{"id":6587,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/direitos-iguais-para-todo-o-ensino\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"direitos-iguais-para-todo-o-ensino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/direitos-iguais-para-todo-o-ensino\/","title":{"rendered":"Direitos iguais para todo o ensino"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto Jo\u00e3o Jardim, considera que o ensino privado n\u00e3o tem de ser apenas \u201ctolerado\u201d pelo Estado, mas \u201cdeve estar ao mesmo plano, desde o legal aos apoios, do ensino p\u00fablico, para responder ao direito democr\u00e1tico de escolher\u201d. No mesmo sentido se manifesta Jorge Cotovio, da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Escolas Cat\u00f3licas (APEC), para quem \u201co Estado ainda n\u00e3o compreendeu \u2013 apesar dos p\u00e9ssimos resultados educacionais que apresentamos \u2013 que n\u00e3o tem de ser o \u2018grande e exclusivo educador\u2019 dos nossos filhos\u201d.  Estado, governantes, pol\u00edticos, sindicatos, devem, segundo este respons\u00e1vel \u201cdeixar os pais escolher, em liberdade, as escolas dos seus filhos\u201d. Jorge Cotovio assinala que as escolas cat\u00f3licas s\u00e3o, por ess\u00eancia, \u201cabertas a todos e estar em toda a parte, privilegiando os mais d\u00e9beis\u201d, mas ressalta que elas se encontram perante a amea\u00e7a de voltarem a ser elitistas.  \u201cO Estado deve financiar de igual forma todas as escolas estatais e as privadas que queiram ser p\u00fablicas, isto \u00e9 abertas a todos os que a procuram (tal como sucede na maioria dos pa\u00edses desenvolvidos). As escolas cat\u00f3licas, por natureza, s\u00e3o t\u00e3o p\u00fablicas como qualquer escola estatal\u201d, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. \u201cO ensino privado n\u00e3o tem de ser todo universal: as escolas privadas que queiram seleccionar os alunos (e t\u00eam direito a isso), n\u00e3o t\u00eam de ser financiadas pelo Estado; s\u00e3o os pais que devem pagar esse ensino\u201d, acrescenta. Para este respons\u00e1vel, o Estado tem estado a asfixiar as escolas privadas que t\u00eam tido ensino gratuito e pretende acabar mesmo, a curto prazo, com o ensino gratuito nos col\u00e9gios das cidades do Centro do Pa\u00eds.  \u201cNeste contexto, o que \u00e9 que restar\u00e1 a estas escolas? Se quiserem continuar a sua miss\u00e3o de educar, ter\u00e3o de cobrar propinas aos alunos, mas com esta solu\u00e7\u00e3o, nem todos os pais poder\u00e3o ter acesso aos seus servi\u00e7os\u201d, explica. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem que a opini\u00e3o p\u00fablica tem do ensino privado, Jorge Cotovio considera que esta \u00e9 \u201cprofundamente deformada\u201d, mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolas cat\u00f3licas. \u201cA maior parte dos cat\u00f3licos n\u00e3o conseguem entender esta realidade: grande parte deles julga que as escolas cat\u00f3licas s\u00e3o elitistas e t\u00eam a ambi\u00e7\u00e3o do lucro, do dinheiro\u201d, lamenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto Jo\u00e3o Jardim, considera que o ensino privado n\u00e3o tem de ser apenas \u201ctolerado\u201d pelo Estado, mas \u201cdeve estar ao mesmo plano, desde o legal aos apoios, do ensino p\u00fablico, para responder ao direito democr\u00e1tico de escolher\u201d. 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