{"id":70241,"date":"2014-12-15T15:11:00","date_gmt":"2014-12-15T15:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/12\/15\/vida-consagrada-a-visao-de-um-nao-consagrado\/"},"modified":"2014-12-15T15:11:00","modified_gmt":"2014-12-15T15:11:00","slug":"vida-consagrada-a-visao-de-um-nao-consagrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vida-consagrada-a-visao-de-um-nao-consagrado\/","title":{"rendered":"Vida consagrada: a vis\u00e3o de um n\u00e3o consagrado"},"content":{"rendered":"<p> \tDesta vez sou mesmo um &quot;leigo&quot; na mat&eacute;ria. Foi o que me pediram: um olhar vindo &quot;de fora&quot; da vida consagrada.<\/p>\n<p> \tFoi em casa, era eu pequeno. Duas simp&aacute;ticas freiras de h&aacute;bito negro, respons&aacute;veis do instituto nosso vizinho para jovens carenciadas, vieram visitar-nos.<\/p>\n<p> \tNaquela idade tudo &eacute; mist&eacute;rio, mas aquelas freirinhas pareceram-me um mist&eacute;rio do outro mundo. Pelo que faziam, pelo sorriso, pela mansid&atilde;o. Vinham do al&eacute;m, e a minha intui&ccedil;&atilde;o era certa.<\/p>\n<p> \tDepois soube que aquilo era &quot;vida consagrada&quot;. E soube que, estando todos na Igreja chamados a viver totalmente em Deus, tamb&eacute;m h&aacute; outra acep&ccedil;&atilde;o diferente e ampla de &#39;consagra&ccedil;&atilde;o&#39; que &eacute; a baptismal, que transforma em filhos de Deus, nos une a Ele, e a cada um responsabiliza pelo an&uacute;ncio evangelizador.<\/p>\n<p> \tPor&eacute;m, em sentido rigoroso, a &quot;vida consagrada&quot;, pr&oacute;pria deste Ano, &eacute; a vida dos que &quot;se puseram ao servi&ccedil;o da humanidade, &agrave; qual eram enviados pelo Esp&iacute;rito servindo-a dos mais diversos modos: com a intercess&atilde;o, a prega&ccedil;&atilde;o do Evangelho, a catequese, a instru&ccedil;&atilde;o, o servi&ccedil;o aos pobres, aos doentes&hellip;&quot; (citei o Papa Francisco).<\/p>\n<p> \tO leigo, que n&atilde;o &eacute; chamado a uma santidade menor, tem uma miss&atilde;o diferente. Ao leigo &eacute; confiada a constru&ccedil;&atilde;o do mundo. Deve n&atilde;o s&oacute; encontrar Deus no mundo &ndash; mas construir o mundo. Como Jesus at&eacute; aos 30 anos. Ap&oacute;s a morte responder&aacute; &agrave;s previs&iacute;veis perguntas &quot;foste caridoso?&quot;, &quot;ajudaste o pobre?&quot;, &quot;visitaste o preso?&quot;, e perguntas &quot;laicais&quot; como &quot;puseste a mesa?&quot;, &quot;votaste na junta?&quot;, &quot;combateste o nem&aacute;todo do pinheiro&quot;, &quot;fizeste desporto?&quot;, &quot;descobriste novos usos para a corti&ccedil;a?&quot;, &quot;contaste anedotas aos filhos?&quot;, &quot;respondeste aos emails?&quot;.<\/p>\n<p> \tO mundo dos cidad&atilde;os comuns tem, por&eacute;m, imenso a ver com a vida consagrada. Num encontro do &quot;Passo a Rezar&quot; no Carmelo de F&aacute;tima, a Madre superior explicou-nos que ela, e as outras carmelitas, n&atilde;o estavam atr&aacute;s das grades por n&atilde;o gostarem do mundo &ndash; do trabalho, da fam&iacute;lia, da confus&atilde;o da vida em sociedade &ndash; mas por gostarem &quot;<em>demasiado&quot;&nbsp;<\/em>do mundo, ao ponto de entregarem a vida para pedir a Deus pelos que andam no mundo.<\/p>\n<p> \t&Eacute; mesmo assim e &eacute; impressionante, qualquer que seja a express&atilde;o, mais contemplativa ou activa, da vida consagrada. Pertencemo-nos uns aos outros e estamos ligados por dentro. O leigo quer e agradece: a dedica&ccedil;&atilde;o dos consagrados que ensinam, a clausura dos que oram, o h&aacute;bito dos que t&ecirc;m habito, o carinho dos que confortam desvalidos, o estudo dos que pensam a imensid&atilde;o de Deus.<\/p>\n<p> \tO leigo precisa que o consagrado seja alegre na sua voca&ccedil;&atilde;o, a viva genu&iacute;na sem adapta&ccedil;&otilde;es artificiais, fale dela e a proponha, e acredite que o seu carisma faz cada vez mais falta ao mundo de hoje.<\/p>\n<p> \t<em>Pedro Gil<\/em><br \/> \t<em>Director do Gabinete de imprensa do Opus Dei<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desta vez sou mesmo um &quot;leigo&quot; na mat&eacute;ria. Foi o que me pediram: um olhar vindo &quot;de fora&quot; da vida consagrada. Foi em casa, era eu pequeno. Duas simp&aacute;ticas freiras de h&aacute;bito negro, respons&aacute;veis do instituto nosso vizinho para jovens carenciadas, vieram visitar-nos. 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