{"id":65914,"date":"2014-05-16T11:15:06","date_gmt":"2014-05-16T11:15:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/05\/16\/cinema-1960\/"},"modified":"2014-05-16T11:15:06","modified_gmt":"2014-05-16T11:15:06","slug":"cinema-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-1960\/","title":{"rendered":"Cinema: 1960"},"content":{"rendered":"<p>Fernando Lu&iacute;s Cardoso de Menezes de Tavares e T&aacute;vora nasceu a 25 de Agosto de 1923 na freguesia de Santo Ildefonso, no Porto.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s terminar os seus estudos em arquitetura, publica em 1947 o ensaio &lsquo;O problema da casa portuguesa. Falsa arquitectura. Para uma arquitectura de hoje.&rsquo;<\/p>\n<p>Clara prova do seu esp&iacute;rito cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o ao caminho que o movimento modernista toma em Portugal, servindo cada vez mais o ide&aacute;rio pol&iacute;tico do Estado Novo e cada vez menos a profundidade necess&aacute;ria a um s&eacute;rio debate cultural, o ensaio &eacute; o primeiro sinal evidente do compromisso do arquiteto em perscrutar o cora&ccedil;&atilde;o de uma identidade arquitet&oacute;nica portuguesa em que modernidade e tradi&ccedil;&atilde;o verdadeiramente dialogassem. Com efeito, Fernando T&aacute;vora foi um dos arquitetos que mais afincadamente procurou aprofundar as ra&iacute;zes dessa identidade, contrariando o populismo do pitoresco que sustentava o id&iacute;lio de um fantasioso ser portugu&ecirc;s. Escapa, assim, &agrave; instrumentaliza&ccedil;&atilde;o a que Raul Lino e a sua &lsquo;casa portuguesa&rsquo; sucumbem, defendendo a necessidade um s&eacute;rio estudo e inventaria&ccedil;&atilde;o da arquitetura popular, come&ccedil;ando ele pr&oacute;prio, tal como Francisco Keil do Amaral, por empreender uma busca, por meio da investiga&ccedil;&atilde;o e de trabalhos de campo, sobre o que seria a ess&ecirc;ncia das novas inten&ccedil;&otilde;es do movimento moderno.<\/p>\n<p>Estas inten&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o expressas j&aacute; pr&oacute;ximo da d&eacute;cada de cinquenta e estendendo-se at&eacute; 1960, em tr&ecirc;s projetos seus, fundamentais: o Plano para o Campo Alegre, o seu projeto de CODA (concurso para obten&ccedil;&atilde;o do diploma de arquiteto) e o projeto para o conjunto habitacional de Ramalde. A diferen&ccedil;a entre o seu projeto &lsquo;uma casa &agrave; beira bar&rsquo; e a &lsquo;casita &agrave; beira mar&rsquo; de Ra&uacute;l Lino expressam bem as diferen&ccedil;as de perspetiva sobre uma genu&iacute;na s&iacute;ntese conciliat&oacute;ria entre modernidade e tradi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Membro fundador do ICAT (Iniciativas Culturais Arte e T&eacute;cnica), Fernando T&aacute;vora &eacute; particularmente atento aos problemas do contexto social e econ&oacute;mico da produ&ccedil;&atilde;o da arquitetura, contribuindo ativamente para a defesa e promo&ccedil;&atilde;o dos pontos de vista profissionais que aqueles levantam.<\/p>\n<p>Nove anos ap&oacute;s a morte de T&aacute;vora, &lsquo;1960&rsquo;, document&aacute;rio que agora estreia em Braga e no Porto, &eacute; o seu registo pessoal &agrave; passagem, em cinco meses de viagem desse mesmo ano, por v&aacute;rios pa&iacute;ses. Uma combina&ccedil;&atilde;o de imagens ent&atilde;o registadas em super8 e reflex&otilde;es escritas, agora reproduzidas na voz do ator Marcos Barbosa, que o realizador Rodrigo Areias (Estrada de Palha, 2012) combina devolvendo-nos &agrave; atualidade um arquiteto fortemente empenhado na busca do sentido da vida e das coisas, na express&atilde;o do outro e na dignidade humana, na rela&ccedil;&atilde;o ancorada em contexto e origem, preservando a ess&ecirc;ncia de cada um e cada coisa e o resultado do seu encontro, em respeitador di&aacute;logo.<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Lu&iacute;s Cardoso de Menezes de Tavares e T&aacute;vora nasceu a 25 de Agosto de 1923 na freguesia de Santo Ildefonso, no Porto. Ap&oacute;s terminar os seus estudos em arquitetura, publica em 1947 o ensaio &lsquo;O problema da casa portuguesa. Falsa arquitectura. 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