{"id":65580,"date":"2014-04-19T22:00:00","date_gmt":"2014-04-19T22:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/04\/19\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-6\/"},"modified":"2014-04-19T22:00:00","modified_gmt":"2014-04-19T22:00:00","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-6\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p>Irm&atilde;os e Irm&atilde;s,<\/p>\n<p>1. Vivemos esta Vig&iacute;lia Pascal como a maior e a mais bela de todas as vig&iacute;lias da liturgia da Igreja.<\/p>\n<p>&Eacute; com j&uacute;bilo que celebramos nesta Vig&iacute;lia o an&uacute;ncio feliz e festivo da ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor nesta Igreja Catedral do Porto, em comunh&atilde;o com todas as Comunidades da nossa Diocese.<\/p>\n<p>Sentimo-nos envolvidos pela alegria da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus e estamos reconhecidos a todos quantos, ao longo da vida e da hist&oacute;ria do Porto, edificaram a cidade de Deus na cidade dos homens que hoje somos e trouxeram at&eacute; n&oacute;s esta afirma&ccedil;&atilde;o fundamental da nossa f&eacute; e esta certeza inabal&aacute;vel da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p>A beleza e a dignidade da liturgia, o significado do lume novo, o c&acirc;ntico do prec&oacute;nio pascal, a proclama&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus, a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua batismal, a Ceia Pascal e o an&uacute;ncio festivo da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus, Filho de Deus criam &agrave; nossa volta e instauram no mundo um ambiente de alegria, de esperan&ccedil;a e de vida.<\/p>\n<p>Celebramos a passagem de Cristo da morte para a vida. Jesus venceu a morte e redimiu-nos do pecado. Esta &eacute;, por isso, a festa da Vida!<\/p>\n<p>Sempre que uma vida nasce h&aacute; raz&atilde;o para celebrarmos a surpresa e a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do dom do amor de Deus, que essa vida significa. Sempre que uma vida ressurge e se recomp&otilde;e pelo mist&eacute;rio da gra&ccedil;a, da reconcilia&ccedil;&atilde;o e da paz h&aacute; uma nova e acrescida oportunidade para dar louvor a Deus que salva, que liberta e que redime.<\/p>\n<p>Mas, s&oacute; &agrave; luz da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo compreenderemos o valor da vida que nasce e o sentido da miss&atilde;o ao servi&ccedil;o das pessoas, das fam&iacute;lias e dos povos que se reconciliam com Deus e querem viver a alegria da P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>Jesus Cristo &eacute; a cabe&ccedil;a de uma nova Humanidade, modelo e paradigma de quanto a comunidade dos crentes tem por miss&atilde;o realizar no cora&ccedil;&atilde;o das pessoas e da Sociedade.<\/p>\n<p>A Igreja encontra em Cristo, vivo e ressuscitado, a sua origem, a sua raz&atilde;o de ser e o sentido da sua presen&ccedil;a viva e vivificante no meio do mundo.<\/p>\n<p>2. Como crist&atilde;os, somos chamados a ser sinal de Cristo ressuscitado e testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o na vida e na a&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s. Ao longo de cinquenta dias de tempo pascal &eacute; a P&aacute;scoa vivida e celebrada que sobressai e &eacute; Cristo ressuscitado que atua significativamente atrav&eacute;s da vida dos crist&atilde;os e da a&ccedil;&atilde;o pastoral de toda a Igreja.<\/p>\n<p>&Eacute; este um tempo particularmente belo e denso a dizer-nos que as comunidades paroquiais, os movimentos apost&oacute;licos e os servi&ccedil;os pastorais devem inscrever no seu &iacute;ntimo e na sua miss&atilde;o esta identidade e esta perten&ccedil;a pascal que nos impelem a sermos verdadeiros servidores da vida e felizes mensageiros da alegria da P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>O esp&iacute;rito pascal estende-se, tamb&eacute;m, a todos os homens e mulheres de boa vontade que muitas vezes, mesmo sem terem uma plena consci&ecirc;ncia crente ou uma afirmada pr&aacute;tica crist&atilde;, s&atilde;o nas suas vidas e profiss&otilde;es verdadeiros servidores da vida e generosos construtores do bem comum.<\/p>\n<p>A certeza da ressurrei&ccedil;&atilde;o significada no C&iacute;rio Pascal, sinal de Cristo, luz do mundo, ilumina de uma luz nova a vida dos disc&iacute;pulos de Jesus e traz ao mundo a alegria pascal, capaz de contagiar os que vivem connosco.<\/p>\n<p>Cristo ressuscitou, est&aacute; vivo! Somos testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o, a exemplo dos disc&iacute;pulos e das mulheres que viram primeiro o sepulcro vazio.<\/p>\n<p>Reconhecemo-Lo ao partir do p&atilde;o, como os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s. Acreditamos sem termos visto, segundo a express&atilde;o de Jesus a Tom&eacute;.<\/p>\n<p>A f&eacute; pascal dos crist&atilde;os &eacute; este encontro com Cristo ressuscitado que envia a Igreja a comunicar esta certeza de vida e este sentido de alegria pascal a todos os lugares e em todos os tempos. Esta &eacute; a festa da Igreja!<\/p>\n<p>3. Fa&ccedil;amos do tempo pascal uma viagem de f&eacute; e de miss&atilde;o em visita e em an&uacute;ncio que leve, com vigor, encanto e entusiasmo, a alegria do evangelho e o an&uacute;ncio da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus a todas as pessoas, terras e culturas deste espa&ccedil;o diocesano da Igreja do Porto.<\/p>\n<p>O an&uacute;ncio da P&aacute;scoa n&atilde;o se pode fechar nos espa&ccedil;os interiores das nossas igrejas. O tempo pascal, intenso e prolongado, &eacute; de si inspirador e mobilizador de iniciativas que podem ser uma oportunidade evangelizadora de abertura da Igreja ao mundo e de acolhimento fraterno de tantos que, a partir destes momentos e por ocasi&atilde;o das mais diversificadas celebra&ccedil;&otilde;es festivas, t&atilde;o frequentes neste tempo, se abrem a Cristo e se aproximam da Igreja. Esta &eacute; a festa da miss&atilde;o!<\/p>\n<p>4. Confio-vos, irm&atilde;os e irm&atilde;s, esta particular e urgente miss&atilde;o que consiste em anunciar a alegria da P&aacute;scoa. Recorro &agrave;s palavras do Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &#8220;A alegria do Evangelho&#8221; que nos diz que &#8220;Cristo ressuscitado e glorioso &eacute; a fonte profunda da nossa esperan&ccedil;a. A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo n&atilde;o &eacute; algo do passado.<\/p>\n<p>A ressurrei&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m uma for&ccedil;a de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado rebentos de ressurrei&ccedil;&atilde;o&#8230;Cada dia, no mundo, renasce a beleza, que ressuscita transformada, atrav&eacute;s dos dramas da hist&oacute;ria&#8230; Esta &eacute; a for&ccedil;a da ressurrei&ccedil;&atilde;o, e cada evangelizador &eacute; um instrumento deste dinamismo e mensageiro desta alegria&#8221; (EG 275-276).<\/p>\n<p>5.V&oacute;s, irm&atilde;os e irm&atilde;s, sois exemplo deste caminho pascal e protagonistas desta miss&atilde;o, que agora e aqui come&ccedil;am. Convosco quero percorrer os caminhos da nossa Diocese e desejar a todos diocesanos do Porto uma santa e feliz P&aacute;scoa!&nbsp;<\/p>\n<p>Penso, com acrescido afeto, nos que mais sofrem, feridos pelas dificuldades pr&oacute;prias de quem n&atilde;o tem alegria, esperan&ccedil;a, liberdade, trabalho, casa ou p&atilde;o. Para eles, a P&aacute;scoa s&oacute; ter&aacute; sentido se &agrave; certeza da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo juntarmos a solicitude solid&aacute;ria e o amor perene dos crist&atilde;os. &Eacute; essa a nossa miss&atilde;o e &eacute; esse o nosso dever.<\/p>\n<p>Igreja Catedral do Porto, 19 de abril de 2014<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio, bispo do Porto<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm&atilde;os e Irm&atilde;s, 1. Vivemos esta Vig&iacute;lia Pascal como a maior e a mais bela de todas as vig&iacute;lias da liturgia da Igreja. &Eacute; com j&uacute;bilo que celebramos nesta Vig&iacute;lia o an&uacute;ncio feliz e festivo da ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor nesta Igreja Catedral do Porto, em comunh&atilde;o com todas as Comunidades da nossa Diocese. 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