{"id":68859,"date":"2014-09-15T15:21:00","date_gmt":"2014-09-15T15:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/09\/15\/aveiro-homilia-de-entrada-solene-de-d-antonio-moiteiro-ramos\/"},"modified":"2014-09-15T15:21:00","modified_gmt":"2014-09-15T15:21:00","slug":"aveiro-homilia-de-entrada-solene-de-d-antonio-moiteiro-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aveiro-homilia-de-entrada-solene-de-d-antonio-moiteiro-ramos\/","title":{"rendered":"Aveiro: Homilia de entrada solene de D. Ant\u00f3nio Moiteiro Ramos"},"content":{"rendered":"<p> \t<strong>Exalta&ccedil;&atilde;o da Santa Cruz (Jo 3, 13-17)<\/strong><\/p>\n<p> \t<strong>(Eucaristia Solene de apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave; diocese de Aveiro)<\/strong><\/p>\n<p> \tO texto da eucaristia de hoje, do evangelho de S. Jo&atilde;o, faz parte do primeiro discurso de Jesus. Jo&atilde;o quer apresentar-nos Jesus aberto ao di&aacute;logo com todos os homens. Para isso, procura tr&ecirc;s interlocutores de mundos culturais e religiosos diferentes:<\/p>\n<p> \t&ndash; Nicodemos, o prot&oacute;tipo da mentalidade judaica, que descobre nos s&iacute;mbolos as credenciais do enviado de Deus, mas a quem falta dar o salto da f&eacute;;<\/p>\n<p> \t&ndash; A mulher samaritana, proveniente de um povo cism&aacute;tico separado dos judeus, com o seu pr&oacute;prio lugar de culto e com a sua pr&oacute;pria ideia messi&acirc;nica, mas que descobre Jesus como o verdadeiro Messias Salvador;<\/p>\n<p> \t&ndash; O funcion&aacute;rio real, s&iacute;mbolo dos pag&atilde;os, que vai at&eacute; Jesus para pedir a cura do seu filho e encontra a cura e a f&eacute;.<\/p>\n<p> \tHoje, fala-nos de uma pessoa concreta: um judeu e membro do Sin&eacute;drio. O seu nome &eacute; Nicodemos, pertence ao grupo dos fariseus e estava convencido que somente pela observ&acirc;ncia escrupulosa da Lei pode alcan&ccedil;ar a salva&ccedil;&atilde;o. Como membro do Sin&eacute;drio pertence &agrave; classe dominante do povo. O plural que utiliza <em>&ldquo;Sabemos&rdquo; (&laquo;Rabi, n&oacute;s sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre&raquo; &#8211; Jo <\/em>3, 2<em>) <\/em>d&aacute;-lhe car&aacute;cter de representa&ccedil;&atilde;o: porta-voz do juda&iacute;smo, do farisa&iacute;smo, do poder, da lei.<\/p>\n<p> \tNicodemos encontrou luz nos sinais que Jesus realiza: ningu&eacute;m pode fazer tais sinais se Deus n&atilde;o est&aacute; com ele. Mas vem at&eacute; Jesus <em>&ldquo;de noite&rdquo;.<\/em> A luz brilha nas trevas, mas as trevas n&atilde;o a compreenderam (<em>Jo<\/em> 1, 15).<\/p>\n<p> \tJesus n&atilde;o responde aos louvores que Nicodemos lhe dirige. Quer conduzi-lo imediatamente para o campo da f&eacute;. N&atilde;o quer a sua ades&atilde;o apoiada nos sinais, mas sim a aceita&ccedil;&atilde;o da Sua Pessoa e da Sua Palavra. O &uacute;nico modo de entrar no Reino &eacute; nascer de novo, aceitar a novidade do Evangelho. Nicodemos n&atilde;o est&aacute; disposto a aceitar a Palavra se n&atilde;o compreender como pode dar-se este novo nascimento. Jesus condu-lo para o campo da f&eacute; dizendo-lhe que esse nascimento ser&aacute; pela &aacute;gua e pelo Esp&iacute;rito. Jo&atilde;o dir&aacute; no epis&oacute;dio da crucifix&atilde;o que do lado do Senhor brotou &aacute;gua, e ent&atilde;o Jesus entregou o Seu Esp&iacute;rito (19, 30. 34). Da &aacute;gua e do Esp&iacute;rito brotar&aacute; a nova vida.<\/p>\n<p> \tNicodemos, na sua linha de incredulidade, responde com uma nova pergunta: <em>&ldquo;Como pode ser isso?&rdquo;<\/em>. E desaparece da cena. &Eacute; mestre em Israel, mas de que lhe serve o t&iacute;tulo se n&atilde;o aceita a novidade do Reino de Deus?<\/p>\n<p> \tO Messias, colocado ao alto (crucificado), ser&aacute; a fonte da vida nova. A par das refer&ecirc;ncias ao deserto, como pano de fundo, recorre-se ao epis&oacute;dio da serpente de bronze (<em>Num<\/em> 21, 9), que ouv&iacute;amos na primeira leitura, para explicar a salva&ccedil;&atilde;o que receberemos de Cristo, quando for elevado na cruz. A morte de Cristo &eacute; a consequ&ecirc;ncia da Sua descida at&eacute; &agrave; nossa humanidade, e &eacute; designada, paradoxalmente, como eleva&ccedil;&atilde;o; porque fisicamente a cruz coloca-se ao alto; com a Sua morte come&ccedil;a a Sua glorifica&ccedil;&atilde;o, a Sua P&aacute;scoa, a Sua passagem para o Pai (12, 23-34). Esta &eacute;, ao mesmo tempo, a maior prova do amor do Pai, que n&atilde;o nos enviou o Filho para julgar ou condenar, mas para dar testemunho da verdade (<em>Jo <\/em>18, 37) &ndash; uma vida que alcan&ccedil;amos pela ades&atilde;o plena a Ele. Este &eacute; o sentido da festa da Exalta&ccedil;&atilde;o da Santa Cruz, que hoje celebramos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o esque&ccedil;amos que nas dificuldades Deus quer ensinar-nos, de maneira mais profunda, o valor, a import&acirc;ncia e a centralidade da Cruz de Jesus Cristo. Santo Agostinho, comentando o texto da carta de S. Paulo aos Filipenses, diz-nos: &laquo;Cristo Jesus, que era de condi&ccedil;&atilde;o divina, aniquilou-se a Si pr&oacute;prio, assumindo a condi&ccedil;&atilde;o de servo, mas sem deixar de ser Deus. (&hellip;) A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; a nossa esperan&ccedil;a e a sua exalta&ccedil;&atilde;o a nossa gl&oacute;ria&raquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neste horizonte, a miss&atilde;o da Igreja &eacute; dar visibilidade ao invis&iacute;vel e, para isso, os documentos do conc&iacute;lio Vaticano II, os do S&iacute;nodo diocesano conclu&iacute;do em 1995, juntamente com o dinamismo pastoral criado pela Miss&atilde;o Jubilar e a exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco &ldquo;<em>A Alegria do Evangelho&rdquo;<\/em> s&atilde;o o horizonte onde se deve mover a nossa vida diocesana e, consequentemente, a constru&ccedil;&atilde;o do reino de Deus nesta Igreja particular que peregrina em Aveiro.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que desafios traz o an&uacute;ncio do Evangelho &agrave;s nossas comunidades crist&atilde;s e a cada um de n&oacute;s?<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Evangelizar &laquo;constitui, de facto, a gra&ccedil;a e a voca&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria da Igreja, a sua mais profunda identidade&raquo; (<em>EN<\/em> 14) e indica o esfor&ccedil;o de renova&ccedil;&atilde;o que a Igreja &eacute; chamada a fazer para corresponder aos desafios que a atual conjuntura social e cultural coloca &agrave; f&eacute; crist&atilde;, ao seu an&uacute;ncio e ao seu testemunho, como consequ&ecirc;ncia das profundas mudan&ccedil;as.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Igreja responde a estes desafios n&atilde;o cruzando os bra&ccedil;os, n&atilde;o se fechando em si mesma, mas atrav&eacute;s de uma proposta de revitaliza&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio corpo, colocando no centro a figura de Jesus Cristo. Alvejo alguns que me parecem muito atuais no in&iacute;cio do minist&eacute;rio episcopal:<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1&ordm; Enquanto comunidade crist&atilde; devemos criar espa&ccedil;os de fraternidade onde se realizem as palavras de Jesus: &laquo;<em>Onde dois ou tr&ecirc;s estiverem reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles<\/em>&raquo; (<em>Mt<\/em> 18, 20).<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2&ordm; Sermos disc&iacute;pulos mission&aacute;rios exige forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, para mais fielmente darmos testemunho do Evangelho. A forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; dos adultos &eacute; a disciplina pendente ap&oacute;s o conc&iacute;lio Vaticano II e na qual temos de investir todas as nossas energias e capacidades.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3&ordm; Prestarmos muita aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s fam&iacute;lias, nos imensos desafios que se lhes deparam na realiza&ccedil;&atilde;o da sua miss&atilde;o. Um apelo a que n&atilde;o se fechem em si mesmas, mas que se abram &agrave; vida como um dom que vem de Deus.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4&ordm; Os jovens, que s&atilde;o o futuro da Igreja e da sociedade, devem ter um lugar privilegiado na vida das nossas par&oacute;quias. Temos de os apoiar e encorajar, e estar atentos aos movimentos que os possam ajudar a inserirem-se na vida da Igreja e das comunidades.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5&ordm; Somos chamados a ser instrumentos de Deus ao servi&ccedil;o da liberta&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dos mais pobres, porque a falta de solidariedade nas suas necessidades influi diretamente sobre a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o Pai bom que ouve o clamor dos seus filhos (cf. <em>Ex<\/em> 3,7).<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se a evangeliza&ccedil;&atilde;o se centra em configurar o crist&atilde;o com Cristo, em ajudar as pessoas a conhecer a Deus e acreditar amorosamente n&rsquo;Ele, este teria que ser um minist&eacute;rio especialmente apto para os que querem colocar a sua vida &agrave; escuta da Palavra de Deus e ao servi&ccedil;o da sua vontade, exigindo novas formas do exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio sacerdotal e a implementa&ccedil;&atilde;o da diversidade de minist&eacute;rios eclesiais.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A preocupa&ccedil;&atilde;o e contributo da Igreja para a cidade dos homens s&atilde;o um sonho que diz respeito a todos &ndash; Igreja e sociedade civil: &laquo;<em>o nosso sonho voa mais alto. N&atilde;o se fala apenas de garantir a comida ou um digno &laquo;sustento&raquo; para todos, mas &laquo;prosperidade e civiliza&ccedil;&atilde;o nos seus m&uacute;ltiplos aspetos&raquo; (Mater et Magistra<\/em>, 402, 1961<em>). Isto engloba educa&ccedil;&atilde;o, acesso aos cuidados de sa&uacute;de e especialmente trabalho, porque no trabalho livre, criativo, participativo e solid&aacute;rio, o ser humano exprime e engrandece a dignidade da sua vida<\/em>&raquo; (<em>EG<\/em> 192).<\/p>\n<p> \tE porque o reconhecimento e realiza&ccedil;&atilde;o das pessoas passa pelo encontro e express&atilde;o de sentimentos, seria injusto da minha parte terminar sem expressar fidelidade ao Papa Francisco e agradecer a presen&ccedil;a de tantos amigos que me acompanham no in&iacute;cio do meu minist&eacute;rio nesta diocese de Aveiro: os meus irm&atilde;os no episcopado, especialmente o Senhor N&uacute;ncio Apost&oacute;lico, enquanto sinal vis&iacute;vel da comunh&atilde;o com o Sucessor de Pedro; o Senhor Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, com quem aprendi a dar os primeiros passos no minist&eacute;rio episcopal; o anterior bispo de Aveiro, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, pela amizade que sempre me manifestou e cujos passos desejo seguir. Bem hajais pela vossa presen&ccedil;a e comunh&atilde;o.<\/p>\n<p> \tAo Administrador Diocesano, Mons. Jo&atilde;o Gaspar, agrade&ccedil;o toda a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; Diocese.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A todos os sacerdotes e di&aacute;conos, religiosos e religiosas, seminaristas e leigos de Aveiro empenhados na obra da evangeliza&ccedil;&atilde;o, exorto e agrade&ccedil;o com palavras de S. Paulo: &laquo;Sede alegres, trabalhai pela vossa perfei&ccedil;&atilde;o, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estar&aacute; convosco&raquo; (<em>2 Cor<\/em> 13, 11).<\/p>\n<p> \tSensibiliza-me e congratulo-me com a presen&ccedil;a do clero de Braga e da Guarda, tal como a presen&ccedil;a de tantos leigos com quem trabalhei ao longo da minha vida. A minha gratid&atilde;o e estima pela vossa amizade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sa&uacute;do tamb&eacute;m as autoridades civis, acad&eacute;micas e militares que se empenham na busca do bem comum. Contai com a nossa diocese de Aveiro na assist&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa e fraterna.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o queria terminar sem referir o exemplo de algu&eacute;m que tem estado muito presente na minha vida: o Servo de Deus D. Jo&atilde;o de Oliveira Matos. As suas palavras s&atilde;o para mim um programa de vida que desejo realizar com todos v&oacute;s: &laquo;Aquele que ama a Cristo tem de amar o pr&oacute;ximo. Se n&atilde;o amar o pr&oacute;ximo, n&atilde;o ama a Cristo. Se n&atilde;o reformarmos a nossa vida, se n&atilde;o formos de Cristo inteiramente, pela F&eacute;, pela obedi&ecirc;ncia e pelo amor, n&atilde;o chegamos a realizar o ideal de Cristo&hellip; &Eacute; preciso que Jesus reine&raquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imitando o Santo Arcebispo Beato Bartolomeu dos M&aacute;rtires, nos 500 anos do seu nascimento, invoco, para todos e cada um de n&oacute;s, a prote&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora e de Santa Joana Princesa, padroeira da Diocese.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"> \t<em>S&eacute; de Aveiro, 14 de setembro de 2014<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"> \t<em>&dagger; Ant&oacute;nio Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exalta&ccedil;&atilde;o da Santa Cruz (Jo 3, 13-17) (Eucaristia Solene de apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave; diocese de Aveiro) O texto da eucaristia de hoje, do evangelho de S. 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