{"id":71112,"date":"2015-02-17T19:02:00","date_gmt":"2015-02-17T19:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/02\/17\/cartuxa-onde-a-quaresma-nunca-acaba\/"},"modified":"2015-02-17T19:02:00","modified_gmt":"2015-02-17T19:02:00","slug":"cartuxa-onde-a-quaresma-nunca-acaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cartuxa-onde-a-quaresma-nunca-acaba\/","title":{"rendered":"Cartuxa: Onde a Quaresma nunca acaba"},"content":{"rendered":"<p>Prior do mosteiro de \u00c9vora descreve o quotidiano de cada monge e revela que comer pouco faz parte da \u00abnormalidade\u00bb de uma vida onde \u00abo importante\u00bb \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p> \t&Eacute;vora, 17 fev 2015 (Ecclesia) &ndash; O Prior da Cartuxa Scala Coeli de &Eacute;vora, dom frei Ant&atilde;o Lopes, considera que o tempo da Quaresma corresponde ao quotidiano da Cartuxa, onde se vive &ldquo;todo o ano no deserto&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&quot;O deserto &eacute; o significado da Cartuxa. A nossa voca&ccedil;&atilde;o consiste em passar todo o ano no deserto, todo o ano sozinhos com Deus e jejuando&quot;, afirmou dom frei Ant&atilde;o Lopes &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia.<\/p>\n<p> \tPara o Prior da Cartuxa de &Eacute;voca, o deserto do monge &eacute; a sua cela, que nela passa a maior parte do tempo.<\/p>\n<p> \t&quot;Este espa&ccedil;o liga-nos ao deserto da Judeia, a esse ar livre, &agrave; natureza para onde Jesus se retirou. Liga-nos tamb&eacute;m aos primeiros ermitas da Igreja que se retiravam para os desertos do Egito e da S&iacute;ria, Santo Ant&atilde;o, S&atilde;o Paulo Eremita, S&atilde;o Pac&oacute;mio&hellip; todos eles procuravam imitar Jesus num lugar que facilitasse, a natureza&quot;, sublinhou.<\/p>\n<p> \tNo ambiente da Cartuxa, o prior do mosteiro de &Eacute;vora disse que o Tempo da Quaresma &ldquo;n&atilde;o difere muito do resto do ano&rdquo;, apesar do jejum ser &quot;mais forte&quot; e a liturgia &quot;mais abundante e rica&quot;, com mais tempo para a ora&ccedil;&atilde;o e o canto.<\/p>\n<p> \tDom frei An&atilde;o Lopes conta que quando a comunica&ccedil;&atilde;o social fala da Cartuxa, valoriza o jejum, mas que os monges n&atilde;o lhe atribuem assim tanto relevo.<\/p>\n<p> \t&quot;&Eacute; algo que entra na normalidade da nossa vida. O facto de comermos pouco e de forma mais simples &eacute; algo que nos deixa mais tempo livre e &eacute; mais econ&oacute;mico. O que para n&oacute;s &eacute; importante &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; que &eacute; o aspeto forte da nossa voca&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sublinhou.<\/p>\n<p> \tO dia na Cartuxa divide-se em tr&ecirc;s partes (oito horas de ora&ccedil;&atilde;o, oito horas de trabalho e oito horas de descanso), onde a leitura tem um lugar central na forma&ccedil;&atilde;o espiritual do monge, nomeadamente da B&iacute;blia, &agrave; semelhan&ccedil;a da experi&ecirc;ncia de deserto vivida por Jesus<\/p>\n<p> \t&quot;N&atilde;o nos podemos esquecer que Jesus, no deserto, venceu as tenta&ccedil;&otilde;es com a Palavra de Deus. Para n&oacute;s, a Escritura &eacute; uma ajuda fenomenal. N&oacute;s tamb&eacute;m temos as nossas tenta&ccedil;&otilde;es, as nossas ideias, pensamentos que por vezes brotam dentro de n&oacute;s. A Escritura e principalmente o Evangelho &eacute; muito importante&quot;, sustenta frei Ant&atilde;o Lopes.<\/p>\n<p> \tD. Ant&atilde;o lembra que os monges n&atilde;o se dedicam a atividades lucrativas e t&ecirc;m tamb&eacute;m de ter o m&iacute;nimo de despesas.<\/p>\n<p> \t&quot;Para que a vida contemplativa aumente, as despesas t&ecirc;m de diminuir. E para que as despesas diminuam temos de comer menos, de usar a roupa mais tempo, utilizar as mob&iacute;lias e os utens&iacute;lios da cela mais anos&hellip; essa qualidade do jejum e de comer de forma mais simples tem um objetivo, a finalidade de dedicar mais tempo &agrave; espiritualidade e menos ao material&quot;.<\/p>\n<p> \tApenas com 6 monges, o radicalismo da vida na Cartuxa de &Eacute;vora tem por dificuldades principais &ldquo;a solid&atilde;o e a fam&iacute;lia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A ren&uacute;ncia &agrave; fam&iacute;lia custa muit&iacute;ssimo, custou-nos a todos, a solid&atilde;o tamb&eacute;m custa, mas ela &eacute; um meio para se chegar at&eacute; Deus&quot;, refere.<\/p>\n<p> \tO Mosteiro da Cartuxa, em &Eacute;vora, remonta a 1587, ano em que se iniciou a sua constru&ccedil;&atilde;o pelo arcebispo D. Teot&oacute;nio; os primeiros monges chegaram em 1598 e a&iacute; permaneceram at&eacute; &agrave; expuls&atilde;o das ordens religiosas em 1834, quando o espa&ccedil;o se tornou propriedade do Estado e albergou uma escola agr&iacute;cola que transformou a igreja do mosteiro em celeiro.<\/p>\n<p> \tEm meados do s&eacute;culo XX, Vasco Maria, conde de Villalva, restaurou o mosteiro e devolveu-o &agrave; Ordem de S&atilde;o Bruno para acolher a vida cartusiana em Santa Maria Scala Coeli.<\/p>\n<p> \tA reportagem sobre o mosteiro da Cartuxa em &Eacute;vora vai ser emitida no programa &#39;70&#215;7&#39; deste domingo, &agrave;s 11h30, na RTP2.<\/p>\n<p> \tA Quaresma que se inicia com a celebra&ccedil;&atilde;o de Cinzas (18 de fevereiro, em 2015), &eacute; um per&iacute;odo de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penit&ecirc;ncia, que serve de prepara&ccedil;&atilde;o para a P&aacute;scoa, a principal festa do calend&aacute;rio crist&atilde;o.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prior do mosteiro de \u00c9vora descreve o quotidiano de cada monge e revela que comer pouco faz parte da \u00abnormalidade\u00bb de uma vida onde \u00abo importante\u00bb \u00e9 a 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