{"id":70116,"date":"2014-12-05T15:31:00","date_gmt":"2014-12-05T15:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/12\/05\/ii-concilio-do-vaticano-o-despertar-da-identidade-laical-por-yves-congar\/"},"modified":"2014-12-05T15:31:00","modified_gmt":"2014-12-05T15:31:00","slug":"ii-concilio-do-vaticano-o-despertar-da-identidade-laical-por-yves-congar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-o-despertar-da-identidade-laical-por-yves-congar\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: O despertar da identidade laical por Yves Congar"},"content":{"rendered":"<p>Depois de quase vinte s\u00e9culos de hist\u00f3ria da Igreja, o II Conc\u00edlio do Vaticano (1962-65) foi o primeiro a reflectir teologicamente sobre a identidade laical. No entanto, a sua doutrina est\u00e1 enquadrada no caminho, iniciado anteriormente, de uma progressiva consciencializa\u00e7\u00e3o para esta quest\u00e3o. <!--more--> <\/p>\n<p> \tDepois de quase vinte s&eacute;culos de hist&oacute;ria da Igreja, o II Conc&iacute;lio do Vaticano (1962-65) foi o primeiro a reflectir teologicamente sobre a identidade laical. No entanto, a sua doutrina est&aacute; enquadrada no caminho, iniciado anteriormente, de uma progressiva consciencializa&ccedil;&atilde;o para esta quest&atilde;o.<\/p>\n<p> \tNa obra &laquo;A identidade laical &agrave; luz do Conc&iacute;lio&raquo; a autora, Teresa Martinho Pereira, real&ccedil;a que o empenhamento dos leigos na Igreja e no mundo &ldquo;levantou s&eacute;rias quest&otilde;es teol&oacute;gicas&rdquo; que permaneceram at&eacute; ao conc&iacute;lio convocado pelo Papa Jo&atilde;o XXIII. O contributo dos te&oacute;logos para o seu esclarecimento foi &ldquo;decisivo&rdquo;, tanto mais que uma &ldquo;grande parte daqueles que come&ccedil;aram a reflectir a quest&atilde;o exerceram uma influ&ecirc;ncia directa nos textos conciliares&rdquo;. De entre estes, destacam-se Yves Congar, Gerard Philips, Karl Rahner e Edward Schillebeeckx, que valem tamb&eacute;m como exemplos da reflex&atilde;o pr&eacute;-conciliar nesta mat&eacute;ria.<\/p>\n<p> \tA primeira obra realmente significativa para a teologia do laicado &eacute; da autoria de Yves Congar (Jalons pour une th&eacute;ologie du laicat) e data de 1952. &ldquo;Pode dizer-se que a sua obra marca a passagem de uma reflex&atilde;o espiritual sobre o laicado para uma aut&ecirc;ntica teologia&rdquo;, escreveu Teresa Martinho Pereira na obra editada pela Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa e que integra a colec&ccedil;&atilde;o &laquo;Nova SPES&raquo;.<\/p>\n<p> \tYves Congar insiste na necessidade de valorizar a identidade positiva dos leigos uma vez que, na sua opini&atilde;o, ao longo dos s&eacute;culos, estes foram vistos &ldquo;numa perspectiva demasiado negativa, isto &eacute;, apenas como aqueles que n&atilde;o pertencem ao clero nem s&atilde;o religiosos&rdquo;. Al&eacute;m disso, a vis&atilde;o da sua liga&ccedil;&atilde;o ao mundo era carregada &ldquo;de negativismo, pois considerava-se que este era o dom&iacute;nio do maligno&rdquo; (Cf. Congar; &laquo;Jalons pour une th&eacute;ologie du laicat&raquo;).<\/p>\n<p> \tO te&oacute;logo franc&ecirc;s (Sedan, 8 de abril de 1904 &mdash; Paris, 22 de junho de 1995) real&ccedil;a o lugar activo de &ldquo;todos os crentes no conhecimento e na defesa da verdade utilizando como exemplo a teologia do &laquo;sobornost&raquo;, desenvolvida no seio das pr&oacute;prias Igrejas ortodoxas&rdquo;. De acordo com este conceito, &ldquo;s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar o conhecimento verdadeiro da f&eacute; atrav&eacute;s da comunh&atilde;o total&rdquo; (Cf. &laquo;A identidade laical &agrave; luz do Conc&iacute;lio&raquo;). Neste sentido, &laquo;sobornost&raquo; pode traduzir-se por colegialidade, j&aacute; que &ldquo;exprime a complementaridade e reciprocidade na comunidade, em ordem ao conhecimento da verdade&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA participa&ccedil;&atilde;o dos leigos na realeza de Cristo sobre o mundo exprime-se no &ldquo;compromisso evang&eacute;lico de estabelecer o Reino de Deus pela sujei&ccedil;&atilde;o de todas as coisas ao Seu Esp&iacute;rito&rdquo;. A presen&ccedil;a crist&atilde; no mundo constitui, portanto, um tra&ccedil;o essencial da identidade laical.<\/p>\n<p> \tA ac&ccedil;&atilde;o dos leigos &eacute; ainda um testemunho expl&iacute;cito de Jesus Cristo, uma vez que tamb&eacute;m estes t&ecirc;m a miss&atilde;o de evangelizar o mundo, &ldquo;quer atrav&eacute;s do an&uacute;ncio da Boa Nova, quer atrav&eacute;s da den&uacute;ncia do pecado&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de quase vinte s\u00e9culos de hist\u00f3ria da Igreja, o II Conc\u00edlio do Vaticano (1962-65) foi o primeiro a reflectir teologicamente sobre a identidade laical. 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