{"id":6865,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/prosseguir-a-renovacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"prosseguir-a-renovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/prosseguir-a-renovacao\/","title":{"rendered":"Prosseguir a renova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral de D. Jorge Ortiga sobre o Ano Vocacional  <!--more--> Nestes \u00faltimos anos temos concentrado as nossas energias num conhecimento aprofundado da vida e problem\u00e1tica juvenil para proporcionar aos jovens um itiner\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Desde o in\u00edcio, aceitamos como essencial e indispens\u00e1vel, a integra\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia crist\u00e3 na linha dum chamamento amoroso de Deus ao qual se deveria corresponder com uma ades\u00e3o expressa em comportamentos quotidianos e atrav\u00e9s dum estado de vida interpretado como voca\u00e7\u00e3o. Se toda a pastoral tem esta indica\u00e7\u00e3o, o fen\u00f3meno juvenil necessita desta consciencializa\u00e7\u00e3o. Conseguimos dar aos jovens esta dimens\u00e3o vocacional da vida crist\u00e3? Agora, o discurso tem de ser alargado. Todo e qualquer crist\u00e3o necessita de experimentar o chamamento e viver numa atitude de resposta.  Quero, para isso, tornar o Ano Pastoral 2004-2005 um Ano Vocacional. Com este Ano, n\u00e3o pretendo delinear um conjunto de iniciativas pastorais aglutinadoras das vontades e dos talentos dos crist\u00e3os e das comunidades. Seria uma programa\u00e7\u00e3o interessante mas que teria um in\u00edcio e um t\u00e9rmino. N\u00e3o \u00e9 esta a nossa inten\u00e7\u00e3o. Um \u201cAno Vocacional\u201d quer significar um compromisso a marcar o dinamismo da pastoral diocesana para sempre. N\u00e3o me move, somente, o n\u00famero reduzido de voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o. Quero entrar no \u00e2mago da vida da comunidade e alertar para uma constante que determina a qualidade da nossa pastoral. O \u201cAno Vocacional\u201d \u00e9, deste modo, um acentuar o dinamismo interno da vida eclesial. Damos-lhe uma aten\u00e7\u00e3o particular durante um ano e esperamos que o mesmo dinamismo perdura em atitudes e op\u00e7\u00f5es. Da\u00ed que o Ano Vocacional n\u00e3o pode terminar. Posteriormente iremos concentrar-nos na Pastoral Familiar. Tamb\u00e9m a\u00ed a voca\u00e7\u00e3o \u00e9 a coordenada essencial. Esta Carta pastoral \u2013 e recordo que n\u00e3o \u00e9 muito frequente recorrer a este meio \u2013 pretende ser muito concreta (e pouco doutrinal). A reflex\u00e3o deve ser procurada noutros subs\u00eddios, entre os quais recordo as Bases para a Pastoral Vocacional da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e muitos outros que o Secretariado ir\u00e1 elaborando. Com estas iniciativas n\u00e3o pretendemos ser completos. Os Servi\u00e7os Centrais sugerem e os Conselhos Pastorais Paroquiais individualizam outras actividades que testemunhem esta op\u00e7\u00e3o Diocesana.   1.Coordenadas para todo o projecto Perante o desafio de, em comunidade diocesana, celebrarmos um ano dedicado \u00e0 \u201cpastoral vocacional\u201d, precisamos de ter sempre em conta duas dimens\u00f5es: ora\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o. Se \u00e9 verdade que o Senhor, no Evangelho, d\u00e1 como solu\u00e7\u00e3o para o problema da messe com poucos trabalhadores, a s\u00faplica, a ora\u00e7\u00e3o, para que envie oper\u00e1rios(Cf Lc 10,2), n\u00e3o \u00e9 menos verdade que a nossa ac\u00e7\u00e3o, concretizada de muitos modos e partindo sempre do testemunho de vida, \u00e9 contributo indispens\u00e1vel para a pastoral vocacional.  Por isso urge que toda a comunidade diocesana, nos seus diversos sectores \u2013 movimentos, comunidades paroquiais e religiosas, nas fam\u00edlias, como igrejas dom\u00e9sticas e em todos os seus membros, come\u00e7ando pelos pastores, pelos sacerdotes encarregados de par\u00f3quias ou de outros sectores da vida da Diocese \u2013 se empenhe seriamente, com zelo e dedica\u00e7\u00e3o, com aud\u00e1cia e fortaleza, com criatividade e fidelidade, numa din\u00e2mica vocacional que n\u00e3o deixe de lado nenhum aspecto nem nenhuma iniciativa poss\u00edvel. Ningu\u00e9m pode deixar passar esta oportunidade diocesana, de levar por diante este grande projecto dum \u201cano vocacional\u201d. Da\u00ed que, mais e melhor qualidade de ora\u00e7\u00e3o em ordem \u00e0 pastoral vocacional, mais e melhor qualidade de ac\u00e7\u00e3o pastoral que fa\u00e7a colaborar com o projecto de Deus, que continua a chamar muitos e muitas para o servi\u00e7o da Sua Igreja e da Humanidade, quer no sacerd\u00f3cio, quer na vida consagrada, quer na vida mission\u00e1ria. A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 dom e mist\u00e9rio que implica sempre o envio, a miss\u00e3o. Deus chama para enviar aos outros. A Igreja e o mundo, precisam de voca\u00e7\u00f5es, precisam de enviados do Ressuscitado para testemunharem o amor do Pai e fazer chegar a todos a gra\u00e7a da reden\u00e7\u00e3o. O mundo hodierno, cheio de problemas e de crise de valores, \u00e0s vezes t\u00e3o longe de Deus e das exig\u00eancias libertadoras do Evangelho, precisa de mais enviados do Senhor, de homens e mulheres em miss\u00e3o apost\u00f3lica.   2.A Igreja \u00e9 \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d Antes de mais, partamos dum elemento fundamental da eclesiologia. A Igreja, como Povo de Deus, como Esposa de Cristo, \u00e9 uma Igreja \u201cvocacionada\u201d, ou seja, chamada por Deus e enviada ao mundo com a miss\u00e3o de evangelizar, santificar, apascentar. Igreja enviada, que nasceu na manh\u00e3 de P\u00e1scoa quando Jesus afirmou ao Ap\u00f3stolos: \u201cComo o Pai Me enviou tamb\u00e9m Eu vos envio a v\u00f3s\u201d(Jo 20,22). Igreja que no dia da Ascens\u00e3o ouve as palavras de Cristo: \u201cIde, pois, e ensinai todas as na\u00e7\u00f5es, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d (Mt 26,19).  Jesus enviado pelo Pai, envia a Sua Igreja e, nela, a cada um de n\u00f3s, pois h\u00e1 urg\u00eancia do an\u00fancio, dos sacramentos, do pastoreio do rebanho do Senhor. \u00c9 na \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d da Igreja que se insere a voca\u00e7\u00e3o de cada baptizado, n\u00e3o s\u00f3 a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade, mas a sua voca\u00e7\u00e3o particular e espec\u00edfica. \u00c9 na \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d da Igreja que t\u00eam sentido todas as outras voca\u00e7\u00f5es: sacerdotal, vida consagrada, institutos seculares, mission\u00e1ria, contemplativa, matrimonial, laical, etc. Cada voca\u00e7\u00e3o particular enriquece a Igreja e ajuda-a a cumprir o mandato de Cristo. Nascemos na Igreja e somos para a Igreja, e nela, para o Pai, atrav\u00e9s de Cristo, pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.  3. A Pastoral \u00e9 vocacional e necessita de momentos espec\u00edficos Queremos que neste ano se fa\u00e7a sentir, dum modo mais claro e mais fecundo, que toda a Pastoral \u00e9 vocacional, e s\u00f3 se compreende \u00e0 luz desta dimens\u00e3o. Devemos, por isso, insuflar de esp\u00edrito vocacional todo o trabalho pastoral seja ele qual for. Por outro lado esta preocupa\u00e7\u00e3o tem de ser de toda a Igreja diocesana, de todos os agentes de pastoral, de todos os movimentos, de todas as voca\u00e7\u00f5es.  Nesta Pastoral vocacional, ouvindo o Esp\u00edrito, saberemos descobrir os meios e os modos expl\u00edcitos de chamamento. Enumeremos algumas ocasi\u00f5es:  3.1. Pastoral prof\u00e9tica   O an\u00fancio da Palavra, nas suas variadas formas e particularmente na catequese e prepara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a Confirma\u00e7\u00e3o, deve aproveitar todas as oportunidades para consciencializar do apelo de Cristo e sublinhar a alegria e felicidade da resposta positiva.  Propostas expl\u00edcitas:  \u2022 aproveitamento das homilias sempre que os textos o proporcionarem; \u2022 celebra\u00e7\u00f5es da Palavra com leitura de textos b\u00edblicos vocacionais; \u2022 \u201clectio divina\u201d, com textos vocacionais, no in\u00edcio das reuni\u00f5es; \u2022 encontros de reflex\u00e3o e partilha da Palavra com textos vocacionais; \u2022 descoberta, em ora\u00e7\u00e3o e em partilha, das grandes voca\u00e7\u00f5es na B\u00edblia; \u2022 an\u00fancio, expl\u00edcito e estimulante, das diversas voca\u00e7\u00f5es e carismas que todos devem conhecer;  3.2. Pastoral lit\u00fargica  No seu m\u00fanus de santificar, a Igreja, atrav\u00e9s dos sacramentos e da ora\u00e7\u00e3o, tem um campo imenso para lan\u00e7ar e renovar a pastoral vocacional. H\u00e1 momentos que devem ser aproveitados e minist\u00e9rios que devem ser exercidos, em corresponsabilidade e alegria de servir. A liturgia n\u00e3o \u00e9 um mero cerimonial ou sentimentalismo vago. Uma liturgia s\u00f3bria, verdadeira, espont\u00e2nea, ligada \u00e0 vida, n\u00e3o banalizada, pode tornar-se uma escola de vida crist\u00e3 e uma aut\u00eantica inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o na Igreja.  Propostas expl\u00edcitas:  \u2022 Horas Santas vocacionais, aproveitando os tempos lit\u00fargicos; \u2022 Inten\u00e7\u00f5es vocacionais na \u201cora\u00e7\u00e3o universal\u201d, pelo menos aos domingos; \u2022 Celebra\u00e7\u00e3o, nas Quintas-feiras, de Missa votiva pelas voca\u00e7\u00f5es; \u2022 Meses de Maio e Junho vocacionais, com Maria e o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus; \u2022 Novena da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o; \u2022 Viv\u00eancia do Crisma como gra\u00e7a a suscitar uma decis\u00e3o para a vida; \u2022 Viv\u00eancia do Advento e da Quaresma com dimens\u00e3o vocacional; \u2022 Ter o tema vocacional presente nos tr\u00edduos, novenas e peregrina\u00e7\u00f5es; \u2022 Incrementar os ac\u00f3litos e organizar encontros de zona e de diocese;  3.3. Pastoral s\u00f3cio caritativa  A solicitude pastoral de quem pretende responder \u00e0s car\u00eancias e problemas da comunidade pode suscitar a consci\u00eancia de todos para responder. A salva\u00e7\u00e3o de Cristo tem repercuss\u00f5es variadas e a viv\u00eancia da caridade conduz \u00e0 entrega incondicional da vida.   Propostas expl\u00edcitas:  \u2022 um voluntariado din\u00e2mico junto dos mais pobres e doentes; \u2022 multiplicar as ac\u00e7\u00f5es que conduzam ao servi\u00e7o dos outros; \u2022 visita a hospitais, cadeias, etc, sensibilizando para este sector vocacional; \u2022 inser\u00e7\u00e3o dos jovens em espa\u00e7os de servi\u00e7o social; \u2022 desenvolver com os jovens o acompanhamento dos mais pobres;    4.Par\u00f3quia, comunidade vocacional  Desde os prim\u00f3rdios da Igreja, a par\u00f3quia tornou-se o local onde as voca\u00e7\u00f5es crescem, amadurecem e ganham consist\u00eancia. O Concilio Vaticano II veio refor\u00e7ar esta ideia ao afirmar que \u201co dever de fomentar as voca\u00e7\u00f5es pertence a toda a comunidade crist\u00e3\u201d(O.T. 2).  A par\u00f3quia deve tornar-se local de recrutamento mas tamb\u00e9m espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o. A\u00ed o p\u00e1roco e as fam\u00edlias s\u00e3o a primeira escola para a forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes(P.O.11) e das outras voca\u00e7\u00f5es. A ac\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3 paroquial reveste-se dum significado especial. A\u00ed os jovens inserem-se numa comunidade de baptizados que transmite a f\u00e9 e educa para a caridade. Esta inser\u00e7\u00e3o permite-lhe a compreens\u00e3o e o encontro com a variedade e complementaridade das voca\u00e7\u00f5es facilitando, num clima de liberdade, a possibilidade de aprofundar a sua pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o. \u201cA par\u00f3quia \u00e9 o lugar por excel\u00eancia onde \u00e9 proclamado o an\u00fancio do evangelho da voca\u00e7\u00e3o e de todas as voca\u00e7\u00f5es de maneira a consider\u00e1-la como comunidade vocacional, ministerial e mission\u00e1ria\u201d.  N\u00e3o desconsiderando a import\u00e2ncia doutros ambientes vocacionais, a par\u00f3quia tem o dever e a obriga\u00e7\u00e3o de se tornar o primeiro instrumento de anima\u00e7\u00e3o vocacional na sua globalidade e em todas as suas articula\u00e7\u00f5es pastorais. A ac\u00e7\u00e3o para permitir que os diversos carismas e minist\u00e9rios apare\u00e7am, nunca pode ser interpretada como mais um elemento ao lado do conjunto da pastoral org\u00e2nica. Ela \u00e9 a express\u00e3o e sinal da vitalidade eclesial. N\u00e3o basta, por isso, inserir de vez em quando na pastoral ordin\u00e1ria algum momento espec\u00edfico de sensibiliza\u00e7\u00e3o vocacional. Estas actividades expl\u00edcitas s\u00e3o importantes mas n\u00e3o suficientes. A\u00ed todos devem viver de modo habitual e permanente a sua voca\u00e7\u00e3o e colocar-se em atitude de resposta a uma especifica. A par\u00f3quia educa os seus membros mais por aquilo que ela \u00e9 do que aquilo que faz.  Nesta pastoral vocacional englobante h\u00e1 pormenores que denotam a solicitude vocacional da comunidade.  4.1. Testemunho e ac\u00e7\u00e3o dos consagrados  O testemunho e imagem que os p\u00e1rocos \u2013 sacerdotes, religiosos e religiosas a\u00ed residentes ou a trabalhar \u2013 manifestam s\u00e3o determinantes para o emergir das voca\u00e7\u00f5es. Onde o interesse de acompanhar a vida com sinais, porventura de reduzida dimens\u00e3o, se apresenta com naturalidade, os jovens encontram o ambiente para iniciar um discernimento. S\u00f3 a simplicidade de \u2013 nas palavras e atitudes \u2013 apresentar um estilo de seguimento de Cristo na radicalidade do Evangelho, consegue motivar e ultrapassar medos e resist\u00eancias.  4.2. Fam\u00edlia e Pastoral Familiar  A Fam\u00edlia que vive e se empenha num itiner\u00e1rio de voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 o ambiente favor\u00e1vel para que a perspectiva dum servi\u00e7o total \u00e0 Igreja possa nascer e crescer dum modo s\u00e9rio e correcto. A educa\u00e7\u00e3o que se proporciona aos filhos e as orienta\u00e7\u00f5es de sentido de vida que se sugerem n\u00e3o deixam instaladas as crian\u00e7as, os adolescentes e os jovens. Vendo a alegria de dar numa entrega incondicional \u00e9 de esperar que o chamamento de Deus a \u201cdar-se\u201d aconte\u00e7a para a alegria de todo o agregado familiar.  A fam\u00edlia, como \u201cigreja dom\u00e9stica\u201d, \u00e9 lugar privilegiado para se falar da voca\u00e7\u00e3o, para se rezar pelas voca\u00e7\u00f5es, para ajudar a crescer o g\u00e9rmen vocacional que o Senhor deposita no cora\u00e7\u00e3o dos jovens. Da\u00ed a necessidade de todas as fam\u00edlias crist\u00e3s, ajudadas pelos diversos movimentos que integram o sector da Pastoral familiar, reflectirem sobre o problema das voca\u00e7\u00f5es e tomarem a peito, com entusiasmo, o projecto vocacional que a Diocese tem para este ano.  Que n\u00e3o faltem nas fam\u00edlias espa\u00e7o e tempo para se falar das diversas voca\u00e7\u00f5es de consagra\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o falte ora\u00e7\u00e3o em comum pelas voca\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o falte a participa\u00e7\u00e3o activa na par\u00f3quia ou noutros sectores. Que nenhuma se sinta dispensada, que nenhuma pense que o problema vocacional n\u00e3o lhe diz respeito, que nenhuma julgue que n\u00e3o tem nenhum contributo a dar. As fam\u00edlias crist\u00e3s da nossa Diocese s\u00e3o uma grande esperan\u00e7a para alcan\u00e7armos alguns frutos neste \u201cano vocacional\u201d.   A Pastoral familiar deve ajudar as fam\u00edlias a possuir esta capacidade de propor e acompanhar. H\u00e1 subs\u00eddios educativos, e compete, ao Departamento da Pastoral Familiar esta responsabilidade de os fornecer para despertar e acompanhar os germens da voca\u00e7\u00e3o como o fruto e a ac\u00e7\u00e3o mais bela da sua actividade.  4.3. A Catequese Paroquial  A catequese, em todo o itiner\u00e1rio, deve conduzir a esta experi\u00eancia de Igreja como comunidade de chamados numa atitude mistag\u00f3gica de quem experimenta o mist\u00e9rio de Deus como amor que se revela. A caminhada catequ\u00e9tica, ligada \u00e0 liturgia, \u00e9 um dos meios mais eficazes para fazer nascer um amor sincero pelas coisas de Deus.  S\u00e3o muitos e variados os momentos onde este convite pode ser oferecido. Os sacramentos da Eucaristia e da Confirma\u00e7\u00e3o, quando compreendidos na sua viv\u00eancia, oferecem todas as condi\u00e7\u00f5es para lan\u00e7ar a semente. A hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, alicerce do itiner\u00e1rio catequ\u00e9tico, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para ser conhecido. O \u201cvem e segue-me\u201d para dar felicidade ao mundo tem de ecoar permanentemente.  4.4. Pastoral Juvenil  Ningu\u00e9m duvida que uma cuidadosa pastoral vocacional deve ter sempre em conta uma pastoral juvenil din\u00e2mica, integrada na Igreja, alimentada pela Palavra, ajudando os adolescentes e os jovens, a descobrirem Jesus Cristo, e a apaixonarem-se por Ele. S\u00f3 com uma vida de f\u00e9 e de ora\u00e7\u00e3o, com uma pr\u00e1tica sacramental s\u00e9ria e frequente, \u00e9 que a pastoral juvenil poder\u00e1 desabrochar em pastoral vocacional. Da\u00ed que exortamos a todos os que trabalham na pastoral juvenil que continuem a dar do seu melhor, para ajudem a descobrir a voca\u00e7\u00e3o como dom e chamamento, e estimular todos a saberem dar uma resposta fiel ao apelo do Senhor. Que se inventem, na criatividade do Esp\u00edrito Santo, meios concretos para permitir que todos, os que s\u00e3o atingidos pela pastoral juvenil, a conhe\u00e7am mais e melhor a voz do Senhor que chama e que seduz.   5.Pastoral Universit\u00e1ria  Pelo n\u00famero crescente dos estudantes universit\u00e1rios da Diocese e tendo presente a sua idade e a maturidade, a\u00ed a Pastoral Universit\u00e1ria parece um sector privilegiado para dinamizar o nosso Ano Vocacional. Na colabora\u00e7\u00e3o diversa dos agentes que trabalham neste sector, n\u00e3o deixando tamb\u00e9m de ajudar os jovens universit\u00e1rios a serem ap\u00f3stolos junto dos seus companheiros, n\u00e3o se deixem de organizar diversidade de encontros e actividades, de celebra\u00e7\u00f5es e de \u201crecorda\u00e7\u00e3o\u201d na Eucaristia dominical da Pastoral Universit\u00e1ria. Que se fomentem encontros, de pequenos grupos, de reflex\u00e3o b\u00edblico-vocacional, retiros, etc. E n\u00e3o se deixe de estar atento a todas as sugest\u00f5es que acima foram indicadas nos sectores da pastoral prof\u00e9tica, lit\u00fargica, e s\u00f3cio caritativa. Entre os universit\u00e1rios, ao contr\u00e1rio do que alguns possam pensar, h\u00e1 gente muita generosa e dedicada, bem capaz de saber optar por Cristo e pelo servi\u00e7o da Igreja a templo pleno e numa vida de consagra\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o deixe de chegar junto deles o nosso projecto vocacional que ser\u00e1 um dos meios de que o Senhor se poder\u00e1 servir para chamar mais trabalhadores para a sua messe.    6.Os Movimentos e as Voca\u00e7\u00f5es  A hist\u00f3ria da Igreja testemunha fen\u00f3menos variados como respostas concretas \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es do povo que era necess\u00e1rio salvar. Ningu\u00e9m ignora que a grande novidade do s\u00e9culo XX foi os Movimentos a come\u00e7ar pela Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Ainda hoje notamos e reconhecemos aqueles e aquelas que exercem uma influ\u00eancia positiva na sociedade. Duma maneira ou doutra na sua hist\u00f3ria pessoal est\u00e1 uma passagem ou milit\u00e2ncia em algum movimento.  Hoje, olhar a vida interna da Igreja pode dizer-nos que os Movimentos e grupos, com os seus carismas especiais, testemunham um verdadeiro \u201cPentecostes do Esp\u00edrito Santo\u201d. \u00c9 a\u00ed que muitos crist\u00e3os fazem a \u201csua\u201d experi\u00eancia de Igreja, efectuam a sua forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e experimentam o compromisso que lhe \u00e9 solicitado.  Da\u00ed que todos os Movimentos, qualquer que sejam os seus carismas, especificidade ou campo de ac\u00e7\u00e3o, devem preocupar-se com a dimens\u00e3o vocacional na sua ora\u00e7\u00e3o e nas sua ac\u00e7\u00f5es concretas. \u00c9 ao n\u00edvel dos Movimentos e dos grupos espalhados pela diocese que se pode e deve ter uma catequese vocacional e uma ac\u00e7\u00e3o pastoral vocacional, intensa e cuidada.   Quero sugerir e propor que sejam apresentadas as diversas voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o e que se efectuem experi\u00eancias de contacto com os diversos carismas. Urge conhecer e amar os Semin\u00e1rios e, com estes, todos os outros Centros de Forma\u00e7\u00e3o.   7.Semin\u00e1rios e Noviciados  As Casas de forma\u00e7\u00e3o de Seminaristas e Novi\u00e7os das diversas Congrega\u00e7\u00f5es podem ser um \u201crosto\u201d de dinamismo vocacional, pois a vida dos jovens e das jovens que preparam a sua consagra\u00e7\u00e3o pode ser motivadora para outros jovens. Da\u00ed que essas Casas de forma\u00e7\u00e3o se devem dar a conhecer, devem, com a prud\u00eancia e segundo o regulamento da sua pr\u00f3pria vida \u201ccomunit\u00e1ria\u201d determina, abrir-se para que outros possam entrar, ver, partilhar ora\u00e7\u00e3o e vida. S\u00f3 se ama e deseja com sinceridade aquilo que se conhece. Da\u00ed a necessidade imperiosa das Casas de Forma\u00e7\u00e3o se darem a conhecer, abrirem suas portas, partilharem sua vida.  N\u00e3o menos importante ser\u00e1 a passagem dos jovens Seminaristas e Novi\u00e7os por grupos de jovens, por par\u00f3quias, onde possam dar a conhecer a sua voca\u00e7\u00e3o e carisma, o seu dinamismo vocacional, a hist\u00f3ria da sua voca\u00e7\u00e3o, etc. A partilha da riqueza das suas vidas e das suas voca\u00e7\u00f5es ser\u00e1 luz a iluminar o caminho de muitos outros jovens. Procure-se, portanto, ao longo deste ano vocacional, que se fa\u00e7a uma e outra destas duas experi\u00eancias, na certeza que quer os Seminaristas e Novi\u00e7os, quer os jovens que visitarem as Casas de forma\u00e7\u00e3o ou que forem visitados nos seus grupos e par\u00f3quias, ficaram muito enriquecidos.  Desafio os Semin\u00e1rios e os Noviciados a que apare\u00e7am com maior visibilidade e promovam iniciativas que mostram a sua vitalidade. Os Semin\u00e1rios e os Noviciados, sem enveredar pela pastoral do rumor, podem e devem chegar \u00e0 sociedade atrav\u00e9s de iniciativas ousadas e de cariz diversificado.  N\u00e3o haver\u00e1 medo de percorrer os caminhos da humanidade: s\u00e3o necess\u00e1rios sinais \u2013 choque que incomodem e fa\u00e7am levantar interroga\u00e7\u00f5es. Estas casas n\u00e3o s\u00e3o meras resid\u00eancias. A\u00ed vivem jovens que testemunham e manifestam muita alegria e realiza\u00e7\u00e3o pessoal.  Neste ambiente de Forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o posso ignorar o papel importante da Universidade Cat\u00f3lica que ensina disciplinas variadas em cursos diferentes mas que s\u00f3 corresponder\u00e1 \u00e0 sua miss\u00e3o se for uma ajuda efectiva a quem est\u00e1 em discernimento e se tornar uma inst\u00e2ncia de apelo a quem a frequenta. Com crist\u00e3os adultos, as voca\u00e7\u00f5es nascem.   8.A Escola e a pastoral vocacional  A escola \u00e9 definida como \u201clugar de forma\u00e7\u00e3o integral da pessoa atrav\u00e9s da assimila\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e cr\u00edtica da cultura\u201d. Deste modo, as suas caracter\u00edsticas fundamentais e prim\u00e1rias s\u00e3o o quadro doutrinal capaz de guiar o estudante a uma ac\u00e7\u00e3o cr\u00edtica perante os problemas e os compromissos que a vida lhe ir\u00e1 oferecer.  Podemos referir que todas as actividades culturais e did\u00e1cticas da escola est\u00e3o dotadas duma incid\u00eancia vocacional em sentido lato. Mas se quisermos que as escolhas vocacionais sejam preparadas e motivadas, o ensinamento da Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religi\u00e3o Cat\u00f3lica deve tornar-se um instrumento para dar ao estudante uma vis\u00e3o teol\u00f3gica da vida e do mundo e ajud\u00e1-lo a escolher em conformidade com a Palavra de Deus.  Estas aulas n\u00e3o atingem a sua finalidade e raz\u00e3o de ser se n\u00e3o conseguem transmitir um conjunto de conte\u00fados teol\u00f3gicos que devem tornar-se convic\u00e7\u00f5es pessoais: Deus \u00e9 criador e Pai; Deus quer salvar-nos; Deus tem um plano sobre cada um; Deus chama-nos como povo e como pessoas; guia-nos e ajuda-nos por meio de Jesus, Mestre e Salvador, chama-nos para a Igreja e na Igreja: quer-nos colaboradores em formas diversas e complementares; todos s\u00e3o chamados mas existem voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o que convidam o chamado a uma total dedica\u00e7\u00e3o a Deus e \u00e0 salva\u00e7\u00e3o dos outros; \u00e9 necess\u00e1rio conhecer este chamamento e interrogar-se sobre o apelo pessoal que Deus me dirige; devo empenhar-me em conhecer e utilizar os instrumentos que Deus na sua Igreja me oferece para realizar a minha voca\u00e7\u00e3o pessoal\u2026 estes e outros elementos tornam a escola intelectual mas n\u00e3o intelectualista pois suscitam uma ades\u00e3o e uma escolha.  Papel primordial desempenha o professor em qualquer \u00e1rea mas particularmente no ensino da Religi\u00e3o Cat\u00f3lica. Ele deve ser um anunciador-testemunho que alia os dotes de clareza e de capacidade de di\u00e1logo \u00e0 arte de persuadir. As ideias devem ser acompanhadas pela experi\u00eancia concreta que manifesta que a voca\u00e7\u00e3o pessoal se descobre na leitura, na medita\u00e7\u00e3o, na ora\u00e7\u00e3o. Tudo como di\u00e1logo entre Deus e a pessoa, um Deus que chama e uma pessoa convidada a responder.  Aqui o professor ter\u00e1 de assumir-se como orientador vocacional. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e ter\u00e1 de possuir convic\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e zelo que o conduz a col\u00f3quios pessoais e efectivos com os alunos onde observa qualquer sinal de voca\u00e7\u00e3o. S\u00f3 com um di\u00e1logo capaz de esclarecer d\u00favidas se vencem as poss\u00edveis hostilidades dos colegas.  Para al\u00e9m deste acompanhamento personalizado s\u00e3o necess\u00e1rios retiros de espiritualidade e forma\u00e7\u00e3o como momentos fortes que facilitar\u00e3o uma integra\u00e7\u00e3o em grupos vocacionais ou no Pr\u00e9-Semin\u00e1rio.  \u00c9 chegado o momento de responsabilizar os professores cat\u00f3licos desde o primeiro ciclo e reconhecer que a Igreja Diocesana espera muito mais dos Professores de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religi\u00e3o Cat\u00f3lica. Empenhar-se nas voca\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 facultativo. Situa-se no cerne duma actividade e presen\u00e7a da Igreja na Escola.  Uma palavra de apelo e de maior compromisso vocacional para com as Escolas Cat\u00f3licas. O Papa referia que \u201co Evangelho \u00e9 a alma da Escola Cat\u00f3lica, a norma da sua vida e da sua doutrina\u201d(28.06.84). \u00c9 a Boa Nova do an\u00fancio duma proposta de ades\u00e3o a Cristo e ao Seu projecto salvador que tem de comprometer, ainda mais, os professores que trabalham nesta miss\u00e3o que a Igreja lhes confia. Importa o profissionalismo mas importa aliar \u00e0 qualidade a originalidade duma vida de compromisso na Igreja para bem da humanidade.   9.Estruturas de apoio  Numa comum responsabilidade de todos os crist\u00e3os e das respectivas comunidades, torna-se necess\u00e1rio reconhecer a import\u00e2ncia do apoio de estruturas nacionais. Recentemente foi constitu\u00eddo o Servi\u00e7o Nacional das Voca\u00e7\u00f5es. Em articula\u00e7\u00e3o com este, queremos que o nosso Departamento da Pastoral Vocacional se estruture e disponha de todos os meios \u2013 pessoais e econ\u00f3micos \u2013 capazes de colocar a Arquidiocese em ambiente de permanente chamamento vocacional. O ano pastoral 2004-2005 ser\u00e1 um momento especial para agir vocacionalmente dum modo mais intenso, mas ter\u00e1 de tornar-se um espa\u00e7o de revis\u00e3o para reconhecer car\u00eancias e delinear prioridades em termos de apoio. Importa, por\u00e9m, que ningu\u00e9m espere que seja o Departamento a fazer tudo substituindo a responsabilidade pessoal de pessoas e institui\u00e7\u00f5es. Os Departamentos fornecem elementos para um dinamismo. Os int\u00e9rpretes est\u00e3o em todos os sectores referenciados anteriormente.  Espero a hora que, em cada arciprestado, um sacerdote se dedique como delegado para este sector agregando a si uma Equipa Arciprestal constitu\u00edda por pessoas a quem se confia o encargo de articular as Equipas Paroquiais ou Delegados Paroquiais ao Conselho Pastoral. A articula\u00e7\u00e3o da Equipa Arciprestal com todas as par\u00f3quias, levar\u00e1 a efectuar ac\u00e7\u00f5es comuns a n\u00edvel de zona, arciprestado ou inter-arciprestado.   Os Conselhos Pastorais Paroquiais devem aceitar a din\u00e2mica vocacional como algo a integrar em todas as actividades. N\u00e3o basta o interesse espor\u00e1dico ou ocasional. \u00c9 necess\u00e1rio um empenho permanente que pode encontrar maior visibilidade em momentos especiais como s\u00e3o as festas, os lausperenes, as peregrina\u00e7\u00f5es, etc.   10.Ac\u00e7\u00f5es comuns a ter em conta  H\u00e1 algumas ac\u00e7\u00f5es que, de algum modo, atingem toda a Igreja diocesana, mas precisavam, neste \u201cano vocacional\u201d, de serem mais vividos e dinamizados.  \u2013 A Semana dos Semin\u00e1rios (1.\u00ba Trimestre- -Novembro de 2004) \u2013 O Dia do Consagrado (2.\u00ba Trimestre-Fevereiro de 2005) \u2013 Semana de Ora\u00e7\u00f5es pelas Voca\u00e7\u00f5es (3.\u00ba Trimestre-Abril de 2005) \u2013 Participa\u00e7\u00e3o nas Ordena\u00e7\u00f5es e nos Votos dos consagrados \u2013 Missas Novas preparadas com empenho para serem interpela\u00e7\u00e3o \u2013 Retiros Vocacionais, em sil\u00eancio e com ora\u00e7\u00e3o, para discernimento vocacional. \u2013 Retomar a institui\u00e7\u00e3o das \u201cmadrinhas\u201d que se oferecem para rezar por Seminaristas e Novi\u00e7os. \u2013 Esmerada orienta\u00e7\u00e3o espiritual dos jovens para ajudar a detectar e a fazer crescer os g\u00e9rmens vocacionais. \u2013 Aproveitamento das aulas de Religi\u00e3o e Moral para fazer passar a dimens\u00e3o vocacional e o conhecimento que isso implica. \u2013 Particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s grandes peregrina\u00e7\u00f5es diocesanas ou arciprestais, para que tenham uma componente vocacional.   Conclus\u00e3o: testemunho e optimismo  Iniciei esta Nota Pastoral com duas palavras: ora\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o. Queria termina-la com outras duas: testemunho e optimismo.  Desejo que o testemunho de pastores e de fi\u00e9is, o empenhamento de toda a Comunidade diocesana nas diversas actividades deste \u201cAno Vocacional\u201d, sejam feitas em clima de s\u00e3o optimismo crist\u00e3o, de renovada esperan\u00e7a. Deus n\u00e3o abandona o Seu Povo, o Senhor conhece as necessidades humanas e espirituais dos seus filhos, o Senhor \u00e9 o nosso Bom Pastor. A n\u00f3s compete-nos rezar, trabalhar e confiar n\u2019Ele e no Seu amor. Ele, como Pai Providente, saber\u00e1 cuidar de n\u00f3s e dar-nos as voca\u00e7\u00f5es que necessitamos.  Ningu\u00e9m ganha com o pessimismo. Confiamos em Deus e abrimo-nos a novas formas de celebrar e viver a f\u00e9. A Igreja necessita de voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o: sacerdotes, religiosos e religiosas, mission\u00e1rios, Institutos Seculares\u2026 Importa, por\u00e9m, situar-se na novidade dos novos tempos e criar as condi\u00e7\u00f5es para que as nossas comunidades disponham de todos os meios de salva\u00e7\u00e3o. Os sacerdotes ter\u00e3o de fazer o que lhes compete e renunciar a muitas coisas que os leigos podem assumir. Os leigos devem preparar-se para viver os carismas e os talentos que Deus lhes confiou na alegria e na generosidade.  A uns e a outros \u00e9 pedido muito trabalho e dedica\u00e7\u00e3o. Mais ainda, sem uma mudan\u00e7a de mentalidade, n\u00e3o responderemos \u00e0s exig\u00eancias novas dos tempos actuais. Deus nos dar\u00e1 a for\u00e7a para acolher a gra\u00e7a do momento presente e a alegria de continuar a ser colaboradores competentes na edifica\u00e7\u00e3o do Reino.  N\u00e3o deixemos nunca de recorrer \u00e0 Virgem Maria, Senhora do Sameiro e M\u00e3e dos consagrados, implorando o seu aux\u00edlio e protec\u00e7\u00e3o para este Ano Vocacional. Encontremos n\u2019Ela o modelo do \u201csim\u201d generoso e radical que todos os que s\u00e3o chamados por Deus devem assumir. Iremos, com Ela, preparar-nos para o futuro.  D. Jorge Ortiga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral de D. 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