{"id":7027,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/patrimonio-artistico-da-igreja-e-tempo-de-ferias\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"patrimonio-artistico-da-igreja-e-tempo-de-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/patrimonio-artistico-da-igreja-e-tempo-de-ferias\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio art\u00edstico da Igreja e tempo de f\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Import\u00e2ncia da dimens\u00e3o pastoral do patrim\u00f3nio cultural-espiritual da Igreja em destaque no per\u00edodo privilegiado de descanso e viagem dos portugueses <!--more--> Ap\u00f3s ter sido esquecida durante d\u00e9cadas, a arte sacra parece interessar cada vez mais o p\u00fablico em geral e, particularmente, as gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Trata-se, evidentemente, de um fen\u00f3meno mais amplo que se exterioriza na multiplica\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es, festivais e na aflu\u00eancia das camadas juvenis a essas manifesta\u00e7\u00f5es.  Ali\u00e1s, sabendo disso, as ag\u00eancias tur\u00edsticas prop\u00f5em itiner\u00e1rios em que a vertente est\u00e9tica ocupa em lugar de vulto (ao menos na inten\u00e7\u00e3o!), como resposta a uma nova sensibilidade. Isto n\u00e3o deixa de ser um desafio para a Igreja e para as comunidades locais.  Durante as f\u00e9rias, \u00e9 grande a aflu\u00eancia de turistas aos monumentos, aos lugares hist\u00f3ricos, aos museus, \u00e0s igrejas. Estes visitantes interessados e mesmo entusiastas s\u00e3o, em grande parte, jovens. E muitos desses jovens que visitam as nossas igrejas, embora educados ainda em ambiente crist\u00e3o, n\u00e3o possuem cultura religiosa, porque \u2013 comenta um bispo de Espanha \u2013 \u201cn\u00e3o temos acertado em interessar os catequistas e os respons\u00e1veis da ac\u00e7\u00e3o pastoral em geral, incluindo os sacerdotes, sobre o valor evangelizador e formativo da arte crist\u00e3 frente \u00e0 vida da f\u00e9 e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios da salva\u00e7\u00e3o\u201d.  Este tempo de f\u00e9rias, em que a actividade pastoral corrente, organizada \u00e0 volta da vida sacramental, \u00e9, em parte, suspensa ou esbatida, poderia orientar-se para o acolhimento destes visitantes. E, se v\u00e1rias iniciativas poder\u00e3o ter lugar, particularmente centradas na eucaristia dominical que tenha em conta uma celebra\u00e7\u00e3o mais adaptada a uma configura\u00e7\u00e3o diferente da assembleia, uma resposta, adaptada aos anseios dos visitantes e \u00e0s suas buscas de car\u00e1cter mais est\u00e9tico, poder\u00e1 constituir uma excelente oportunidade de an\u00fancio evang\u00e9lico e de verdadeira catequese.  Com toda a simplicidade, devemos confessar que n\u00e3o se tem dado a devida import\u00e2ncia \u00e0 dimens\u00e3o pastoral do patrim\u00f3nio cultural-espiritual da Igreja. Por isso, o citado bispo, insiste: \u201ctorna-se cada dia mais necess\u00e1rio nos \u00e2mbitos da catequese e da liturgia, da forma\u00e7\u00e3o sacerdotal e da prepara\u00e7\u00e3o dos artistas e dos profissionais que h\u00e3o-de trabalhar nos lugares de culto, prestar maior aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 arte religiosa, mas especialissimamente \u00e0 arte sacra\u201d.  Contudo, alguma coisa, ainda que modesta, ser\u00e1 poss\u00edvel fazer. Em primeiro lugar, ter as igrejas abertas, em determinados hor\u00e1rios anunciados e publicitados (porventura, com um cartaz \u00e0 porta). Isso implica, tamb\u00e9m, que haja algu\u00e9m com capacidade de acolher (um reformado que ofere\u00e7a voluntariamente umas horas). Torna-se necess\u00e1rio que as igrejas se mantenham limpas e asseadas, em ordem e com um ambiente cuidado, no que respeita aos arranjos, aos espa\u00e7os celebrativos e adjacentes, \u00e0 reserva eucar\u00edstica, devidamente assinalada, com a l\u00e2mpada de azeite acesa, \u00e0s alfaias e aos paramentos, etc. O ideal seria que algu\u00e9m, minimamente preparado do ponto de vista hist\u00f3rico, art\u00edstico e catequ\u00e9tico, pudesse guiar um grupo na visita (talvez n\u00e3o seja imposs\u00edvel interessar e preparar um ou outro jovem universit\u00e1rio). Um breve di\u00e1logo que possa estabelecer-se e, sobretudo, essa solicitude pela igreja \u00e9 um testemunho inequ\u00edvoco de f\u00e9 e de amor que se gravar\u00e1 na mem\u00f3ria dos visitantes. Mas se, de todo em todo, n\u00e3o for poss\u00edvel ter um guia, talvez um folheto, uma brochura possam colmatar essa defici\u00eancia. Muitos desses visitantes ser\u00e3o, porventura, imigrantes que, no m\u00eas de Agosto, regressam \u00e0s ra\u00edzes para contactar com familiares, vizinhos, amigos de escola, observar o progresso da sua terra, etc. Mas a igreja, mesmo a mais humilde, onde foram baptizados e onde celebraram outros relevantes acontecimentos da sua vida, constitui um p\u00f3lo atractivo de primeira ordem que, mesmo que n\u00e3o tenham sido muito praticantes, n\u00e3o deixar\u00e1 de os interessar (com tudo o que a ela se refere) e n\u00e3o deixar\u00e3o de visitar. A conserva\u00e7\u00e3o destes la\u00e7os espirituais poder\u00e1 ser muito importante e at\u00e9 decisivo para a sua vida humana e crist\u00e3 nos outros pa\u00edses onde trabalham e onde, porventura, j\u00e1 se estabeleceram. Finalmente, nunca poderemos avaliar bastante a eloqu\u00eancia evangelizadora do patrim\u00f3nio cultural e espiritual da Igreja. Talvez nos baste o interesse que ele hoje, generalizadamente, desperta, para que n\u00e3o possamos ignor\u00e1-lo ou d\u00e1-lo de barato.  Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto, Voz Portucalense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Import\u00e2ncia da dimens\u00e3o pastoral do patrim\u00f3nio cultural-espiritual da Igreja em destaque no per\u00edodo privilegiado de descanso e viagem dos portugueses<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[119,127,187,211,246,285],"class_list":["post-7027","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-arte-sacra","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-ferias","tag-liturgia","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7027"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7027\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}