{"id":7075,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/novos-projectos-para-a-ordem-hospitaleira\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"novos-projectos-para-a-ordem-hospitaleira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-projectos-para-a-ordem-hospitaleira\/","title":{"rendered":"Novos projectos para a Ordem Hospitaleira"},"content":{"rendered":"<p>O 25.\u00ba Cap\u00edtulo Provincial da Ordem Hospitaleira de S. Jo\u00e3o de Deus elegeu, para um segundo mandato, o Ir. Jos\u00e9 Paulo Sim\u00f5es Pereira, como superior Provincial \u201cDar continuidade ao projecto iniciado h\u00e1 tr\u00eas anos, como resposta aos desafios e exig\u00eancias actuais\u201d, \u00e9 um dos prop\u00f3sitos do Ir. Jos\u00e9 Paulo Sim\u00f5es Pereira.  Em entrevista ao Jornal da Madeira, o Provincial da Ordem de S. Jo\u00e3o de Deus falou das principais dificuldades da miss\u00e3o hospitaleira em Portugal, como a falta de voca\u00e7\u00f5es e de outros meios de ac\u00e7\u00e3o.   <i>Jornal da Madeira \u2014 Provincial por mais tr\u00eas anos, um desafio?  Jos\u00e9 Paulo Sim\u00f5es<\/i> &#8211; \u00c9 um desafio importante, na medida em que me obriga tamb\u00e9m a ser fiel \u00e0 miss\u00e3o que me pedem.  \u00c9 um desafio porque significa dar continuidade ao projecto que comecei a liderar h\u00e1 tr\u00eas anos; e \u00e9 um desafio porque as exig\u00eancias actuais s\u00e3o muitas, os compromissos s\u00e3o bastantes e a capacidade de resposta ter\u00e1 de ser clara, objectiva e com meios \u00e0 altura.   <i>JM \u2014 Os meios humanos s\u00e3o suficientes?  JP &#8211;<\/i> Esse \u00e9 o maior desafio. A Ordem, neste momento em Portugal, tem poucos postulantes e candidatos a este apostolado hospitaleiro; os recursos humanos s\u00e3o poucos, a m\u00e9dia de idades \u00e9 de 69 anos, o que diminui a capacidade de resposta para os desafios que temos.   <i>JM \u2014 A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 exigente?  JP \u2014<\/i> Um irm\u00e3o de S. Jo\u00e3o de Deus, antes de ser profissional \u00e9 religioso, tem de estar preparado na dimens\u00e3o teol\u00f3gica e espiritual. Agora, temos uma miss\u00e3o exigente nas \u00e1reas da sa\u00fade e da ac\u00e7\u00e3o social que nos obriga a ter tamb\u00e9m uma forma\u00e7\u00e3o profissional e acad\u00e9mica .  Hoje, temos uma hospitalidade criativa, o que exige forma\u00e7\u00e3o permanente em correspond\u00eancia com as necessidades locais. No passado, quase todos os irm\u00e3os eram enfermeiros, mas hoje damos liberdade \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional de cada um, dentro da sua voca\u00e7\u00e3o natural e, nestas circunst\u00e2ncias, os irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus podem ser psic\u00f3logos, economistas, formados em direito, m\u00e9dicos ou gestores de recursos humanos.  Come\u00e7a a haver uma diversidade, em que todas as \u00e1reas s\u00e3o necess\u00e1rias para dar resposta \u00e0 nossa miss\u00e3o.   <i>JM \u2014 Em termos materiais, como trabalha a Ordem Hospitaleira?  JP \u2014 <\/i> Os recursos materiais tamb\u00e9m n\u00e3o abundam.  \u00c9 outro desafio com que nos defrontamos sempre, s\u00e3o as exig\u00eancias de qualidade, de uma boa gest\u00e3o; cada vez mais h\u00e1 inspec\u00e7\u00f5es, quer por parte dos governantes, das fam\u00edlias e dos pr\u00f3prios utentes na mesma \u00e1rea; tudo isto exige recursos financeiros, exige actualiza\u00e7\u00e3o permanente de estruturas.  Neste tri\u00e9nio, o desafio \u00e9 manter esses par\u00e2metros de qualidade, mas s\u00e3o necess\u00e1rios recursos para sustent\u00e1-la. Neste momento, temos uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil que \u00e9 manter as estruturas enormes que temos. Precisamos aumentar os fundos de financiamento.  O Estado \u00e9 o nosso grande parceiro, \u00e9 quem paga em grande parte o internamento dos nossos doentes, mas as verbas s\u00e3o baixas para a qualidade exigida.  Aquilo que o Estado paga \u00e9 apenas um ter\u00e7o daquilo que precisar\u00edamos para uma resposta de largo alcance e qualitativa.  Com as Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas, Madeira e A\u00e7ores, h\u00e1 tamb\u00e9m um contrato espec\u00edfico, desde 1983, e que est\u00e1 em processo de revis\u00e3o.  Fazem-se contratos-programa, parcerias, s\u00f3 que estes t\u00eam tempos definidos . E as estruturas n\u00e3o t\u00eam prazos, continuam; podemos ter um bom acordo, um programa bem financiado pelo Estado mas se ao fim de um ano esse programa acaba fica em dificuldades uma s\u00e9rie de estruturas.  Os programas t\u00eam tempos limitados, as estruturas s\u00e3o ilimitadas, pois est\u00e3o ao servi\u00e7o de pessoas, e precisam tamb\u00e9m de manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua; os recursos humanos precisam de actualiza\u00e7\u00e3o e se o programa termina \u00e9 sempre uma batalha para se reiniciar o processo ou nova negocia\u00e7\u00e3o.   <i>JM \u2014 A Casa de S\u00e1ude de S. Jo\u00e3o de Deus, no Funchal, est\u00e1 bem?  JP \u2014 <\/i> Em conformidade com as necessidades locais, pode-se dizer que, nos \u00faltimos anos, a Casa de Sa\u00fade, no Funchal, deu um salto qualitativo muito grande.  Um dos objectivos era que se abrisse \u00e0 comunidade e transformasse as suas undiades em pequenos servi\u00e7os. E isso aconteceu. Hoje, tem uma grande visibilidade e, principalmente, uma grande proximidade com a popula\u00e7\u00e3o em geral. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o os tempos em que se conhecia a Casa de Sa\u00fade de S. Jo\u00e3o de Deus como \u201ccasa de loucos\u201d ou \u201ctrapiche\u201d. Essa mentalidade est\u00e1 a mudar. Regista-se uma significativa integra\u00e7\u00e3o da Casa na realidade social da Madeira.   <i>JM \u2014 A Ordem \u00e9 conhecida?  JP \u2014 <\/i> Sim. A Madeira, ali\u00e1s, \u00e9 das \u00e1reas do pa\u00eds onde haver\u00e1 mais voca\u00e7\u00f5es. S\u00f3 que h\u00e1 um fen\u00f3meno novo, isto \u00e9, nota-se pouca ades\u00e3o \u00e0s actividades que propomos no Ver\u00e3o, os chamados \u201ccampos de f\u00e9rias\u201d. Talvez pelas novas regras do ensino, pelo excesso ou oferta de actividades. Mesmo assim, na Madeira h\u00e1 pontencial grande para a vida religiosa. Tem havido o cuidado de divulgar mais informa\u00e7\u00e3o sobre o carisma hospitaleiro. A institui\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m oferecido muitas propostas de forma\u00e7\u00e3o para todas as faixas et\u00e1rias, grupos de risco, familiares de utentes e na \u00e1rea da preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, o que permite dar a conhecer a Ordem a v\u00e1rios n\u00edveis.   <i>JM \u2014 A abertura aos leigos \u00e9 uma realidade?  JP \u2014 <\/i> Sem d\u00favida. At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, todas as nossas casas, em Portugal, eram geridas pelos Irm\u00e3os, porque havia voca\u00e7\u00f5es.  Agora, com a falta de religiosos consagrados, com o envelhecimento dos Irm\u00e3os, cri\u00e1mos estrat\u00e9gias, outras alternativas, com a coopera\u00e7\u00e3o de leigos que sempre trabalharam connosco mas que n\u00e3o tinham fun\u00e7\u00f5es de chefia.  Hoje, \u00e9 habitual vermos directores nas casa de sa\u00fade, nos hospitais, que n\u00e3o s\u00e3o irm\u00e3os; \u00e9 no fundo partilhar a nossa miss\u00e3o com os leigos, de acordo com o nosso carisma apost\u00f3lico.   <i>JM \u2014 A miss\u00e3o hospitaleira portuguesa apoia outros pa\u00edses?  JP \u2014 <\/i> Dentro das nossas compet\u00eancias e possibilidades, a nossa miss\u00e3o estende-se ainda \u00e0s tr\u00eas casas que a Ordem tem no Brasil (por enquanto delega\u00e7\u00e3o Provincial); apoiamos as miss\u00f5es hospitaleiras em Mo\u00e7ambique; e estamos em Timor-leste.  Timor-leste \u00e9 um projecto novo, iniciado a 8 de Mar\u00e7o deste ano, a pedido de D. Bas\u00edlio do Nascimento, com um irm\u00e3o portugu\u00eas e outro brasileiro. Neste momento faz-se o levantamento das necessidades e em Setembro pr\u00f3ximo pensamos definir um projecto espec\u00edfico para Timor.  J\u00e1 estivemos em Angola mas, com a independ\u00eancia do territ\u00f3rio, fomos expulsos; agora h\u00e1 pedidos para regressarmos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 25.\u00ba Cap\u00edtulo Provincial da Ordem Hospitaleira de S. Jo\u00e3o de Deus elegeu, para um segundo mandato, o Ir. Jos\u00e9 Paulo Sim\u00f5es Pereira, como superior Provincial \u201cDar continuidade ao projecto iniciado h\u00e1 tr\u00eas anos, como resposta aos desafios e exig\u00eancias actuais\u201d, \u00e9 um dos prop\u00f3sitos do Ir. Jos\u00e9 Paulo Sim\u00f5es Pereira. 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