{"id":70624,"date":"2015-01-15T12:29:00","date_gmt":"2015-01-15T12:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/01\/15\/atentados-papa-condena-terrorismo-fundamentalista-e-pede-fim-das-ofensas-as-religioes\/"},"modified":"2015-01-15T12:29:00","modified_gmt":"2015-01-15T12:29:00","slug":"atentados-papa-condena-terrorismo-fundamentalista-e-pede-fim-das-ofensas-as-religioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/atentados-papa-condena-terrorismo-fundamentalista-e-pede-fim-das-ofensas-as-religioes\/","title":{"rendered":"Atentados: Papa condena terrorismo fundamentalista e pede fim das \u00abofensas\u00bb \u00e0s religi\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Francisco diz que a liberdade de express\u00e3o tem \u00ablimites\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 15 jan 2015 (Ecclesia) &#8211; O Papa Francisco condenou hoje de novo os atentados terroristas da &uacute;ltima semana em Paris e pediu o fim das ofensas contra as religi&otilde;es, sublinhando que a liberdade de express&atilde;o tem &ldquo;limites&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o se pode matar em nome de Deus, isso &eacute; uma aberra&ccedil;&atilde;o. Matar em nome de Deus &eacute; uma aberra&ccedil;&atilde;o&rdquo;, declarou, em confer&ecirc;ncia de imprensa durante o voo que o levou do Sri Lanka &agrave;s Filipinas, segunda etapa da viagem que se iniciou na segunda-feira.<\/p>\n<p> \tFrancisco sublinhou que a liberdade religiosa e a liberdade de express&atilde;o s&atilde;o &ldquo;dois direitos humanos fundamentais&rdquo; e disse que, neste contexto, &ldquo;n&atilde;o se pode provocar, n&atilde;o se pode insultar a f&eacute; dos outros, n&atilde;o se pode ridicularizar a f&eacute;&quot;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; um limite: toda a religi&atilde;o tem dignidade, n&atilde;o posso ridicularizar uma religi&atilde;o que respeite a vida humana, a pessoa&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p> \t12 pessoas, entre jornalistas e pol&iacute;cias, foram mortas na &uacute;ltima quarta-feira ap&oacute;s um atentado contra o jornal sat&iacute;rico &lsquo;Charlie Hebdo&rsquo;, que esta semana publica uma caricatura com o profeta Maom&eacute;.<\/p>\n<p> \tFrancisco defendeu que o uso da liberdade n&atilde;o justifica o festo de &ldquo;ofender&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; verdade que n&atilde;o se pode reagir violentamente, mas se o doutor Gasbarri [organizador das viagens pontif&iacute;cias, que se encontra normalmente junto do Papa], grande amigo, ofender a minha m&atilde;e, vai levar um murro&rdquo;, gracejou.<\/p>\n<p> \tO Papa insistiu, depois, na ideia de que &ldquo;na liberdade de express&atilde;o h&aacute; limites&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Muita gente ofende as religi&otilde;es, ridiculariza, faz pouco da religi&atilde;o dos outros. Esses provocam e pode acontecer aquilo que aconteceria ao doutor Gasbarri se dissesse alguma coisa contra a minha m&atilde;e&rdquo;, alertou.<\/p>\n<p> \tFrancisco citou o <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/speeches\/2006\/september\/documents\/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_po.html\" target=\"_blank\">discurso<\/a>&nbsp;de Bento XVI em Ratisbona (2006), Alemanha, para falar de uma &ldquo;mentalidade p&oacute;s-relativista&rdquo; que leva a apresentar as religi&otilde;es e as express&otilde;es religiosas &ldquo;como uma esp&eacute;cie de subcultura&quot;, que s&atilde;o apenas &quot;toleradas&rdquo;, mas n&atilde;o valorizadas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o se pode esconder uma verdade: cada um tem o direito de praticar a sua pr&oacute;pria religi&atilde;o, sem ofender, livremente, e assim fazemos, queremos fazer todos. Em segundo lugar: n&atilde;o se pode ofender ou fazer a guerra, matar em nome da pr&oacute;pria religi&atilde;o, isto &eacute;, em nome de Deus&rdquo;, observou.<\/p>\n<p> \tO Papa admitiu que os cat&oacute;licos tamb&eacute;m s&atilde;o &quot;pecadores&quot; em rela&ccedil;&atilde;o a &quot;guerras de religi&atilde;o&quot; e sustentou que &quot;o principal, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade religiosa, &eacute; que se deve agir com liberdade, sem ofender, mas sem impor e matar&quot;.<\/p>\n<p> \tQuestionado sobre eventuais amea&ccedil;as terroristas contra o Vaticano ou a sua pessoa, Francisco disse que a melhor resposta &eacute; &ldquo;ser manso, humilde&rdquo;, sem agredir ningu&eacute;m.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A mim preocupam-me os fi&eacute;is, na verdade, e falei disso com a seguran&ccedil;a do Vaticano&rdquo;, revelou, confessando que tem uma &ldquo;boa dose de inconsci&ecirc;ncia&rdquo; no que diz respeito &agrave; sua pr&oacute;pria integridade.<\/p>\n<p> \tO Papa comentou ainda o recente atentado terrorista na Nig&eacute;ria, em que os fundamentalistas usaram uma crian&ccedil;a para rebentar uma bomba.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Penso que por tr&aacute;s de cada atentado suicida h&aacute; um elemento de desequil&iacute;brio humano, n&atilde;o sei se mental, mas humano, algo que n&atilde;o est&aacute; bem naquela pessoa: n&atilde;o tem um equil&iacute;brio no sentido da sua vida&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Nestes casos, d&aacute;-se a vida para destruir&rdquo;, <a href=\"http:\/\/press.vatican.va\/content\/salastampa\/it\/bollettino\/pubblico\/2015\/01\/15\/0037\/00086.html\" target=\"_blank\">lamentou<\/a>.<\/p>\n<p> \tFrancisco admitiu que o Vaticano est&aacute; em conversa&ccedil;&otilde;es com l&iacute;deres de outras religi&otilde;es, sobre o extremismo, e que existe a hip&oacute;tese de &ldquo;promover um novo encontro em Assis&rdquo; contra a viol&ecirc;ncia e pela paz.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Not&iacute;cia atualizada &agrave;s 12h51<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco diz que a liberdade de express\u00e3o tem 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