{"id":70575,"date":"2015-01-13T04:46:00","date_gmt":"2015-01-13T04:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/01\/13\/sri-lanka-papa-recorda-heranca-amarga-da-guerra-civil-e-apela-a-reconciliacao\/"},"modified":"2015-01-13T04:46:00","modified_gmt":"2015-01-13T04:46:00","slug":"sri-lanka-papa-recorda-heranca-amarga-da-guerra-civil-e-apela-a-reconciliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sri-lanka-papa-recorda-heranca-amarga-da-guerra-civil-e-apela-a-reconciliacao\/","title":{"rendered":"Sri Lanka: Papa recorda \u00abheran\u00e7a amarga\u00bb da guerra civil e apela \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Milhares de pessoas acompanharam Francisco na primeira visita papal ao pa\u00eds em 20 anos e programa da viagem teve de ser alterado <!--more--> <\/p>\n<p> \tColombo, 13 jan 2015 (Ecclesia) &ndash; O Papa Francisco iniciou hoje uma visita de 48 horas ao Sri Lanka com a evoca&ccedil;&atilde;o da &ldquo;heran&ccedil;a amarga&rdquo; da guerra civil e um apelo &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, para que todos se empenhem na sua &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Durante muitos anos, o Sri Lanka conheceu os horrores do conflito civil e agora est&aacute; &agrave; procura de consolidar a paz e de curar as feridas desses anos&rdquo;, declarou, durante a cerim&oacute;nia de boas-vindas no aeroporto internacional de Colombo.<\/p>\n<p> \tNesse sentido, o Papa convidou todos a deixar para tr&aacute;s as &ldquo;injusti&ccedil;as, hostilidades e desconfian&ccedil;as&rdquo; para que possam encontrar um futuro de &ldquo;reconcilia&ccedil;&atilde;o, solidariedade e paz&rdquo; para a ilha.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A grande obra de reconstru&ccedil;&atilde;o deve incluir a melhoria das infraestruturas e responder &agrave;s necessidades materiais, mas tamb&eacute;m e sobretudo promover a dignidade humana, o respeito pelos Direitos Humanos e a plena inclus&atilde;o de cada um&rdquo;, precisou.<\/p>\n<p> \tEste processo, acrescentou Francisco, exige a &ldquo;busca da verdade&rdquo;, n&atilde;o para abrir &ldquo;feridas antigas&rdquo; mas para &ldquo;promover a sua cura, a justi&ccedil;a e a unidade&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&ldquo;&Eacute; uma trag&eacute;dia constante do nosso mundo que muitas comunidades estejam em guerra entre elas: a incapacidade de reconciliar as diversidades e as disc&oacute;rdias, sejam novas ou antigas, fizeram surgir tens&otilde;es &eacute;tnicas e religiosas, acompanhadas frequentemente por explos&otilde;es de viol&ecirc;ncia&rdquo;, observou.<\/p>\n<p> \tO Papa destacou a tradi&ccedil;&atilde;o de di&aacute;logo entre religi&otilde;es no Sri Lanka e sublinhou que a sua visita &eacute; acima de tudo &ldquo;pastoral&rdquo;, destacando a canoniza&ccedil;&atilde;o do Beato Jos&eacute; Vaz, esta quarta-feira.<\/p>\n<p> \tO mission&aacute;rio do Sri Lanka, como &eacute; conhecido, nasceu em Goa e morreu no antigo Ceil&atilde;o a 16 de janeiro de 1711; foi beatificado por S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II em janeiro de 1995, tamb&eacute;m durante uma viagem ao Sri Lanka.<\/p>\n<p> \tA maioria da popula&ccedil;&atilde;o deste pa&iacute;s (70%) professa o budismo, seguindo os hindus (12,6%), mu&ccedil;ulmanos (9,7%) e os crist&atilde;os (7,4%), sobretudo cat&oacute;licos.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Estou convencido de que os seguidores das v&aacute;rias tradi&ccedil;&otilde;es religiosas t&ecirc;m um papel essencial a desempenhar no delicado processo de reconcilia&ccedil;&atilde;o e de reconstru&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em curso neste pa&iacute;s&rdquo;, disse o Papa.<\/p>\n<p> \tFrancisco considerou necess&aacute;rio que &ldquo;todos tenham voz&rdquo; e possam manifestar as suas preocupa&ccedil;&otilde;es, aspira&ccedil;&otilde;es e receios.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Acima de tudo, devem estar prontos para acolher e aceitar-se uns aos outros, a respeitar as leg&iacute;timas diferen&ccedil;as e aprender a viver como uma &uacute;nica fam&iacute;lia&rdquo;, prosseguiu.<\/p>\n<p> \tA guerra civil que op&ocirc;s o governo central aos t&acirc;mil, do norte do pa&iacute;s, acabou em 2009, mas nos &uacute;ltimos anos aconteceram alguns epis&oacute;dios de intoler&acirc;ncia religiosa e viol&ecirc;ncia, em especial por parte da maioria budista.<\/p>\n<p> \tO Papa deixou votos de que os respons&aacute;veis pol&iacute;ticos, religiosos e o mundo da cultura ofere&ccedil;am um contributo &ldquo;duradouro&rdquo; para o &ldquo;progresso material e espiritual da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA este respeito, a interven&ccedil;&atilde;o assinalou &ldquo;o desejo da comunidade cat&oacute;lica em participar ativamente na vida&rdquo; da sociedade local.<\/p>\n<p> \tFrancisco foi recebido pelo novo presidente, Maithripala Sirisena, acompanhado por outras autoridades civis e religiosas, tendo recebido uma grinalda de flores, que uma menina lhe colocou ao pesco&ccedil;o.<\/p>\n<p> \tA cerim&oacute;nia incluiu a atua&ccedil;&atilde;o de um coro juvenil, com 200 elementos, que deu as boas-vindas em v&aacute;rias l&iacute;nguas, incluindo o italiano, para al&eacute;m das tradicionais honras militares.<\/p>\n<p> \tAp&oacute;s os discursos e os cumprimentos &agrave;s autoridades presentes, o Papa iniciou o percurso de 28 quil&oacute;metros at&eacute; &agrave; Nunciatura Apost&oacute;lica (representa&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica da Santa S&eacute;), onde fica hospedado.<\/p>\n<p> \tSegundo o Vaticano, a &quot;grande multid&atilde;o&quot; que saudou a passagem do papam&oacute;vel pelas ruas da capital provocou uma hora de atraso no programa da visita.<\/p>\n<p> \tPor causa dessa altera&ccedil;&atilde;o, foi o secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e n&atilde;o o Papa, a encontrar-se com os bispos do pa&iacute;s asi&aacute;tico.<\/p>\n<p> \tFrancisco &eacute; o terceiro pont&iacute;fice a visitar as Filipinas (Paulo VI em 1970 e Jo&atilde;o Paulo II em 1981 e 1995) e o Sri Lanka (Paulo VI em 1970 e Jo&atilde;o Paulo II em 1995).<\/p>\n<p> \tDurante esta viagem, vai ter lugar a primeira passagem de um Papa pela regi&atilde;o predominantemente t&acirc;mil, no Sri Lanka, onde Francisco vai rezar no Santu&aacute;rio de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, em Madhu, para assinalar a &ldquo;reconcilia&ccedil;&atilde;o&rdquo; no pa&iacute;s, ap&oacute;s anos de guerra civil.<\/p>\n<p> \tO programa de hoje inclui encontros dedicados aos bispos locais, autoridades pol&iacute;ticas e l&iacute;deres de outras religi&otilde;es.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Not&iacute;cia atualizada &agrave;s 09H30<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milhares de pessoas acompanharam Francisco na primeira visita papal ao pa\u00eds em 20 anos e programa da viagem teve de ser 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