{"id":68997,"date":"2014-09-24T11:09:00","date_gmt":"2014-09-24T11:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/09\/24\/media-uma-rede-de-pessoas-nas-jornadas-nacionais-de-comunicacao-social\/"},"modified":"2014-09-24T11:09:00","modified_gmt":"2014-09-24T11:09:00","slug":"media-uma-rede-de-pessoas-nas-jornadas-nacionais-de-comunicacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/media-uma-rede-de-pessoas-nas-jornadas-nacionais-de-comunicacao-social\/","title":{"rendered":"Media: \u00abUma rede de pessoas\u00bb nas Jornadas Nacionais de Comunica\u00e7\u00e3o Social"},"content":{"rendered":"<p>C\u00f3nego Jo\u00e3o Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja <!--more--> <\/p>\n<p> \tO diretor do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais explica o tema das Jornadas Nacionais da Comunica&ccedil;&atilde;o Social &#8211; &ldquo;Uma rede de pessoas&rdquo; &ndash; que resulta da mensagem do Papa Francisco para o 48&ordm; Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais (01 de junho 2014) e destaca o que na sua opini&atilde;o se pode esperar dos dias 25 e 26 de setembro de 2014, na casa Domus Carmelli, em F&aacute;tima, que v&atilde;o ser enriquecidos com o testemunho do diretor do Centro Televisivo Vaticano, o monsenhor Dario Edoardo Vigan&ograve;.<\/p>\n<p> \t<em>Agencia ECCLESIA (AE) &ndash; &ldquo;Uma rede de pessoas&rdquo; &eacute; o tema que este ano &eacute; a proposta para o encontro anual de profissionais da comunica&ccedil;&atilde;o social. Que tema &eacute; este e o que &eacute; que se pode esperar de um tema e de dois dias tamb&eacute;m de proximidade?<\/em><\/p>\n<p> \tPadre Jo&atilde;o Aguiar (JA) &ndash; O tema consiste em glosar no fundo a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, que j&aacute; vivemos.<\/p>\n<p> \tO Papa Francisco diz-nos que as redes n&atilde;o s&atilde;o &uacute;nica e exclusivamente um conjunto de fios, n&atilde;o s&atilde;o meramente nem fundamentalmente uma tecnologia mas precisam de ter pessoas que falam, pessoas que se calem para que o outro fale portanto, pessoas que escutam, pessoas que se aproximam para ouvir a confid&ecirc;ncia e pessoas que se aproximam confidentes. Por isso, ele faz o sublinhado da ternura, diz-nos que precisamos de ter ternura nas redes.<\/p>\n<p> \tEu espero uma participa&ccedil;&atilde;o significativa e ativa, n&atilde;o apenas de comunicadores do &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o da Igreja mas comunicadores em geral porque isto de estar pr&oacute;ximos, porque isto de irmos ao encontro, de n&atilde;o explorar mas ouvir, porque isto de ajudar a refletir n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o religiosa mas de humanidade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; No primeiro dia est&atilde;o destinados dois pain&eacute;is, um sobre jornalismo descart&aacute;vel e outro sobre m&eacute;dia e cultura de encontro. Este primeiro painel talvez seja algo pol&eacute;mico?<\/em><\/p>\n<p> \tJA &ndash; Se repararmos no modo como estamos a praticar o jornalismo digital, o jornalismo na rede, h&aacute; algum conforto e algum desconforto. Conforto pela velocidade, pela abrang&ecirc;ncia e universalidade mas, na minha perspetiva, tamb&eacute;m h&aacute; algum desconforto: notamos que hoje qualquer pessoa que tenha possibilidades de comunicar j&aacute; pensa que est&aacute; a faz&ecirc;-lo e o jornalista profissional tamb&eacute;m cai muitas vezes numa tenta&ccedil;&atilde;o de desvalorizar a sua pr&oacute;pria capacidade de interpreta&ccedil;&atilde;o, de leitura, de media&ccedil;&atilde;o. O que queremos no futuro &eacute; uma informa&ccedil;&atilde;o sem media&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tO que queremos no futuro &eacute; este caldeir&atilde;o de efervesc&ecirc;ncia &#8211; onde parece que tudo vale o mesmo, onde se afirma e desmente no mesmo segundo -, ou continuamos a considerar que tem de haver reflex&atilde;o, que tem de haver capacidade de leitura, que tem de haver interpreta&ccedil;&atilde;o, se quisermos dizer isto de outra maneira, que tem de haver profissionalismo.<\/p>\n<p> \t&Eacute; muito f&aacute;cil dizer: &lsquo;mande-nos os v&iacute;deos das suas f&eacute;rias, mandem-nos fotografias da tempestade, mandem isto e aquilo&rsquo;. Depois tamb&eacute;m &eacute; preciso perceber se o que nos mandam &eacute; realmente objetivo, se &eacute; desta tempestade ou &eacute; de outra e se aquele concerto que emocionou multid&otilde;es afinal n&atilde;o tem mais de 10 anos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Existe aqui um fator que h&aacute; uns anos no jornalismo n&atilde;o era t&atilde;o premente e que agora se v&ecirc; que &eacute; o tempo. A velocidade a que as coisas acontecem e as fotografias\/v&iacute;deos aparecem quase no segundo a seguir&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tJA &ndash; H&aacute; uma frase que &eacute; muitas vezes afirmada: &ldquo;a presa &eacute; inimiga da profundidade&rdquo;. De facto, hoje sabemos eventualmente muitas coisas, saboreamos muito poucas. O direto &eacute; efetivamente uma paix&atilde;o, mas &eacute; preciso saber o que &eacute; que deu origem a isto que estamos a viver e que consequ&ecirc;ncias pode ter.<\/p>\n<p> \tPor exemplo, um jogo de futebol &#8211; estamos a viv&ecirc;-lo em direto e podemos estar a discutir se foram ou n&atilde;o corretos os crit&eacute;rios da convoca&ccedil;&atilde;o; a seguir, de acordo com a evolu&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio resultado, somos capazes de estar em cima da temperatura efervescente do acontecimento a debater se o treinador merece ou n&atilde;o merece continuar. Tudo isto &eacute; efetivamente an&aacute;lise e se nos pronunciarmos &agrave; medida que as situa&ccedil;&otilde;es v&atilde;o acontecendo podemos ter opini&otilde;es gasosas ou l&iacute;quidas, mas dificilmente teremos opini&otilde;es s&oacute;lidas, consistentes.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As <\/em><a href=\"http:\/\/www.ecclesia.pt\/jornadas2014\/\" target=\"_blank\"><em>Jornadas Nacionais de Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/em><\/a><em> s&atilde;o dois dias para parar e para refletir e para ajudar. No segundo dia vem a F&aacute;tima o monsenhor Dario Edoardo Vigan&ograve;, diretor do Centro Televisivo Vaticano, com o tema &ldquo;Papa Francisco e a cultura do encontro: o poder das imagens&rdquo;. O que &eacute; que se espera?<\/em><\/p>\n<p> \tJA &ndash; Espero essencialmente um testemunho de proximidade. Nesta cultura do encontro, e ali&aacute;s em toda a comunica&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, h&aacute; uma insist&ecirc;ncia na proximidade, sair ao encontro do outro, estar vizinho.<\/p>\n<p> \tComo diretor do Centro Televisivo Vaticano, este homem &eacute; uma testemunha privilegiada desta forma de comunica&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Papa Francisco. Eu acho que o Papa n&atilde;o tem uma teoria da comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; ele pr&oacute;prio comunica&ccedil;&atilde;o, no que diz, no que cala, nos gestos, nos sorrisos, nas prioridades, nas met&aacute;foras e por isso tenho muita curiosidade em ouvir algu&eacute;m que vive este dia-a-dia do Papa.<\/p>\n<p> \tDesmontar e ao mesmo tempo ajudar a compreender esta simplicidade franciscana de Francisco, que n&atilde;o quer dizer nem pobrezinha, nem desprez&iacute;vel, mas que quer dizer uma transpar&ecirc;ncia muit&iacute;ssimo grande: n&atilde;o &eacute; o que diz, ele &eacute; essencialmente o que faz. E, nesse estilo de comunica&ccedil;&atilde;o, o testemunho e alguma confid&ecirc;ncia ou inconfid&ecirc;ncia, o monsenhor Vigan&ograve; poder&aacute; ser para n&oacute;s todos um privil&eacute;gio de revela&ccedil;&atilde;o e de leitura.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash;Fala-se em di&aacute;logo, encontro, solidariedade, o Papa escreveu tudo isto na sua mensagem. Olhando para o futuro, s&atilde;o estes os sentimentos que fazem falta na comunica&ccedil;&atilde;o, quer na Igreja em Portugal, quer na pr&oacute;pria sociedade?<\/em><\/p>\n<p> \tJA &ndash; Sendo um desafio para todos, &eacute; essencialmente tamb&eacute;m um desafio para os crentes, para os crist&atilde;os, para os cat&oacute;licos: p&ocirc;r &eacute;tica na comunica&ccedil;&atilde;o, p&ocirc;r alma na rede, sentimentos nas palavras. Temos de p&ocirc;r amizade, futuro e esperan&ccedil;a em tudo aquilo que dizemos. N&atilde;o nos basta dizer as coisas, temos de explicar e mostrar aos outros as raz&otilde;es, as causas da nossa alegria, do nosso acreditar no homem, no nosso acreditar que a hist&oacute;ria tem um sentido, na nossa falta de medo ao corpo, ao toque, ao abra&ccedil;o, ao olhar porque tudo isto e a comunica&ccedil;&atilde;o dos gestos e das palavras que n&atilde;o perguntam outra coisa se n&atilde;o como est&aacute;s e n&atilde;o, &agrave;s vezes, porque &eacute; que vieste aqui.<\/p>\n<p> \tReparemos que na mensagem o Papa Francisco apresenta como modelo de proximidade e de trato o samaritano. O samaritano n&atilde;o perguntou aquele homem ca&iacute;do na margem da estrada: &ldquo;Ent&atilde;o, como &eacute; que chegaste a este estado? Correu-te mal o assalto?&rdquo;. Porque podia ser um salteador a quem correu mal, o outro ser mais forte do que ele. N&atilde;o perguntou o que &eacute; que se passava, viu o que se passava. Talvez essa conversa fosse para ter dali a oito dias, quando ele j&aacute; estivesse em condi&ccedil;&otilde;es de contar, se quisesse contar qualquer coisa. N&oacute;s enchemos o outro normalmente de perguntas ou de perguntas inquisitoriais e poucas vezes perguntamos ao outro: &lsquo;O que &eacute; que tu gostarias de me dizer? Ent&atilde;o, fala que eu escuto&rsquo;<em>.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>SN\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3nego Jo\u00e3o Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[140,274,314],"class_list":["post-68997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-comunicacoes-sociais","tag-papa-francisco","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}