{"id":69556,"date":"2014-10-31T10:32:00","date_gmt":"2014-10-31T10:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/10\/31\/hospitais-assistencia-espiritual-e-religiosa-tempo-de-choros-e-abracos\/"},"modified":"2014-10-31T10:32:00","modified_gmt":"2014-10-31T10:32:00","slug":"hospitais-assistencia-espiritual-e-religiosa-tempo-de-choros-e-abracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/hospitais-assistencia-espiritual-e-religiosa-tempo-de-choros-e-abracos\/","title":{"rendered":"Hospitais: Assist\u00eancia Espiritual e Religiosa, \u00abtempo de choros e abra\u00e7os\u00bb"},"content":{"rendered":"<p> \tLisboa, 29 out 2014 (Ecclesia) &ndash; O padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro, da Assist&ecirc;ncia Espiritual e Religiosa no Hospital Santa Maria, explica o hospital como um espa&ccedil;o de vida, &ldquo;por um fio&rdquo; ou &ldquo;muito sabor&rdquo;, o local onde tamb&eacute;m viu o quadro vivo da &ldquo;Piet&agrave;&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Acompanhei um casal que tinha um filho com meses de vida e cinco deles tinham sido passados no hospital com problemas respirat&oacute;rios. Foi para casa e voltou com um cancro no f&iacute;gado&rdquo;, come&ccedil;a por explicar uma rela&ccedil;&atilde;o que evoluiu por ser uma presen&ccedil;a gratuita.<\/p>\n<p> \tNos primeiros dias, recorda o sacerdote &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, &ldquo;ia a tremer&rdquo; ter com pais que est&atilde;o com o &ldquo;filho e com o cora&ccedil;&atilde;o nas m&atilde;os, com o tempo a escorrer&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro, que conta com quatro anos de ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, destaca que &ldquo;n&atilde;o ia curar o filho&rdquo; deste casal e &ldquo;n&atilde;o tinha pretens&atilde;o nenhuma&rdquo;, apenas ser presen&ccedil;a numa situa&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m era nova para si, &ldquo;sem vender peixe absolutamente nenhum&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O despejar o turbilh&atilde;o de sentimentos e a revolta&rdquo; que os pais estavam a passar s&oacute; aconteceu quando estes se sentiram preparados, depois de conversas informais, disse o sacerdote na entrevista que vai ser transmitida hoje no programa Ecclesia, na Antena 1 da r&aacute;dio p&uacute;blica, a partir das 22h45.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Foi a primeira vez que vi uma Pieta ao vivo, a m&atilde;e com o filho nos bra&ccedil;os, foi tamb&eacute;m a primeira vez que toquei numa pessoa morta. O tempo que passamos entre sorrisos tamb&eacute;m passamos entre choros e abra&ccedil;os&rdquo;, recordou o padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro.<\/p>\n<p> \tO entrevistado revelou esta hist&oacute;ria que o marcou nestes dois anos de servi&ccedil;o de assist&ecirc;ncia espiritual e religiosa onde ganhou &ldquo;amigos&rdquo; e a &ldquo;certeza&rdquo; que os padres &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o super-her&oacute;is&rdquo;, que Deus &ldquo;tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; super-her&oacute;i&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o veio para os super-her&oacute;is&rdquo;.<\/p>\n<p> \tDa experi&ecirc;ncia de Assist&ecirc;ncia Espiritual e Religiosa do Hospital de Santa Maria considera que &ldquo;o tempo faz doer&rdquo; e se para algumas pessoas &ldquo;pode ser uma pedra preciosa para outros pode ser um punhal&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Ouve-se poucas vezes as pessoas que est&atilde;o internados a queixarem-se da doen&ccedil;a, o que mais faz sofrer, a maior parte das vezes, s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es, a falta de perd&atilde;o que falta acontecer, sobretudo o perd&atilde;o de si pr&oacute;prio que demora tanto a encontrar-se&rdquo;, desenvolve o sacerdote.<\/p>\n<p> \tSegundo o decreto-lei 253\/2009, o servi&ccedil;o de assist&ecirc;ncia espiritual e religiosa presta cuidados espirituais e religiosos aos utentes internados e familiares, bem como funcion&aacute;rios e volunt&aacute;rios respeitando as convic&ccedil;&otilde;es espirituais e religiosas do utente.<\/p>\n<p> \tPor iniciativa do pr&oacute;prio utente surgem depois visitas e momentos de encontro pessoal e espiritual, acrescenta o decreto-lei sobre a realidade desta assist&ecirc;ncia e sobre a realidade de acompanhamento do padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Sou chamado muitas vezes a t&iacute;tulo de uma conversa gratuita e se calhar s&oacute; &agrave; terceira conversa &eacute; que come&ccedil;amos a entrar nas profundezas do que afinal a pessoa queria&rdquo;, exemplifica o entrevistado que percebeu &ldquo;que o tempo por si n&atilde;o faz nada&rdquo; apenas possibilita &ldquo;um caminho que se faz com as etapas&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro que sente o hospital como um espa&ccedil;o de vida, &ldquo;&agrave;s vezes por um fio, &agrave;s vezes com muita afli&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &agrave;s vezes &ldquo;com muito sabor&rdquo; considera que o melhor servi&ccedil;o que prestam a quem precisa da sua presen&ccedil;a, sil&ecirc;ncio, companhia ou conforto e amizade &eacute; apresentar-se &ldquo;inteiros do outro inteiro&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>SN\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 29 out 2014 (Ecclesia) &ndash; O padre Ant&oacute;nio Pedro Monteiro, da Assist&ecirc;ncia Espiritual e Religiosa no Hospital Santa Maria, explica o hospital como um espa&ccedil;o de vida, &ldquo;por um fio&rdquo; 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