{"id":6993,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/agosto-e-mes-das-festas-religiosas-na-madeira\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"agosto-e-mes-das-festas-religiosas-na-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/agosto-e-mes-das-festas-religiosas-na-madeira\/","title":{"rendered":"Agosto \u00e9 m\u00eas das festas religiosas na Madeira"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Agosto \u00e9 marcado, na Madeira, pelo elevado o n\u00famero de festividades religiosas que se multiplicam ao longo da Ilha, a maioria em louvor de Nossa Senhora, sob diversas invoca\u00e7\u00f5es, e ao Sant\u00edssimo Sacramento. A religiosidade popular \u00e9 um facto que acompanha a vida da Igreja e que a acompanhou durante todos os s\u00e9culos. Trata-se de express\u00f5es, gestos, atitudes, que expressam uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com Deus: beija-se a cruz, percorre-se a Via Sacra, participa-se numa peregrina\u00e7\u00e3o, ajoelha-se diante do t\u00famulo de um m\u00e1rtir ou um santo, conservam-se restos do seu corpo ou dos seus vestidos. No caso portugu\u00eas \u00e9 esta religiosidade que, sob uma aparente unidade enraizada no catolicismo, manifesta mais fielmente a pluralidade da sociedade portuguesa na viv\u00eancia do sagrado. Como Pinharanda Gomes explicava recentemente \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA tudo isto \u00e9 feito \u201cem religioso sincretismo\u201d: o arraial, os foguetes, o bazar, a quermesse, os fest\u00f5es, as bandeiras, as flores pelas ruas, os tapetes de p\u00e9talas, a prociss\u00e3o, as colgaduras nas janelas e nas sacada. A banda de m\u00fasica, e o andor ou os andores, os santinhos felizes, v\u00ea-se que sorridentes, nos floridos tronos em que os p\u00f5em para a viagem processional (triunfo, sa\u00edda em gl\u00f3ria) &#8211; os andores. Am\u00fasica e, tamb\u00e9m, esses barulhentos pum-puns dos conjuntos, pela noite fora, animando outro segmento de comunidade. Onde vais? &#8211; \u00c0 festa. De onde vens? &#8211; Da festa. Pelo contraste do som de voz se entende o enigma do j\u00fabilo e do retorno ao quotidiano. \u201cA religiosidade popular \u00e9 um campo expectante. Precisa, n\u00e3o de interditos, mas de catequeses. N\u00e3o se pode proibir um povo de adornar uma imagem com notas de banco\u201d, escrevia este especialista.  <b>Sem parar<\/b> O jornalista S\u00edlvio Mendes apresenta, na edi\u00e7\u00e3o de hoje do \u201cJornal da Madeira\u201d, o mapa das festas e celebra\u00e7\u00f5es madeirenses. \u201cNo pr\u00f3ximo Domingo inicia-se o m\u00eas de Agosto que, na Diocese do Funchal, se caracteriza pela celebra\u00e7\u00e3o de muitas festas religiosas, sendo a mais significativa a de Nossa Senhora do Monte, a 15 de Agosto, dia em que a Igreja celebra a solenidade da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria.  Nesse dia tamb\u00e9m se realizam as festas em louvor das padroeiras da Serra de \u00c1gua (Nossa Senhora da Ajuda), Porto da Cruz (Nossa Senhora de Guadalupe), Estreito de C\u00e2mara de Lobos e Estreito da Calheta Nossa Senhora da Gra\u00e7a). Nossa Senhora do Monte \u00e9 assinalada na sua par\u00f3quia, no Funchal, na par\u00f3quia de Cristo Rei (Ponta do Sol) e na capela dos Lamaceiros (Porto Moniz)  Na capela de Nossa Senhora da Gra\u00e7a, no Porto Santo, \u00e9 celebrada a festa da respectiva padroeira e na capela da Choupana celebra-se a festa da Asun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora.  Outra das festas que s\u00e3o muito concorridas s\u00e3o as de Nossa Senhora da Piedade, nos Canhas, no pr\u00f3ximo domingo e de Nossa Senhora das Neves, nos Prazeres (no primeiro s\u00e1bado desse m\u00eas). E em todos os domingos de Agosto s\u00e3o celebradas festas religiosas, todas elas complementadas com o arraial, no adro ou arredores da igreja. As festas, duram apenas quarenta e oito horas (com a v\u00e9spera e o dia), mas, para que isso aconte\u00e7a h\u00e1 todo um trabalho engenhoso e arte na cria\u00e7\u00e3o das flores ou dos tapetes para a prociss\u00e3o em particular a do Sant\u00edssimo Sacramento ou Domingo do Senhor.  Os enfeites, de alegra-campo e loureiro, contrastam com o garrido das flores e o vermelho da Cruz da Ordem de Cristo que flutua nas bandeiras. O progresso trouxe mais luz e o fe\u00e9rico da cor, fazendo-os prolongar pela noite fora. A luz el\u00e9ctrica, a partir da d\u00e9cada de quarenta, veio revolucionar o arraial.  No arraial, para al\u00e9m da oferta de um variado conjunto de barracas de comes e bebes, onde pontua a espetada, temos a feira para venda dos produtos da terra ou de fora. Este \u00e9 um momento de encontro, devo\u00e7\u00e3o e partilha da riqueza arrancada \u00e0 terra. Em tempos idos o arraial era um momento \u00fanico em que todos se encontravam irmanados pela devo\u00e7\u00e3o ao santo padroeiro.  Muitas pessoas que, em f\u00e9rias, d\u00e3o um \u00fatil apoio aos festeiros, sobretudo contribuindo com meios materiais, talvez n\u00e3o hajam recebido da Igreja mais do que o Baptismo ou, no caso de gente casada, al\u00e9m do Baptismo, o Matrim\u00f3nio. A festa ser\u00e1 a \u00fanica catequese para essa gente e como tal \u00e9 um importante motivo de encontro fraternal\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Agosto \u00e9 marcado, na Madeira, pelo elevado o n\u00famero de festividades religiosas que se multiplicam ao longo da Ilha, a maioria em louvor de Nossa Senhora, sob diversas invoca\u00e7\u00f5es, e ao Sant\u00edssimo Sacramento. 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