{"id":70355,"date":"2014-12-26T15:45:00","date_gmt":"2014-12-26T15:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/12\/26\/natal-chefe-kiko-martins-destaca-a-importancia-de-estar-e-crescer-a-mesa\/"},"modified":"2014-12-26T15:45:00","modified_gmt":"2014-12-26T15:45:00","slug":"natal-chefe-kiko-martins-destaca-a-importancia-de-estar-e-crescer-a-mesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-chefe-kiko-martins-destaca-a-importancia-de-estar-e-crescer-a-mesa\/","title":{"rendered":"Natal: Chefe Kiko Martins destaca a \u00abimport\u00e2ncia\u00bb de estar e crescer \u00e0 mesa"},"content":{"rendered":"<p> \tLisboa, 26 dez 2014 (Ecclesia) &ndash; O Chefe Kiko Martins, entre a az&aacute;fama dos preparativos para a consoada, explicou a &ldquo;import&acirc;ncia e o valor&rdquo; de estar &agrave; mesa e partilhar a refei&ccedil;&atilde;o, algo essencial n&atilde;o s&oacute; no Natal mas que tem perdido valor.<\/p>\n<p> \t&ldquo;[Natal] Acima de tudo &eacute; sin&oacute;nimo de mesa. A minha vida e raz&atilde;o de ser cozinheiro deve-se porque sou verdadeiramente apaixonado pela mesa. Acho que vivemos num mundo acelerado em que perdemos o valor, a import&acirc;ncia de nos sentarmos &agrave; mesa de olharmos nos olhos uns dos outros, de crescermos, de partilharmos momentos&rdquo;, come&ccedil;a por explicar o chefe Kiko Martins.<\/p>\n<p> \t&Agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, no programa realizado na cozinha do seu restaurante, o &ldquo;Talho&rdquo;, o chefe revelou que a import&acirc;ncia que atribui &agrave; mesa vai muito para al&eacute;m da alimenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O verdadeiro valor da comida n&atilde;o existe nela pr&oacute;pria mas no ser partilhada, com um conjunto de amigos, fam&iacute;lia, isso &eacute; essencial&rdquo;, assinalou.<\/p>\n<p> \tPor isso, considera que a melhor refei&ccedil;&atilde;o de cada um nos &uacute;ltimos tempos pode n&atilde;o ter sido &ldquo;a mais saborosa&rdquo; mas a que foi partilhada: &ldquo;O sabor da comida n&atilde;o est&aacute; no peru, no recheio, mas na maneira como o partilhamos &agrave; mesa&rdquo;, contextualizou no dia 24 de dezembro.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Uma coisa &eacute; a mem&oacute;ria gastron&oacute;mica outra &eacute; a mem&oacute;ria da mente e do cora&ccedil;&atilde;o que nos faz viver de forma diferente&rdquo;, observou.<\/p>\n<p> \tPara muitos portugueses, pelas mais variadas raz&otilde;es, a v&eacute;spera de Natal &ldquo;&eacute; sempre um tempo de muita az&aacute;fama&rdquo; devido &agrave;s &ldquo;responsabilidades sociais&rdquo;, como jantares, prepara&ccedil;&atilde;o da consoada e\/ou compras, em que tudo fica para a &uacute;ltima hora, e existe o desfoque &ldquo;daquilo que &eacute; o essencial&rdquo;, considera Kiko Martins.<\/p>\n<p> \tCom ra&iacute;zes numa fam&iacute;lia cat&oacute;lica, o entrevistado revela que o Natal significa &ldquo;recentrar naquilo que &eacute; a gasolina&rdquo; da sua vida, &ldquo;Deus&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEste tempo espec&iacute;fico &eacute; um dos &ldquo;muitos sem&aacute;foros que existem na vida para &ldquo;parar, recentrar&rdquo; e &ldquo;voltar a percorrer o caminho certo&rdquo;, conta o Chefe que acrescentou que esta gasolina ajuda a &ldquo;enfrentar o dia-a-dia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Ao mesmo tempo com muita alegria celebramos um acontecimento &uacute;nico, celebramos a vida de algu&eacute;m que nos foca naquilo que &eacute; essencial&rdquo;, desenvolveu.<\/p>\n<p> \tAntes da forma&ccedil;&atilde;o em cozinha, o interlocutor foi aconselhado pela m&atilde;e, numa fam&iacute;lia de oito irm&atilde;os em que nenhum estava nesta &aacute;rea, a &ldquo;fazer um curso &agrave; s&eacute;ria&rdquo; e depois logo se analisaria a vontade de continuar nesta &aacute;rea.<\/p>\n<p> \tEnquanto volunt&aacute;rio da Comunidade Vida e Paz, numa das voltas de assist&ecirc;ncia &agrave; pessoa sem-abrigo em Lisboa, sentiu que existe &ldquo;um ponto&rdquo; em que afirma a vontade de &ldquo;ser cozinheiro&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Percebi realmente que era com alimentos que queria trabalhar porque compreendi a vantagem e a capacidade dos alimentos de chegarmos uns aos outros. A capacidade de atrav&eacute;s de uma sanduiche, de um leite quente, no meio da rua, conseguir captar a aten&ccedil;&atilde;o do outro&rdquo;, conta o Chefe Kiko Martins.<\/p>\n<p> \tEntretanto, em 2010, j&aacute; depois do primeiro ano do que considera um &ldquo;casamento at&iacute;pico&rdquo;, vivido em Mo&ccedil;ambique, &Aacute;frica, com a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental Leigos para o Desenvolvimento nasceu o projeto &lsquo;Comer o mundo&rsquo;, que durou &ldquo;14 meses&rdquo; com &ldquo;26 fam&iacute;lias diferentes&rdquo; &agrave; mesa.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Em 2010, senti que podia fazer mais. Eu e a Maria (esposa) quer&iacute;amos estar &agrave; mesa com outras fam&iacute;lias pelo mundo, saber como as fam&iacute;lias se comportam &agrave; mesa&rdquo;, explicou o Chefe que descobriu tamb&eacute;m sabores e a esposa escreveu sobre a viagem.<\/p>\n<p> \t<em>PR\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 26 dez 2014 (Ecclesia) &ndash; O Chefe Kiko Martins, entre a az&aacute;fama dos preparativos para a consoada, explicou a &ldquo;import&acirc;ncia e o valor&rdquo; de estar &agrave; mesa e partilhar a refei&ccedil;&atilde;o, algo essencial n&atilde;o s&oacute; no Natal mas que tem perdido valor. &ldquo;[Natal] Acima de tudo &eacute; sin&oacute;nimo de mesa. 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