. O gosto est&aacute; afirmado numa can&ccedil;&atilde;o e, de certeza, nas prefer&ecirc;ncias de muitas pessoas. O Ver&atilde;o &eacute;, de facto, tempo privilegiado de f&eacute;rias e ocasi&atilde;o escolhida para muitos acontecimentos festivos e comemorativos, por ser mais f&aacute;cil reunir amigos e familiares.<\/p>\n<p> \tNo Ver&atilde;o celebram-se, por isso, casamentos e batizados, festejam-se os padroeiros das par&oacute;quias, homenageiam-se emigrantes e at&eacute; se retomam conv&iacute;vios pol&iacute;tico-partid&aacute;rios congelados nos demais meses do ano&hellip;<\/p>\n<p> \tCom desejo apressado de tudo agendar para o mesmo per&iacute;odo, n&atilde;o raro se assiste a algum improviso, com os interessados a tentarem ultrapassar regras e exig&ecirc;ncias: uns alegam dispor de escassos dias para casar na terra; outros, para batizar os filhos nascidos al&eacute;m-fronteiras; uns terceiros desejam a todo o custo cumprir uma promessa adiada, pois est&aacute; na hora de agradecer ao santo da sua devo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tPressionados, os p&aacute;rocos v&ecirc;em-se e desejam-se para respeitar normas pastorais e, simultaneamente, corresponder a pedidos v&aacute;rios &ndash; avaliando qual o mal menor (ou bem maior) de cada escolha. Muitas vezes, fazem-no espreitando por cima do ombro para a igreja do lado, de modo a evitar alguma disson&acirc;ncia de crit&eacute;rios, pois que esta &eacute; mat&eacute;ria que qualquer fregu&ecirc;s n&atilde;o se esquecer&aacute; de explorar&hellip;<\/p>\n<p> \tSem experi&ecirc;ncia, pois que em 42 anos de sacerd&oacute;cio s&oacute; fui p&aacute;roco (substituto) 4 meses, tenho&nbsp; emprestado os ouvidos a desabafos de colegas ou de paroquianos &#8212; sem capacidade de responder sen&atilde;o com elegantes teorias&hellip;<\/p>\n<p> \tConstato, por&eacute;m &ndash; at&eacute; porque sou minhoto e, durante o Ver&atilde;o, o Minho &eacute; uma romaria &#8212; que o assunto merece ser tratado de forma s&eacute;ria. Registo, por isso, com alegria, a recente Nota Pastoral de D. Jos&eacute; Cordeiro, com o dedo posto na ferida. Pelo menos no que &agrave;s festas diz respeito: &laquo;(&hellip;) muitos mordomos e comiss&otilde;es de festas religiosas populares dedicam-se, de alma e cora&ccedil;&atilde;o, ao servi&ccedil;o deste esp&iacute;rito genuinamente crist&atilde;o que envolve as festas das nossas comunidades paroquiais. Contudo, verificamos que alguns mordomos e comiss&otilde;es de festas se movem mais nas vertentes econ&oacute;mica e l&uacute;dica das festas do que na sua dimens&atilde;o crist&atilde; fundamental. &Eacute; um enorme desafio para n&oacute;s, superar o aspeto pag&atilde;o, comercial, utilitarista e laicista da festa&raquo;.<\/p>\n<p> \tSim; &eacute; um enorme desafio.<\/p>\n<p> \tPenso que h&aacute; todo um &ldquo;cuidadoso discernimento&rdquo; a fazer para n&atilde;o deitar fora a crian&ccedil;a com a &aacute;gua do banho. Ou seja, para n&atilde;o perder, numa esp&eacute;cie de f&uacute;ria purificadora, tesouros de piedade, mesmo que necess&aacute;ria e eventualmente carecidos de evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; no que a casamentos e batizados diz respeito, massacra-me o relato de um amigo que, em tempos de in&iacute;cio dos CPMs, quis que por eles passasse um par de noivos de um bairro de Braga.<\/p>\n<p> \tA rapariga ouviu os argumentos do jovem coadjutor, que defendia o adiamento da celebra&ccedil;&atilde;o para que pudessem &ldquo;entrar&rdquo; no pr&oacute;ximo curso. Cansada e incapaz de perceber as raz&otilde;es que lhe eram apresentadas,&nbsp; a jovem rematou o di&aacute;logo com uma contundente amea&ccedil;a: &ldquo;Ai o senhor abade p&otilde;e-se com esquisitices?!.. Olhe, n&atilde;o faz mal; eu aputo-me!&#8230;&rdquo;<\/p>\n<p> \tNunca o colega me disse o desfecho do caso. Mas fico preocupado todas as vezes que oi&ccedil;o confundir exig&ecirc;ncia e seriedade com impertinente esquisitice! Confiando que nunca sejamos esquisitamente s&eacute;rios&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tJo&atilde;o Aguiar Campos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[140,172],"class_list":["post-72420","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-comunicacoes-sociais","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72420\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}