{"id":6778,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/pastoral-do-turismo-vai-ter-um-departamento-nacional\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"pastoral-do-turismo-vai-ter-um-departamento-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pastoral-do-turismo-vai-ter-um-departamento-nacional\/","title":{"rendered":"Pastoral do Turismo vai ter um departamento nacional"},"content":{"rendered":"<p>D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, revela \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA os projectos de futuro para que a Igreja em Portugal n\u00e3o permane\u00e7a afastada do mundo do turismo <!--more--> D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, revela \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA os projectos de futuro para que a Igreja em Portugal n\u00e3o permane\u00e7a afastada do mundo do turismo.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA \u2013 A Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo decidiu promover um Inqu\u00e9rito Nacional sobre a ac\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica na \u00e1rea do turismo (ver not\u00edcia relacionada). Como foi recebida a ideia?<\/i> D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira \u2013 O inqu\u00e9rito acabou por ser muito positivo, com a participa\u00e7\u00e3o de metade das dioceses portuguesas.  As respostas que recebemos demonstram que h\u00e1 ac\u00e7\u00f5es pastorais organizadas e algumas delas com uma certa frequ\u00eancia, confirmando um desejo que t\u00ednhamos: a pastoral do turismo, pelo facto de n\u00e3o ter uma c\u00fapula de converg\u00eancia de experi\u00eancias, que seria um departamento na Comiss\u00e3o Episcopal, n\u00e3o deixa de existir.  <i>AE \u2013 J\u00e1 foi poss\u00edvel tirar conclus\u00f5es? <\/i> JTF \u2013 Podemos dizer que o turismo tem uma Pastoral mais significativa nas dioceses em que h\u00e1 mais turismo, onde h\u00e1 mais turistas. Mesmo numa sondagem sem grande rigor cient\u00edfico, \u00e9 poss\u00edvel uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s bases de cada uma das dioceses. Al\u00e9m disso, a iniciativa foi importante para ouvir as diferentes sensibilidades e parece-nos que esse trabalho, que \u00e9 magn\u00edfico, deveria ser incrementado por uma departamento nacional.  <i>AE \u2013 Vai ent\u00e3o surgir a figura de um coordenador nacional para o turismo? <\/i> JTF \u2013 O que nos parece \u00e9 que precisar\u00edamos de algu\u00e9m \u2013 um leigo ou um padre \u2013 que coordenasse, de facto, estas ac\u00e7\u00f5es diocesanas. O departamento nacional que pretendemos teria lugar no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o Episcopal para as Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, onde j\u00e1 h\u00e1 departamentos para as migra\u00e7\u00f5es, o apostolado do mar e a pastoral dos ciganos. O pr\u00f3prio nome \u201cMigra\u00e7\u00f5es e Turismo\u201d n\u00e3o \u00e9 justo para muita gente, pois quem migrou por motivos de pobreza n\u00e3o vai passear e gostar\u00edamos de retirar esse aspecto pejorativo, optando por falar no grande fen\u00f3meno da mobilidade humana.  <i>AE \u2013 Que \u00e1reas se poderiam privilegiar nesta ac\u00e7\u00e3o? <\/i> JTF \u2013 A pastoral do turismo n\u00e3o \u00e9 apenas organizar eventos. Com todo o respeito pelas coisas espectaculares que se relacionam com o turismo religioso, n\u00e3o se pode reduzir a ac\u00e7\u00e3o pastoral a visitas a santu\u00e1rios ou o fomento de peregrina\u00e7\u00f5es, que t\u00eam lugar. Do meu ponto de vista, \u00e9 preciso criar coisas novas, no acolhimento a turistas dentro do pr\u00f3prio espa\u00e7o diocesano. N\u00e3o se trata de ir l\u00e1 fora, ver santu\u00e1rios, mas de ter contactos com os turistas que nos visitam, c\u00e1 dentro. \u00c9 uma presen\u00e7a evangelizadora solicitar a visita ao patrim\u00f3nio, organizando mais acontecimentos ligados a fen\u00f3menos de arte. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel aproveitar caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas \u00fanicas, como em aldeias hist\u00f3ricas de beleza \u00edmpar e que t\u00eam o grande sentido comunal na sua organiza\u00e7\u00e3o, algo que \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de solidariedade e de cultura. Neste cruzamento de v\u00e1rias linhas \u00e9 que eu acho que a Igreja se deveria posicionar, mas faltam-nos pessoas para constituir esse departamento.  <i>AE \u2013 Sente-se que h\u00e1 uma falha na forma\u00e7\u00e3o de agentes pastorais e de t\u00e9cnicos operadores tur\u00edsticos&#8230; <\/i> JTF \u2013A Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa tem estado a formar pessoas nesta \u00e1rea, e as estruturas da Igreja em Portugal t\u00eam uma lacuna a esse respeito. Faltam pessoas capazes de dar uma vis\u00e3o evangelizadora do turismo. A nossa responsabilidade tem, agora, de ser maior, assumindo publicamente a dificuldade em recrutar elementos qualificados. N\u00e3o temos encontrado ningu\u00e9m que esteja livre, para nos sentarmos \u00e0 mesa e pensarmos estes problemas, mas n\u00e3o vamos desistir.  <i>AE \u2013 Vamos ver uma preocupa\u00e7\u00e3o constante por parte da Comiss\u00e3o Episcopal? <\/i> JTF \u2013 Aumentou em n\u00f3s a percep\u00e7\u00e3o de que o fen\u00f3meno da mobilidade \u00e9 um mundo de gente que se cruza connosco e a quem n\u00e3o dizemos nada do ponto de vista evangelizador. A experi\u00eancia do Euro-2004 foi muito importante, porque as dioceses que receberam os adeptos organizaram-se, publicaram desdobr\u00e1veis em v\u00e1rias l\u00ednguas, chamaram volunt\u00e1rios para que as igrejas estivessem abertas e os visitantes fossem acolhidos. H\u00e1 aqui um mundo de coisas a fazer: a Liturgia em v\u00e1rias l\u00ednguas, algo que \u00e9 raro no nosso pa\u00eds \u2013 n\u00e3o quero ser injusto, mas \u00e9 o que eu vejo quando vou pelo pa\u00eds fora, mesmo cruzando algumas regi\u00f5es mais tur\u00edsticas. Posso mesmo dizer que aqui na nossa vizinha Espanha \u00e9 perfeitamente normal n\u00f3s entrarmos numa igreja e os textos da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominical serem entregues em espanhol, franc\u00eas e ingl\u00eas. Podemos come\u00e7ar, ent\u00e3o, por coisas muito simples, mas que s\u00e3o fundamentais.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=10197\">\u2022 A Igreja portuguesa aposta no turismo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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