{"id":69430,"date":"2014-10-23T11:13:00","date_gmt":"2014-10-23T11:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/10\/23\/missoes-japao-a-evangelizacao-do-silencio-onde-os-valores-sao-postos-a-prova\/"},"modified":"2014-10-23T11:13:00","modified_gmt":"2014-10-23T11:13:00","slug":"missoes-japao-a-evangelizacao-do-silencio-onde-os-valores-sao-postos-a-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missoes-japao-a-evangelizacao-do-silencio-onde-os-valores-sao-postos-a-prova\/","title":{"rendered":"Miss\u00f5es: Jap\u00e3o, a evangeliza\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio onde \u00abos valores s\u00e3o postos \u00e0 prova\u00bb"},"content":{"rendered":"<p> \tLisboa, 22 out 2014 (Ecclesia) &ndash; O padre Adelino Ascenso, novo superior geral dos Mission&aacute;rios da Boa Nova, era mission&aacute;rio no Jap&atilde;o desde 1998, mais concretamente em Osaka, e conta a sua experi&ecirc;ncia numa cultura &ldquo;onde os valores s&atilde;o constantemente postos &agrave; prova&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Ter&aacute; de propor-se [o Evangelho] principalmente pelo exemplo do dia-a-dia. Depois atrav&eacute;s do sil&ecirc;ncio, que &eacute; fundamental, temos de caminhar com o japon&ecirc;s fazendo sil&ecirc;ncio&rdquo;, come&ccedil;a por explicar o sacerdote em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p> \tO padre Adelino Ascenso conta que numa par&oacute;quia estava preocupado com as suas homilias por causa do dom&iacute;nio da l&iacute;ngua e um fiel disse-lhe: &ldquo;N&atilde;o te preocupes com o que dizes mas com a forma com dizes&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Creio que &eacute; atrav&eacute;s da nossa forma de estar que podemos transmitir essa mensagem ao povo japon&ecirc;s&rdquo;, frisa o religioso dos Mission&aacute;rios da Boa Nova.<\/p>\n<p> \tNeste pa&iacute;s da &Aacute;sia, os crist&atilde;os s&atilde;o uma percentagem de 1%, os cat&oacute;licos japoneses cerca de 450 mil e os cat&oacute;licos estrangeiros cerca de 400 mil numa Igreja &ldquo;bem organizada&rdquo; e &ldquo;bastante ativa&rdquo; com &ldquo;muitas institui&ccedil;&otilde;es de caridade, jardins-infantis, escolas e universidades&rdquo; em 16 dioceses, os bispos s&atilde;o japoneses e t&ecirc;m entre 800 a 900 padres.<\/p>\n<p> \tO padre Adelino Ascenso destaca que o desafio para os mission&aacute;rios, mais do que trabalhar com a popula&ccedil;&atilde;o idosa, &eacute; fazer com que a mensagem &ldquo;toque o cora&ccedil;&atilde;o dos jovens&rdquo;, &ldquo;um desafio permanente&rdquo; que experimenta nas par&oacute;quias e quando deu aulas, durante tr&ecirc;s anos, na Universidade Cat&oacute;lica de Osaka.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Creio que pode-se tocar o cora&ccedil;&atilde;o dos jovens atrav&eacute;s de atividades n&atilde;o muito ortodoxas como convida-los para pintarem uma tela (cinco ou seis metros). Fizemos duas vezes e foi sucesso, aderem com muito gosto&rdquo;, explica sobre a sua par&oacute;quia onde a percentagens de jovens &eacute; grande mas a de &ldquo;idosos &eacute; muito maior&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSobre o m&ecirc;s de outubro, por excel&ecirc;ncia mission&aacute;rio o entrevistado destacou a &ldquo;importante e bela&rdquo; mensagem do Papa Francisco, para o Dia Mundial das Miss&otilde;es, que &ldquo;define a Igreja como aquela que nasceu em sa&iacute;da&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Se n&atilde;o sairmos do nosso ego&iacute;smo, do nosso mundo pequenino que constru&iacute;mos n&atilde;o estamos aptos ao verdadeiro encontro que nos alimenta&rdquo;, comenta o padre Adelino Ascenso que assinala a tenta&ccedil;&atilde;o de cada um, de cada crist&atilde;o, de cada mission&aacute;rio &ldquo;de montar a sua tenda no lugar onde se sente bem&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO mission&aacute;rio revela que &ldquo;n&atilde;o &eacute; segredo&rdquo; que o seu lugar &eacute; no jap&atilde;o mas alerta que quando existe &ldquo;acomoda&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; preciso &ldquo;dar o salto, encontrar novas maravilhas&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO padre Adelino Ascenso recorda que depois da ordena&ccedil;&atilde;o foi convidado a dedicar-se ao desafio mission&aacute;rio de anunciar o Evangelho no Jap&atilde;o, para onde emigrou em 1998.<\/p>\n<p> \tDepois, passados seis anos, em 2004, foi estudar para Roma e regressou ao Jap&atilde;o, em fevereiro de 2009, para &ldquo;fundamentalmente&rdquo; caminhar com as pessoas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Poder&aacute; dizer-se que isso &eacute; ser mission&aacute;rio em qualquer parte do mundo&rdquo;, comenta o entrevistado que acrescenta que no Jap&atilde;o, no meio de uma cultura &ldquo;completamente diferente os valores s&atilde;o constantemente posto &agrave; prova&rdquo;.<\/p>\n<p> \tUm mission&aacute;rio no Jap&atilde;o, segundo a experi&ecirc;ncia do padre portugu&ecirc;s, come&ccedil;a por aprender frequentar a escola em japon&ecirc;s, &ldquo;no m&iacute;nimo s&atilde;o dois anos&rdquo;, de segunda a sexta-feira, com uma carga hor&aacute;ria at&eacute; cinco horas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Passados dois anos, fala algum japon&ecirc;s de forma muito rudimentar e entende tamb&eacute;m de forma muito rudimentar. Depois come&ccedil;a a trabalhar oficialmente nalguma par&oacute;quia e ent&atilde;o comunicando com as pessoas vai-se apercebendo que aquilo que pensou que sabia est&aacute; errado&rdquo;, desenvolve.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 22 out 2014 (Ecclesia) &ndash; O padre Adelino Ascenso, novo superior geral dos Mission&aacute;rios da Boa Nova, era mission&aacute;rio no Jap&atilde;o desde 1998, mais concretamente em Osaka, e conta a sua experi&ecirc;ncia numa cultura &ldquo;onde os valores s&atilde;o constantemente postos &agrave; prova&rdquo;. &ldquo;Ter&aacute; de propor-se [o Evangelho] principalmente pelo exemplo do dia-a-dia. 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