{"id":7090,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/japao-a-paciencia-do-silencio\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"japao-a-paciencia-do-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/japao-a-paciencia-do-silencio\/","title":{"rendered":"Jap\u00e3o: a Paci\u00eancia do Sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p>Cr\u00f3nica de uma mission\u00e1rio <!--more--> Jap\u00e3o: a Paci\u00eancia do Sil\u00eancio  1. Ser japon\u00eas e crist\u00e3o Quando se fala do cristianismo no Jap\u00e3o, Endo Shusaku (1923-1996) \u00e9 um nome que sobressai, principalmente pelos seus romances de grande profundidade, onde revela com frequ\u00eancia o seu drama: ser japon\u00eas e crist\u00e3o. Segundo alguns especialistas, o percurso de Endo Shusaku pode dividir-se em tr\u00eas grandes \u00e9pocas. A primeira fase, condensada no romance &#8220;Sil\u00eancio&#8221;, revela um Cristo que acompanha o fraco, o ca\u00eddo; um Cristo que sofre e \u00e9 martirizado juntamente com o m\u00e1rtir. Passados 13 anos, o autor revela o que se poder\u00e1 denominar a sua fase forte, personificada na pessoa de Pedro Kibe do romance &#8220;A Espingarda e a Cruz&#8221;. Finalmente, ter\u00e1 de esperar-se mais 14 anos at\u00e9 que surja a terceira \u00e9poca de Endo Shusaku, com o seu romance &#8220;Rio Profundo&#8221;, onde expressa a ideia de universalidade, movendo o palco dos acontecimentos para a cidade indiana de Varanasi, o mais sagrado centro do hindu\u00edsmo. Segundo tenho escutado de alguns japoneses, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser-se, ao mesmo tempo, japon\u00eas e crist\u00e3o. O processo de incultura\u00e7\u00e3o est\u00e1, em variados aspectos, ainda nos seus come\u00e7os. Tamb\u00e9m o tema do di\u00e1logo \u00e9 espinhoso para a maior parte dos crist\u00e3os japoneses, pois a consci\u00eancia de convers\u00e3o continua ainda muito ligada \u00e0 exig\u00eancia de abandono do passado, o que inclui, muitas vezes, o doloroso corte com as tradi\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, com todas as nefastas consequ\u00eancias que da\u00ed adv\u00eam. H\u00e1, contudo, no meio deste deserto, algumas pessoas, tanto sacerdotes como fi\u00e9is, que est\u00e3o empenhadas em interpretar o processo de convers\u00e3o de forma mais l\u00facida, purificando-se e abandonando concep\u00e7\u00f5es exclusivistas, contribuindo, assim, para maior aproxima\u00e7\u00e3o e respeito m\u00fatuo. Um desses fi\u00e9is \u00e9 o meu amigo Tsuji. Casado, cinco filhos e treze netos. Foi baptizado h\u00e1 mais de cinquenta anos. Todos os membros da sua fam\u00edlia s\u00e3o cat\u00f3licos. No entanto, \u00e9 considerado por muitos como &#8220;especialista&#8221; em budismo, pelo que os seus cunhados budistas lhe pedem que lhes explique conceitos que eles pr\u00f3prios n\u00e3o entendem. A nossa amizade come\u00e7ou quando eu oficiei o funeral de um budista numa das par\u00f3quias onde trabalhava. A esposa do falecido pedira-nos que realiz\u00e1ssemos o funeral na igreja, uma vez que o seu marido tinha tido rela\u00e7\u00f5es de grande amizade com fi\u00e9is dessa mesma par\u00f3quia. Aceit\u00e1mos, depois de havermos discutido o assunto na nossa equipa pastoral. Preparei e adaptei a homilia e as ora\u00e7\u00f5es da celebra\u00e7\u00e3o da Palavra, tendo em conta o facto de o defunto e toda a sua fam\u00edlia pertencerem, por tradi\u00e7\u00e3o, a uma das duas grandes escolas de budismo zen. Tsuji estava presente e sensibilizou-se com o facto de a Igreja Cat\u00f3lica abrir as suas portas a um fiel de outra tradi\u00e7\u00e3o religiosa num momento t\u00e3o importante como este. Do nosso primeiro encontro nasceu uma amizade que continua a estimular-nos mutuamente a uma busca mais perene. Em abertura, acolhimento, respeito e profundidade. Pedi-lhe que me desse uma ajuda como membro da equipa do curso de catec\u00famenos, nos \u00faltimos meses de prepara\u00e7\u00e3o para o Baptismo. Nas nossas sess\u00f5es semanais, fiquei muitas vezes em sil\u00eancio, escutando a partilha da sua experi\u00eancia de cat\u00f3lico japon\u00eas. E fui-me apercebendo de que estava perante um homem de f\u00e9 madura, l\u00facida. Uma f\u00e9 que \u00e9 processo e, por isso, desperta incertezas e d\u00favidas dolorosas. Em permanente busca. Convidou-me para jantar em sua casa. Era Domingo de P\u00e1scoa. Eu estava cansado, depois de um dia preenchido com as actividades inerentes. Entrei no seu mundo mais \u00edntimo, uma vez que ser convidado a entrar na casa de uma fam\u00edlia japonesa \u00e9 sin\u00f3nimo de convite a entrar no seu c\u00edrculo mais cerrado e saborear a sua vida. Descansei, sentindo que estava na presen\u00e7a de um irm\u00e3o peregrino. Um japon\u00eas que conseguiu condensar no seu interior aquilo que tantos cat\u00f3licos japoneses n\u00e3o est\u00e3o aptos a fazer: deixar de considerar o cristianismo como religi\u00e3o estrangeira. Para que se realize este processo de assimila\u00e7\u00e3o e incultura\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio abandonar a concep\u00e7\u00e3o limitat\u00f3ria que se concentra num pa\u00eds, numa cultura, numa forma de pensar ou agir. Endo Shusaku legou-nos essa &#8220;universalidade&#8221; no seu romance &#8220;Rio Profundo&#8221;, mudando o palco dos acontecimentos para um mundo n\u00e3o-europeu, n\u00e3o-japon\u00eas e n\u00e3o-crist\u00e3o. E sublimou, assim, o drama da sua vida. Nesse sentido, \u00e9 exemplo para n\u00f3s.  2. A est\u00e9tica do zen A universalidade intui-se na imensa quantidade de religi\u00f5es que comp\u00f5em o mundo religioso nip\u00f3nico. Muitas dessas tradi\u00e7\u00f5es religiosas vieram para o Jap\u00e3o desde a China, mormente as que est\u00e3o relacionadas com o budismo, o tao\u00edsmo ou o confucianismo. O budismo zen, que passou a ser divulgado no mundo ocidental principalmente a partir de meados do s\u00e9culo XX, \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es mais conhecidas, dividindo-se nas duas grandes escolas de Soto-shu e Rinzai-shu, que foram trazidas para o Jap\u00e3o na \u00e9poca de Kamakura (Rinzai-shu, em 1168; Soto-shu em 1223), e que apresentam numerosas ramifica\u00e7\u00f5es. Hoju Tanaka \u00e9 o nome do monge &#8211; mestre zen da escola de Rinzai-shu &#8211; que costuma encontrar-se com a Igreja cat\u00f3lica na par\u00f3quia de Kitano, duas ou tr\u00eas vezes por ano. A convite seu, fomos, o P. Nishio e eu, visitar o templo onde ele vive e orienta sess\u00f5es de zazen no centro da cidade de Kyoto. O templo denomina-se Shokoku-ji e o seu nome significa, segundo os caracteres chineses, &#8220;Templo do Primeiro Ministro&#8221;, nome alusivo ao shogun Ashikaga Yoshimitsu (1358-1408), sob cujos ausp\u00edcios foi edificado. A sua constru\u00e7\u00e3o ter\u00e1 terminado em 1394, mas ter\u00e1 sido numerosas vezes destru\u00eddo por inc\u00eandios, tendo sido o de 1788 devastador. Pelos finais da \u00e9poca de Edo (1615-1868), muitos dos edif\u00edcios foram reconstru\u00eddos. Actualmente, o complexo apresenta treze estruturas, incluindo o &#8220;Templo do Pavilh\u00e3o Dourado&#8221; (&#8220;Kinkaku-ji&#8221;) e o &#8220;Templo do Pavilh\u00e3o Prateado&#8221; (&#8220;Ginkaku-ji&#8221;). H\u00e1, em todo o Jap\u00e3o, cerca de 130 subtemplos de Shokoku-ji. Foi em 1395 que o shogun Ashikaga Yoshimitsu abdicou em favor do seu filho, pois tencionava abra\u00e7ar a vida religiosa. Dois anos mais tarde, em 1397, construiu uma villa luxuosa no nordeste de Kyoto, que receberia o nome de &#8220;Pavilh\u00e3o Dourado&#8221;. Durante cerca de dez anos, o lugar foi preparado para que se tornasse um lugar budista de grande devo\u00e7\u00e3o, tendo sido acrescentados novos edif\u00edcios em redor. Quando Yoshimitsu faleceu (1408), o edif\u00edcio foi transformado em templo budista e passou a ser denominado &#8220;Templo do Pavilh\u00e3o Dourado&#8221;. A f\u00faria da guerra civil na \u00e9poca de Onin (1467-1477) atingiu o complexo, tendo este sido destru\u00eddo pelo fogo. Reconstru\u00eddo rapidamente, foi novamente destru\u00eddo em 1567. Apenas sobreviveram o &#8220;Templo Dourado&#8221; e o edif\u00edcio anexo. Finalmente, para grande consterna\u00e7\u00e3o do povo nip\u00f3nico, o &#8220;Templo Dourado&#8221; foi reduzido a cinzas a 3 de Julho de 1950, como resultado do fogo ateado por um jovem monge (este \u00e9 o tema do romance intitulado &#8220;Kinkakuji&#8221;, da autoria de Yukio Mishima). Ter\u00e3o sido necess\u00e1rios 48 Kg de ouro para a reconstru\u00e7\u00e3o (1955) e o restauro (1987) desta maravilha de tr\u00eas andares que se apresenta diante dos olhos estupefactos de milhares de turistas que ali afluem diariamente e \u00e9 um dos s\u00edmbolos nacionais de beleza, reflectindo o esp\u00edrito de equil\u00edbrio, harmonia e, simultaneamente, austeridade, caracter\u00edsticas pr\u00f3prias do budismo zen. O &#8220;Templo do Pavilh\u00e3o Prateado&#8221; (&#8220;Ginkakuji&#8221;), constru\u00eddo em 1482 por Ashikaga Yoshimasa (1436-1490), n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o espectacular como o &#8220;Kinkakuji&#8221;, mas emana uma atmosfera de maior introspec\u00e7\u00e3o e serenidade. Nunca foram realizados os planos de lhe dar uma cobertura de prata. O que certamente contribui para que exale um ambiente de maior naturalidade e de comunh\u00e3o com a natureza a uma escala mais humana. Despedimo-nos do nosso anfitri\u00e3o e guia, o mestre de zen Hoju Tanaka, com a promessa de reencontro na par\u00f3quia de Kitano dentro de dois meses.  3. O sabor da gratuidade O povo japon\u00eas valoriza enormemente o aspecto exterior. Neste sentido, apresenta algumas semelhan\u00e7as com a cultura grega e a sua valoriza\u00e7\u00e3o da beleza est\u00e9tica. Uma cultura do visual, em contraste com a cultura da audi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica. Por isso, o &#8220;Templo Dourado&#8221;, tal como o &#8220;Templo Prateado&#8221; e os jardins de areia da tradi\u00e7\u00e3o do budismo zen incitam-nos a entrarmos em n\u00f3s mesmos, a silenciarmos e a sentirmo-nos em perene comunh\u00e3o com a natureza e o mundo. Tendo em conta essa caracter\u00edstica nip\u00f3nica, o mission\u00e1rio ter\u00e1 de tentar criar momentos de sintonia e est\u00edmulo, de forma a que se desperte essa peculiaridade e nas\u00e7a um ambiente de alegria, algo absolutamente necess\u00e1rio nesta sociedade freneticamente competitiva, sobrecarregada de exig\u00eancias e quase desumana. Criar momentos de descontrac\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia, e despertar sentimentos de gratuidade. Decidi comprometer-me a organizar uma actividade que em Portugal me deixara excelentes recorda\u00e7\u00f5es e ainda n\u00e3o experimentara no Jap\u00e3o: convidar as crian\u00e7as a expressar os seus sentimentos atrav\u00e9s da pintura de uma tela gigante de 5 metros de comprimento. A actividade teve lugar numa das par\u00f3quias do bloco de Umeda e juntaram-se mais de trinta crian\u00e7as. Termin\u00e1mos com uma refei\u00e7\u00e3o em comum. Senti, ent\u00e3o, mais fortemente, a urg\u00eancia de organizar actividades afins. Procurando dar sentido \u00e0 exist\u00eancia, antes que o desespero nos tolha. Neste pa\u00eds, nesta cultura, qualquer pequenina iniciativa exige muito esfor\u00e7o e persist\u00eancia. E os resultados s\u00e3o irris\u00f3rios, quase invis\u00edveis. Por isso, vamos apagando das nossas mentes, inexoravelmente, o desejo de ver os frutos. E fica-nos a brisa suave, quase sublime, da entrega. Sentado no meu quarto nesta imensa cidade de Osaka, olho para o Cristo que o j\u00e1 falecido Artur Bual me ofereceu e recordo as suas palavras: &#8220;os meus quadros mais bem vendidos s\u00e3o aqueles que ofere\u00e7o&#8221;. A amizade, o calor humano, a maravilha do encontro. Estas suas palavras ajudaram-me e ajudam-me a saborear o delicioso fruto da gratuidade.  4. A paci\u00eancia do sil\u00eancio Quando pensamos no mundo japon\u00eas, a imagem que nos surge de imediato \u00e9 a de uma sociedade tremendamente utilitarista, com uma quantidade infinita de f\u00f3rmulas de etiqueta social que nos obrigam a uma artificialidade permanente. A m\u00e1scara. O japon\u00eas n\u00e3o costuma expressar os seus sentimentos na vida real. Talvez tamb\u00e9m por isso, como valor de contraste, os filmes, incluindo as telenovelas actuais e os filmes de samurais, est\u00e3o carregados de emo\u00e7\u00f5es e l\u00e1grimas. \u00c9 outra dimens\u00e3o da m\u00e1scara, que tem papel preponderante no No (dan\u00e7a teatral japonesa) e no Kabuki (drama tradicional japon\u00eas, com formas estilizadas, baseado em hist\u00f3rias de cariz popular). Acabo de receber um telefonema de um estrangeiro. O mesmo drama de tantos outros: a horr\u00edvel solid\u00e3o. Solid\u00e3o essa que atinge igualmente os japoneses &#8211; n\u00e3o \u00e9 por acaso que o n\u00famero oficial de suic\u00eddios no espa\u00e7o de um ano ultrapassa os 30 mil -, mas com bastante mais intensidade o estrangeiro que n\u00e3o fale a l\u00edngua e n\u00e3o encontre quem possa escutar as suas ang\u00fastias e os seus apelos. Tenho escutado hist\u00f3rias comoventes. E cada vez compreendo mais claramente que haja tantas pessoas que resvalam para o abismo da loucura. A maior parte das vezes, o sacerdote apenas pode ficar em sil\u00eancio, tentando sintonizar e mostrar que depois da escurid\u00e3o do t\u00fanel h\u00e1 sempre a claridade da sa\u00edda. Para isso, torna-se urgente dar sentido ao sofrimento. E \u00e9 a\u00ed que considero o filme &#8220;Paix\u00e3o de Cristo&#8221; altamente nocivo para a sociedade japonesa que nada sabe de cristianismo e que, como tal, n\u00e3o entender\u00e1 o sentido do calv\u00e1rio de Jesus. Assim, sem uma explica\u00e7\u00e3o adequada, o que fica fortemente gravado ser\u00e1 apenas a crueldade e o sangue. Penso e falo com alguma frequ\u00eancia nas homilias de pa\u00edses e povos sofrendo as consequ\u00eancias da brutalidade da guerra ou morrendo de inani\u00e7\u00e3o, com nomes concretos. No Jap\u00e3o h\u00e1 outro tipo de &#8220;inani\u00e7\u00e3o&#8221;. Aqui enlouquece-se ou morre-se de cansa\u00e7o e solid\u00e3o. Creio que isso tem a ver com o peso da m\u00e1scara. H\u00e1 dois dias contava um mission\u00e1rio que j\u00e1 est\u00e1 no Jap\u00e3o h\u00e1 mais de 40 anos o que ainda continua a ser uma das suas preocupa\u00e7\u00f5es: revelar os sentimentos. Dizia ele que, pelo seu temperamento, quando se d\u00e1 conta j\u00e1 \u00e9 tarde, pois j\u00e1 ter\u00e1 expressado o que sente e ter\u00e1 ferido ou ter-se-\u00e1 exposto claramente. O japon\u00eas torna-se transparente quando h\u00e1 ambiente descontra\u00eddo, em que se ultrapasse o artificialismo das barreiras hier\u00e1rquicas. Para um estrangeiro, \u00e9 dif\u00edcil entender onde assentam as bases de tal ambiente. N\u00e3o se pode fabricar. Acontece simplesmente; ou n\u00e3o acontece; ou j\u00e1 ter\u00e1 acontecido sem que nos tenhamos dado conta. E \u00e9 a\u00ed que tem lugar a prova\u00e7\u00e3o de sofrimento em sil\u00eancio e paci\u00eancia, procurando aceitar aquilo que n\u00e3o entra nos nossos esquemas mentais. Doloroso e fascinante. \u00c9 necess\u00e1rio remar contra a mar\u00e9 da sociedade de consumo e de artificialismo. Sem euforias nem desesperos. Sem contar com resultados nem contabilizar decep\u00e7\u00f5es. Todo o ser humano tem uma corda de sintoniza\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 necess\u00e1rio despirmo-nos de preconceitos, rasgarmos as m\u00e1scaras que nos tolhem, amarram e limitam, e sintonizar, naturalmente, com o que de mais humano vibra no cora\u00e7\u00e3o de cada um. Algum dia, em algum lugar, em alguma situa\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 um bafejo de felicidade sem explica\u00e7\u00e3o.  Adelino Ascenso, mbn &#8211; Mission\u00e1rio no Jap\u00e3o In \u201cBoa Nova\u201d, n\u00ba 912<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00f3nica de uma mission\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[154,206,232,275],"class_list":["post-7090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-crianca","tag-familia","tag-incendios","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}