{"id":6980,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/xxxii-semana-nacional-de-migracoes-2\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"xxxii-semana-nacional-de-migracoes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/xxxii-semana-nacional-de-migracoes-2\/","title":{"rendered":"XXXII Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Uma semana de acolhimento, em pleno tempo de f\u00e9rias, em que as dioceses s\u00e3o chamadas a testemunhar a sua real inquieta\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica da hospitalidade para com todos: visitantes, forasteiros, turistas estrangeiros e nacionais, emigrantes em f\u00e9rias e imigrantes em mobilidade de trabalho no pa\u00eds. Na verdade, todas as comunidades crist\u00e3s assinalam nesta altura nas suas celebra\u00e7\u00f5es dominicais, festas e conv\u00edvios a significativa presen\u00e7a de numerosas pessoas que a\u00ed n\u00e3o residem habitualmente. Toda a comunidade, fiel \u00e0 lei da reciprocidade, espera ser bem recebida, escutada, compreendida e refor\u00e7ar assim os la\u00e7os humanos da \u00fanica fam\u00edlia humana. Nesta Semana de Migra\u00e7\u00f5es, que os nossos bispos nos prop\u00f5em pela 32\u00aa edi\u00e7\u00e3o, sejamos disc\u00edpulos criativos da hospitalidade crist\u00e3 que semeia nesta nossa sociedade plural, ecum\u00e9nica e multicultural aquela fraternidade onde ningu\u00e9m se sente discriminado por ser desconhecido ou estrangeiro!     De 9 a 15 de Agosto, \u00e9-nos proposta uma semana de divulga\u00e7\u00e3o da mensagem do Santo Padre para a 90\u00ba Jornada Mundial do Migrante e Refugiado: \u201cMigra\u00e7\u00f5es sob a \u00f3ptica da paz\u201d. Atrav\u00e9s dos mais diversificados ambientes, lugares, meios de comunica\u00e7\u00e3o, debates e conversas os crist\u00e3os comprometidos socialmente far\u00e3o deste assunto uma pertinente ocasi\u00e3o de di\u00e1logo com o mundo actual, onde as migra\u00e7\u00f5es se tornaram numa das realidades humanas que mais interpela a consci\u00eancia pessoal e comunit\u00e1ria. Este ano o enfoque \u00e9 colocado sobre a falta de paz em muitas latitudes do mundo. \u00c9 ela a impelir dram\u00e1tica e tragicamente pessoas, fam\u00edlias e comunidades a \u201cfugir\u201d al\u00e9m fronteiras, de forma a poderem ter acesso a direitos e meios de desenvolvimento pessoal. \u201cConsolidar a paz para n\u00e3o ter que emigrar\u201d \u00e9 o tema que a Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo lan\u00e7a como mote de inspira\u00e7\u00e3o das actividades e celebra\u00e7\u00f5es que as par\u00f3quias e dioceses certamente t\u00eam j\u00e1 em programa. Este ano foi convidado para presidir ao momento alto da Semana, que coincide com a Peregrina\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima nos dias 12 e 13 de Agosto, o Cardeal Stephen Fumio Hamao, delegado do Papa para a Pastoral das Migrantes e Refugiados. Queremos reafirmar a nossa fidelidade e confrontar a nossa ac\u00e7\u00e3o com as orienta\u00e7\u00f5es da Igreja Universal para a Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es.    Enfim, uma semana de solidariedade transnacional e de apelo \u00e0 n\u00e3o indiferen\u00e7a para com os 175 milh\u00f5es de pessoas (dos quais quase 5 milh\u00f5es s\u00e3o portugueses!) que no mundo, por falta de trabalho digno e justamente remunerado, seguran\u00e7a de vida, paz e condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e de liberdade s\u00e3o \u201cfor\u00e7ados\u201d a deixar os seus pa\u00edses. Viol\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o, guerra, terrorismo, subdesenvolvimento, opress\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o, pobreza, problemas familiares, doen\u00e7a, racismo, intoler\u00e2ncia religiosa e inseguran\u00e7a econ\u00f3mica s\u00e3o algumas das causas dos muitos \u00eaxodos e ex\u00edlios hodiernos.   Sabemos que algumas delas marcam tamb\u00e9m a vida de muitos imigrantes e refugiados que s\u00f3 em Portugal, depois de outras peregrina\u00e7\u00f5es errantes, encontraram as condi\u00e7\u00f5es para (sobre)viver com maior dignidade e paz. Acredito firmemente que, se os portugueses conhecessem melhor as hist\u00f3rias de vida dos seus compatriotas que partiram e continuam a partir para o estrangeiro, se se aproximassem mais e escutassem melhor (sem preconceito!) os imigrantes e as causas que os obrigaram a ter que deixar as suas casas, terra, fam\u00edlia e a fixarem-se em Portugal, sem d\u00favida que se ouvir\u00e3o na rua ou na r\u00e1dio, se leria nos jornais ou na Internet, menos palavras xen\u00f3fobas, demagogicamente injustas e, \u00e1s vezes violentas, contra a imigra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Vou mais longe. Creio que, se ous\u00e1ssemos aproximar-nos de perto da realidade, far\u00edamos do acolhimento digno e da integra\u00e7\u00e3o gradual destes cidad\u00e3os, nossos irm\u00e3os, mais uma das quest\u00f5es do t\u00e3o recentemente proclamado nosso orgulho nacional e patri\u00f3tico pelo facto de aqui &#8211; na nossa sociedade democr\u00e1tica e na nossa igreja solidariamente acolhedora \u2013 pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social terem encontrado o trabalho, a paz, o ref\u00fagio e a dignidade que as suas p\u00e1trias hoje lhes negam. Tal como Portugal negou, h\u00e1 d\u00e9cadas, e parece continuar a negar, a muitos dos seus filhos e filhas, sobretudo, em certas regi\u00f5es do Interior e das Ilhas portuguesas.    Pe. Rui Pedro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma semana de acolhimento, em pleno tempo de f\u00e9rias, em que as dioceses s\u00e3o chamadas a testemunhar a sua real inquieta\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica da hospitalidade para com todos: visitantes, forasteiros, turistas estrangeiros e nacionais, emigrantes em f\u00e9rias e imigrantes em mobilidade de trabalho no pa\u00eds. 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