{"id":70748,"date":"2015-01-23T11:15:00","date_gmt":"2015-01-23T11:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/01\/23\/comunicar-a-familia-ambiente-privilegiado-do-encontro-na-gratuidade-do-amor\/"},"modified":"2015-01-23T11:15:00","modified_gmt":"2015-01-23T11:15:00","slug":"comunicar-a-familia-ambiente-privilegiado-do-encontro-na-gratuidade-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicar-a-familia-ambiente-privilegiado-do-encontro-na-gratuidade-do-amor\/","title":{"rendered":"Comunicar a fam\u00edlia: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Francisco para 49.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais <!--more--> <\/p>\n<p> \tO tema da fam&iacute;lia encontra-se no centro duma profunda reflex&atilde;o eclesial e dum processo sinodal que prev&ecirc; dois S&iacute;nodos, um extraordin&aacute;rio &ndash; acabado de celebrar &ndash; e outro ordin&aacute;rio, convocado para o pr&oacute;ximo m&ecirc;s de outubro. Neste contexto, considerei&nbsp; oportuno que o tema do pr&oacute;ximo Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais tivesse como ponto de refer&ecirc;ncia a fam&iacute;lia. Ali&aacute;s, a fam&iacute;lia &eacute; o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento origin&aacute;rio pode-nos ajudar quer a tornar mais aut&ecirc;ntica e humana a comunica&ccedil;&atilde;o, quer a ver a fam&iacute;lia dum novo ponto de vista.<\/p>\n<p> \tPodemos deixar-nos inspirar pelo &iacute;cone evang&eacute;lico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). &laquo;Quando Isabel ouviu a sauda&ccedil;&atilde;o de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Esp&iacute;rito Santo. Ent&atilde;o, erguendo a voz, exclamou: &ldquo;Bendita &eacute;s tu entre as mulheres e bendito &eacute; o fruto do teu ventre&rdquo;&raquo; (vv. 41-42).<\/p>\n<p> \tEste epis&oacute;dio mostra-nos, antes de mais nada, a comunica&ccedil;&atilde;o como um di&aacute;logo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta &agrave; sauda&ccedil;&atilde;o de Maria &eacute; dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro &eacute;, em certo sentido, o arqu&eacute;tipo e o s&iacute;mbolo de qualquer outra comunica&ccedil;&atilde;o, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga &eacute; a primeira &laquo;escola&raquo; de comunica&ccedil;&atilde;o, feita de escuta e contacto corporal, onde come&ccedil;amos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do cora&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e. Este encontro entre dois seres simultaneamente t&atilde;o &iacute;ntimos e ainda t&atilde;o alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, &eacute; a nossa primeira experi&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o. E &eacute; uma experi&ecirc;ncia que nos irmana a todos, pois cada um de n&oacute;s nasceu de uma m&atilde;e.<\/p>\n<p> \tMesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num &laquo;ventre&raquo;, que &eacute; a fam&iacute;lia. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a fam&iacute;lia &eacute; &laquo;o espa&ccedil;o onde se aprende a conviver na diferen&ccedil;a&raquo; (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferen&ccedil;as de g&eacute;neros e de gera&ccedil;&otilde;es, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um v&iacute;nculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas rela&ccedil;&otilde;es, tanto mais diversas s&atilde;o as idades e mais rico &eacute; o nosso ambiente de vida. O v&iacute;nculo est&aacute; na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o v&iacute;nculo. N&oacute;s n&atilde;o inventamos as palavras: podemos us&aacute;-las, porque as recebemos. &Eacute; em fam&iacute;lia que se aprende a falar na &laquo;l&iacute;ngua materna&raquo;, ou seja, a l&iacute;ngua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em fam&iacute;lia, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condi&ccedil;&otilde;es de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o da capacidade da fam&iacute;lia de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, &eacute; o paradigma de toda a comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tA experi&ecirc;ncia do v&iacute;nculo que nos &laquo;precede&raquo; faz com que a fam&iacute;lia seja tamb&eacute;m o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunica&ccedil;&atilde;o que &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos rec&eacute;m-nascidos, a m&atilde;e e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, p&otilde;em-se a recitar juntamente com eles ora&ccedil;&otilde;es simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os av&oacute;s, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de n&oacute;s aprendeu, em fam&iacute;lia, a dimens&atilde;o religiosa da comunica&ccedil;&atilde;o, que, no cristianismo, &eacute; toda impregnada de amor, o amor de Deus que se d&aacute; a n&oacute;s e que n&oacute;s oferecemos aos outros.<\/p>\n<p> \tNa fam&iacute;lia, &eacute; sobretudo a capacidade de se abra&ccedil;ar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e sil&ecirc;ncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que n&atilde;o se escolheram e todavia s&atilde;o t&atilde;o importantes uma para a outra&hellip; &eacute; sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que &eacute; verdadeiramente a comunica&ccedil;&atilde;o enquanto descoberta e constru&ccedil;&atilde;o de proximidade. Reduzir as dist&acirc;ncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, &eacute; motivo de gratid&atilde;o e alegria: da sauda&ccedil;&atilde;o de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Isabel, seguindo-se-lhe o bel&iacute;ssimo c&acirc;ntico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso des&iacute;gnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um &laquo;sim&raquo; pronunciado com f&eacute;, derivam consequ&ecirc;ncias que se estendem muito para al&eacute;m de n&oacute;s mesmos e se expandem no mundo. &laquo;Visitar&raquo; sup&otilde;e abrir as portas, n&atilde;o encerrar-se no pr&oacute;prio apartamento, sair, ir ter com o outro. A pr&oacute;pria fam&iacute;lia &eacute; viva, se respira abrindo-se para al&eacute;m de si mesma; e as fam&iacute;lias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunh&atilde;o, podem dar conforto e esperan&ccedil;a &agrave;s fam&iacute;lias mais feridas, e fazer crescer a pr&oacute;pria Igreja, que &eacute; uma fam&iacute;lia de fam&iacute;lias.<\/p>\n<p> \tMais do que em qualquer outro lugar, &eacute; na fam&iacute;lia que, vivendo juntos no dia a dia, se experimentam as limita&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexist&ecirc;ncia e do p&ocirc;r-se de acordo. N&atilde;o existe a fam&iacute;lia perfeita, mas n&atilde;o &eacute; preciso ter medo da imperfei&ccedil;&atilde;o, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso &eacute; aprender a enfrent&aacute;-los de forma construtiva. Por isso, a fam&iacute;lia onde as pessoas, apesar das pr&oacute;prias limita&ccedil;&otilde;es e pecados, se amam, torna-se uma escola de perd&atilde;o. O perd&atilde;o &eacute; uma din&acirc;mica de comunica&ccedil;&atilde;o: uma comunica&ccedil;&atilde;o que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, &eacute; poss&iacute;vel reat&aacute;-la e faz&ecirc;-la crescer. Uma crian&ccedil;a que aprende, em fam&iacute;lia, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, ser&aacute; um construtor de di&aacute;logo e reconcilia&ccedil;&atilde;o na sociedade.<\/p>\n<p> \tMuito t&ecirc;m para nos ensinar, a prop&oacute;sito de limita&ccedil;&otilde;es e comunica&ccedil;&atilde;o, as fam&iacute;lias com filhos marcados por uma ou mais defici&ecirc;ncias. A defici&ecirc;ncia motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tenta&ccedil;&atilde;o a fechar-se; mas pode tornar-se, gra&ccedil;as ao amor dos pais, dos irm&atilde;os e doutras pessoas amigas, um est&iacute;mulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a par&oacute;quia, as associa&ccedil;&otilde;es a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a n&atilde;o exclu&iacute;rem ningu&eacute;m.<\/p>\n<p> \tAl&eacute;m disso, num mundo onde frequentemente se amaldi&ccedil;oa, insulta, semeia disc&oacute;rdia, polui com as maledic&ecirc;ncias o nosso ambiente humano, a fam&iacute;lia pode ser uma escola de comunica&ccedil;&atilde;o feita de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevit&aacute;veis o &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia, quando as fam&iacute;lias est&atilde;o separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetr&aacute;veis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas raz&otilde;es para dizer &laquo;agora basta&raquo;; na realidade, aben&ccedil;oar em vez de amaldi&ccedil;oar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater &eacute; a &uacute;nica forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem &eacute; sempre poss&iacute;vel, para educar os filhos na fraternidade.<\/p>\n<p> \tOs meios mais modernos de hoje, irrenunci&aacute;veis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunica&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lia e entre as fam&iacute;lias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair &agrave; escuta, de se isolar apesar da presen&ccedil;a f&iacute;sica, de saturar todo o momento de sil&ecirc;ncio e de espera, ignorando que &laquo;o sil&ecirc;ncio &eacute; parte integrante da comunica&ccedil;&atilde;o e, sem ele, n&atilde;o h&aacute; palavras ricas de conte&uacute;do&raquo; (BENTO XVI, Mensagem do XLVI Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, 24\/1\/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contacto com os de longe, a agradecer e pedir perd&atilde;o, a tornar poss&iacute;vel sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que &eacute; o encontro, este &laquo;in&iacute;cio vivo&raquo;, saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Tamb&eacute;m neste campo, os primeiros educadores s&atilde;o os pais. Mas n&atilde;o devem ser deixados sozinhos; a comunidade crist&atilde; &eacute; chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunica&ccedil;&atilde;o, segundo os crit&eacute;rios da dignidade da pessoa humana e do bem comum.<\/p>\n<p> \tAssim o desafio que hoje se nos apresenta, &eacute; aprender de novo a narrar, n&atilde;o nos limitando a produzir e consumir informa&ccedil;&atilde;o, embora esta seja a dire&ccedil;&atilde;o para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunica&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrap&otilde;e as diferen&ccedil;as e as vis&otilde;es diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto.<\/p>\n<p> \tNo fim de contas, a pr&oacute;pria fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; um objeto acerca do qual se comunicam opini&otilde;es nem um terreno onde se combatem batalhas ideol&oacute;gicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma &laquo;comunidade comunicadora&raquo;. Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, &eacute; poss&iacute;vel recuperar um olhar capaz de reconhecer que a fam&iacute;lia continua a ser um grande recurso, e n&atilde;o apenas um problema ou uma institui&ccedil;&atilde;o em crise. &Agrave;s vezes os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social tendem a apresentar a fam&iacute;lia como se fosse um modelo abstrato que se h&aacute; de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se h&aacute; de viver; ou como se fosse uma ideologia de algu&eacute;m contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contr&aacute;rio, narrar significa compreender que as nossas vidas est&atilde;o entrela&ccedil;adas numa trama unit&aacute;ria, que as vozes s&atilde;o m&uacute;ltiplas e cada uma &eacute; insubstitu&iacute;vel.<\/p>\n<p> \tA fam&iacute;lia mais bela, protagonista e n&atilde;o problema, &eacute; aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. N&atilde;o lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paci&ecirc;ncia e confian&ccedil;a, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.<\/p>\n<p> \tVaticano, 23 de janeiro &ndash; Vig&iacute;lia da Festa de S&atilde;o Francisco de Sales &ndash; de 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Francisco para 49.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,140,206,274],"class_list":["post-70748","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-comunicacoes-sociais","tag-familia","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70748"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70748\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}