{"id":66285,"date":"2014-06-20T12:10:00","date_gmt":"2014-06-20T12:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/06\/20\/braga-iniciativas-de-cinema-pastorais-e-locais\/"},"modified":"2014-06-20T12:10:00","modified_gmt":"2014-06-20T12:10:00","slug":"braga-iniciativas-de-cinema-pastorais-e-locais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/braga-iniciativas-de-cinema-pastorais-e-locais\/","title":{"rendered":"Braga: Iniciativas de Cinema pastorais e locais"},"content":{"rendered":"<p> \tProsseguindo o elevado n&iacute;vel de qualidade da sua programa&ccedil;&atilde;o cultural, o Audit&oacute;rio Vita de Braga organiza, pela segunda vez consecutiva, o Ciclo de Cinema de Ver&atilde;o.<\/p>\n<p> \tCom in&iacute;cio a 4 de julho, a proposta &eacute;, nas palavras do Padre Jo&atilde;o Paulo Brito Costa, autor do texto fundador do ciclo, a de dar, atrav&eacute;s do olhar do cinema &laquo;um contributo &agrave; reflex&atilde;o em torno dos lugares nucleares de gera&ccedil;&atilde;o da identidade e da criatividade humana&rsquo;.<\/p>\n<p> \tSob o t&iacute;tulo &lsquo;Vis&otilde;es generativas do humano&rsquo; quatro dos melhores filmes que passaram em Portugal nos &uacute;ltimos tempos, convidam ao encontro da comunidade bracarense no magn&iacute;fico espa&ccedil;o do claustro do Semin&aacute;rio Menor de Braga nas noites de sexta-feira do m&ecirc;s de julho: &lsquo;Bestas do Sul Selvagem&rsquo; de Benh Zeitlin, &lsquo;Amor&rsquo; de Michael Haneke, &lsquo;Noiva Prometida&rsquo; de Rama Burshtein, &lsquo;E Agora, Onde Vamos?&rsquo; de Nadine Labaki.<\/p>\n<p> \tIniciativas como esta s&atilde;o exemplares na forma como promovem uma rela&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel entre o cinema e a religi&atilde;o.<\/p>\n<p> \tLonge do ru&iacute;do da ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica e dos redutores modelos pastorais que apenas reconhecem no cinema a capacidade de ilustrar de forma epis&oacute;dica &ndash; quando n&atilde;o pobre, tantas vezes distorcida na sua g&eacute;nese mais profunda &ndash; a vida de santos ou de Jesus, o convite a fazer do cinema lugar teol&oacute;gico, sem ser catequ&eacute;tico, e de encontro &eacute; de um louvor e de uma urg&ecirc;ncia para tantos ainda ignorada.<\/p>\n<p> \tNum mundo dominado e, cada vez mais, exaurido de imagem e de som, com a progressiva banaliza&ccedil;&atilde;o a que inevitavelmente um e outro se sujeitam, o segredo do seu impacto, sobretudo para as novas gera&ccedil;&otilde;es, est&aacute;, cada vez menos na competitividade e inova&ccedil;&atilde;o e cada vez mais na sua capacidade de criar v&iacute;nculo.<\/p>\n<p> \tSendo necess&aacute;rio num e noutro caso possuir algo mais do que um fator de atra&ccedil;&atilde;o moment&acirc;nea para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o duradoura com e entre pessoas<\/p>\n<p> \t&Eacute; exatamente de encontro e constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o que se fala quando se criam espa&ccedil;os e tempos como este que t&ecirc;m e devem ter, como a arte e a cultura em geral, um papel primordial na proposta pastoral das comunidades cat&oacute;licas.<\/p>\n<p> \tAtrav&eacute;s delas se olha e se reflete o mundo que somos e o mundo que queremos ser, atendendo por um lado &agrave;s nossas mais profundas inquieta&ccedil;&otilde;es e por outro levando-nos adiante.<\/p>\n<p> \tSe se quer ser realista e verdadeiramente generoso para com o pr&oacute;ximo, &eacute; urgente uma atitude de cora&ccedil;&atilde;o e m&atilde;os abertas, esp&iacute;rito arejado e olhar atento, tanto aos criadores, no caso do cinema, que registam e questionam esse nosso ser humano hoje como &agrave;s inquieta&ccedil;&otilde;es dos membros das nossas comunidades.<\/p>\n<p> \tPorque de atrativas solicita&ccedil;&otilde;es estamos hoje, todos, autenticamente inundados, e porque elas n&atilde;o esperam pela iniciativa das igrejas, par&oacute;quias, movimentos ou semin&aacute;rios, cabe a cada um destes escolher: competir, sem grande probabilidade de sucesso e face &agrave; exiguidade de meios quando comparados com os que outros disp&otilde;em, pela via da atra&ccedil;&atilde;o vol&aacute;til e ef&eacute;mera; ignorar a import&acirc;ncia de uma cultura que, de qualquer forma, se constr&oacute;i. Ou optar por tomar a dianteira, abrindo as portas ao encontro e &agrave; viv&ecirc;ncia art&iacute;stica e cultural, n&atilde;o passiva mas ativa, criadora de v&iacute;nculo e verdadeiramente transformadora. Para quem est&aacute; dentro e para quem vem de fora. Ou para que apete&ccedil;a entrar e ficar a quem por ali passe, ao acaso.<\/p>\n<p> \tPara exemplo de boa pr&aacute;tica, sobretudo na forma simultaneamente humilde, corajosa e exigente com que leva a cabo a sua miss&atilde;o, aqui fica o do Audit&oacute;rio Vita e o das equipas de forma&ccedil;&atilde;o dos semin&aacute;rios maior e menor de Braga que h&aacute; muito se distinguem pelo empenho da sua miss&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o, com aten&ccedil;&atilde;o particular ao papel da arte e da cultura. Um reconhecimento que se alheia de qualquer &iacute;mpeto de &lsquo;ribalta&rsquo; mas inteiramente merecedor.<\/p>\n<p align=\"right\"> \t<em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prosseguindo o elevado n&iacute;vel de qualidade da sua programa&ccedil;&atilde;o cultural, o Audit&oacute;rio Vita de Braga organiza, pela segunda vez consecutiva, o Ciclo de Cinema de Ver&atilde;o. 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