{"id":68178,"date":"2014-07-18T13:25:00","date_gmt":"2014-07-18T13:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/07\/18\/igreja-portugal-padre-abel-varzim-deixou-um-lastro-de-sensibilidade-social-que-importa-continuar\/"},"modified":"2014-07-18T13:25:00","modified_gmt":"2014-07-18T13:25:00","slug":"igreja-portugal-padre-abel-varzim-deixou-um-lastro-de-sensibilidade-social-que-importa-continuar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-portugal-padre-abel-varzim-deixou-um-lastro-de-sensibilidade-social-que-importa-continuar\/","title":{"rendered":"Igreja\/Portugal: Padre Abel Varzim deixou um \u00ablastro\u00bb de \u00absensibilidade social\u00bb que importa continuar"},"content":{"rendered":"<p> \tLisboa, 18 jul 2014 (Ecclesia) &ndash; O historiador Paulo Fontes recorda o padre Abel Varzim, 50 anos ap&oacute;s a sua morte, sublinhando que o sacerdote deixou um &ldquo;lastro&rdquo; de &ldquo;sensibilidade social&rdquo;, capacidade &ldquo;reflexiva&rdquo; e esp&iacute;rito de &ldquo;iniciativa&rdquo; que deveria merecer maior &ldquo;aten&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNuma entrevista publicada na mais recente edi&ccedil;&atilde;o do Seman&aacute;rio ECCLESIA, o professor universit&aacute;rio sublinha que dar voz ao legado do sacerdote &ldquo;&eacute; um desafio que hoje ainda est&aacute; posto &agrave; sociedade em geral e, de uma maneira muito particular, &agrave; Igreja Cat&oacute;lica em Portugal&rdquo;.<\/p>\n<p> \tMesmo o &ldquo;F&oacute;rum Abel Varzim&rdquo;, fundado &ldquo;por muitos dos que trabalharam, conheceram ou foram influenciados pelo percurso&rdquo; do chamado &ldquo;ap&oacute;stolo dos trabalhadores&rdquo; deveria ter uma interven&ccedil;&atilde;o mais efetiva no &acirc;mbito do &ldquo;pensamento de Abel Varzim&rdquo;, sustenta o docente da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.<\/p>\n<p> \tAo longo da abordagem ao percurso de vida do sacerdote natural de Cristelo, em Barcelos (1902-1964), Paulo Fontes destaca a forma como ele contribuiu para a afirma&ccedil;&atilde;o de uma A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa fortemente enraizada &ldquo;na realidade social&rdquo;, pr&oacute;xima dos problemas das pessoas, &ldquo;no meio oper&aacute;rio, agr&aacute;rio, rural e universit&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNuma &eacute;poca em que Portugal vivia sob a &eacute;gide do Estado Novo, o padre Abel Varzim destacou-se na luta por um sistema laboral mais justo e na defesa dos direitos dos trabalhadores, perante um modelo &ldquo;todo ele controlado&rdquo; pelo regime.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A valoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do direito &agrave; &ldquo;liberdade associativa&rdquo; e do &ldquo;direito &agrave; greve&rdquo; foram dois pontos que marcaram a interven&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica e pol&iacute;tica do sacerdote.<\/p>\n<p> \tUm trabalho que continuou a realizar, ainda que em outros moldes, quando foi &ldquo;afastado&rdquo; nos anos 50 &ldquo;do trabalho de assist&ecirc;ncia religiosa &agrave; A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p> \tColocado &agrave; frente da Igreja da Encarna&ccedil;&atilde;o, no Chiado, o padre Abel Varzim ficou c&eacute;lebre tamb&eacute;m pelo seu trabalho junto das prostitutas, que eram &ldquo;toleradas&rdquo; mas completamente &ldquo;ostracizadas&rdquo; pela sociedade.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O padre Abel Varzim vem de um catolicismo normativo, moralizador, ele quer extirpar o mal do Bairro Alto e para isso acha que h&aacute; que conduzir uma esp&eacute;cie de campanha c&iacute;vica para libertar o bairro da presen&ccedil;a da prostitui&ccedil;&atilde;o e dessas mulheres e o que ele vai encontrar &eacute; uma realidade que se dirige a ele&rdquo;, recorda Paulo Fontes.<\/p>\n<p> \tA sua vontade em levar mais dignidade a essas mulheres, e a dar-lhes outras perspetivas de vida, esteve na origem da cria&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios centros de recupera&ccedil;&atilde;o para prostitutas.<\/p>\n<p> \tO investigador chama ainda a aten&ccedil;&atilde;o para &ldquo;um outro tra&ccedil;o&rdquo; do percurso do padre Abel Varzim, que ganhou consist&ecirc;ncia atrav&eacute;s do seu &ldquo;envolvimento como professor no Instituto de Servi&ccedil;o Social de Lisboa&rdquo;.<\/p>\n<p> \tFoi nessa institui&ccedil;&atilde;o que ele mobilizou jovens universit&aacute;rios para a organiza&ccedil;&atilde;o de centros sociais de apoio &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es, nos bairros mais problem&aacute;ticos de Lisboa.<\/p>\n<p> \t<em>LFS\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 18 jul 2014 (Ecclesia) &ndash; O historiador Paulo Fontes recorda o padre Abel Varzim, 50 anos ap&oacute;s a sua morte, sublinhando que o sacerdote deixou um &ldquo;lastro&rdquo; de &ldquo;sensibilidade social&rdquo;, capacidade &ldquo;reflexiva&rdquo; e esp&iacute;rito de &ldquo;iniciativa&rdquo; que deveria merecer maior &ldquo;aten&ccedil;&atilde;o&rdquo;. 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