{"id":72159,"date":"2015-05-08T11:07:00","date_gmt":"2015-05-08T11:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/05\/08\/pelos-mais-fracos\/"},"modified":"2015-05-08T11:07:00","modified_gmt":"2015-05-08T11:07:00","slug":"pelos-mais-fracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pelos-mais-fracos\/","title":{"rendered":"Pelos mais fracos"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais <!--more--> <\/p>\n<p> \tInicia-se dentro de dias a Semana da Vida, este ano com o tema &ldquo;Vida com dignidade &ndash; op&ccedil;&atilde;o pelos mais fracos&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSomos, com este tema, convidados a pensar prioritariamente nos pobres, nos idosos e nos nascituros, por serem estes os mais vulner&aacute;veis e efectivamente desprezados da sociedade. Mas n&atilde;o podemos esquecer que a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da vida se estende tamb&eacute;m a outras idades, condi&ccedil;&otilde;es e est&aacute;dios &ndash; como facilmente se deduz das manifesta&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e de desrespeito de que vamos tomando nota: atenta-se contra a vida por d&aacute; c&aacute; aquela palha, com desumana e espantosa frieza e, n&atilde;o raro, com subtil cobertura ou descuido legal.<\/p>\n<p> \tPara amaciar as consci&ecirc;ncias, muitas vezes fazem-se compara&ccedil;&otilde;es entre anos, locais ou governa&ccedil;&otilde;es, recorrendo aos favores concedidos por eventuais progressos estat&iacute;sticos. No entanto, os n&uacute;meros, por muito que falem, n&atilde;o dizem tudo &ndash; porque n&atilde;o incluem o sil&ecirc;ncio envergonhado de idosos, o medo de muitos oprimidos ou a incapacidade oficial de detectar, a tempo e horas, sinais que deveriam perceber-se. H&aacute;, de facto, uma corrente oculta, subterr&acirc;nea, clandestina, cujo rumor n&atilde;o sobe &agrave; tona da terra e, por isso, oficialmente inexiste!<\/p>\n<p> \tCelebrar e defender a vida com dignidade n&atilde;o &eacute;, entretanto, um capricho nem uma prerrogativa dos crentes. &Eacute; um dever de todos, em todos os momentos &#8212; se bem que exija especial coragem em tempos e circunst&acirc;ncias em que a sentimentaliza&ccedil;&atilde;o nos pode fazer resvalar para solu&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis, que dificilmente n&atilde;o penalizam quem, de facto, dizem querer proteger!.. Quanta pretensa &ldquo;piedade&rdquo; serve para dizer que, &rdquo;no fundo, at&eacute; &eacute; melhor assim&rdquo;&hellip; N&atilde;o; n&atilde;o &eacute;. Importa, por isso, repetir que o ser humano, pelo simples facto de o ser, &eacute; o maior valor. Quem o esquece e fere a dignidade alheia atinge-se a si mesmo.<\/p>\n<p> \tNo Evangelho da Vida (nn.11 e 12), Jo&atilde;o Paulo II vai &agrave; raiz desta amn&eacute;sia, reportando-se a &laquo;uma crise profunda da cultura, que gera cepticismo sobre os pr&oacute;prios fundamentos do conhecimento e da &eacute;tica e torna cada vez mais dif&iacute;cil compreender claramente o sentido do homem, dos seus direitos e dos seus deveres&raquo;. Soma-lhe &laquo;as mais diversas dificuldades existenciais e interpessoais, agravadas pela realidade de uma sociedade complexa, onde frequentemente as pessoas, os casais, as fam&iacute;lias s&atilde;o deixadas sozinhas a bra&ccedil;os com os seus problemas&raquo;. Depois menciona &laquo;situa&ccedil;&otilde;es de particular pobreza, ang&uacute;stia e exaspera&ccedil;&atilde;o&raquo; que tornam, por vezes, &laquo;exigentes at&eacute; ao hero&iacute;smo as op&ccedil;&otilde;es de defesa e promo&ccedil;&atilde;o da vida&raquo;.<\/p>\n<p> \t&Eacute; a este &ldquo;eclipse&rdquo; que importa estar atentos &ndash; de modo que possamos ser militantes de uma conjura pela vida.<\/p>\n<p> \t<em>Jo&atilde;o Aguiar Campos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[140,306],"class_list":["post-72159","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-comunicacoes-sociais","tag-semana-da-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72159\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}