{"id":65566,"date":"2014-04-18T13:43:00","date_gmt":"2014-04-18T13:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/04\/18\/viseu-homilia-da-ceia-do-senhor-de-d-ilidio-leandro\/"},"modified":"2014-04-18T13:43:00","modified_gmt":"2014-04-18T13:43:00","slug":"viseu-homilia-da-ceia-do-senhor-de-d-ilidio-leandro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viseu-homilia-da-ceia-do-senhor-de-d-ilidio-leandro\/","title":{"rendered":"Viseu: Homilia da Ceia do Senhor de D. Il\u00eddio Leandro"},"content":{"rendered":"<p>Esta celebra&ccedil;&atilde;o revela-nos o fundamental da P&aacute;scoa, a s&iacute;ntese e os objectivos da presen&ccedil;a de Jesus entre n&oacute;s. A P&aacute;scoa &eacute; t&atilde;o importante e decisiva, como Festa de liberta&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o do Plano de Deus, que precisa de ser celebrada ao longo dos tempos, assumindo sempre a forma ritual, num memorial que a realiza e que congrega os fi&eacute;is, disc&iacute;pulos e seguidores de Jesus Cristo. &Eacute; celebra&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao sentido comum de um povo livre, ao ponto de se celebrar como memorial e concretiza&ccedil;&atilde;o sacramental de algo que se perpetua no tempo e no espa&ccedil;o &ndash; sempre como liberta&ccedil;&atilde;o a acontecer.<\/p>\n<p>Olhando as leituras de hoje, lemos, nas 2 primeiras, as 2 P&aacute;scoas &ndash; a do Antigo e a do Novo Testamento. No Evangelho, &eacute; narrado um facto que, sem o enquadramento de Jo&atilde;o e sem um entendimento na rela&ccedil;&atilde;o com a Eucaristia e com a comunh&atilde;o, ficaria sem relev&acirc;ncia. Jesus quis tornar o lava-p&eacute;s dos Seus disc&iacute;pulos, enquanto gesto e s&iacute;mbolo, momento e gesto essenciais para o entendimento da Eucaristia e do Sacerd&oacute;cio. Com o lava-p&eacute;s, 2 ensinamentos profundos brotam da atitude de Jesus: a Eucaristia &eacute; for&ccedil;a e sinal de comunh&atilde;o e deve expressar a rela&ccedil;&atilde;o fraternal que temos uns com os outros. Por outro lado, n&atilde;o h&aacute; maior nem menor no Reino de Deus. A autoridade concretiza-se no servi&ccedil;o aos mais pequenos e aos mais necessitados; vive-se e exerce-se no amor. N&oacute;s, sacerdotes, somos chamados a faz&ecirc;-lo. Jesus &eacute; Mestre. O Papa ajuda-nos e d&aacute; o exemplo.<\/p>\n<p>Na P&aacute;scoa deste ano, Jesus continua a perguntar-nos, como naquele dia perguntou aos disc&iacute;pulos: &ldquo;compreendeis o que vos fiz&rdquo;? N&atilde;o sei se compreendemos, como, naquela hora, os disc&iacute;pulos n&atilde;o compreenderam&hellip; Ele continua a lavar-nos os p&eacute;s, quando nos d&aacute; o perd&atilde;o, quando nos d&aacute; a Eucaristia, quando nos anuncia a Palavra&#8230; Ele &eacute; Mestre, Senhor e Deus e lava-nos os p&eacute;s, estando connosco e ao nosso servi&ccedil;o. E pede-nos: &ldquo;dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, v&oacute;s fa&ccedil;ais tamb&eacute;m&rdquo;. Est&aacute; aqui o perfeito modelo, a &eacute;tica e a refer&ecirc;ncia m&aacute;xima para o comportamento crist&atilde;o&hellip; Fazer como Jesus, na identidade crist&atilde;, na voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal, na miss&atilde;o de an&uacute;ncio do Reino de Deus, &eacute; lavar os p&eacute;s uns aos outros, em atitudes de amor, de verdade, de miseric&oacute;rdia, de justi&ccedil;a, de perd&atilde;o, de bondade&#8230; Tamb&eacute;m de correc&ccedil;&atilde;o fraterna.<\/p>\n<p>A Eucaristia &eacute; a li&ccedil;&atilde;o para aprendermos o exemplo e comportamento de Jesus. Jo&atilde;o, em vez de nos descrever a institui&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, como fazem os outros evangelistas, descreve-nos o gesto do lava-p&eacute;s. Marcou-o tanto que, para Jo&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; Eucaristia sem lava-p&eacute;s; n&atilde;o h&aacute; encontro com Jesus sem encontro com os irm&atilde;os; n&atilde;o h&aacute; comunh&atilde;o nem uni&atilde;o com Jesus sem comungarmos os irm&atilde;os e vivermos a uni&atilde;o com os outros&hellip; Jo&atilde;o deixou esta catequese bem clara no Evangelho que nos escreveu&hellip;<\/p>\n<p>Por isso, em S. Jo&atilde;o, n&atilde;o estranhamos por aparecer em t&atilde;o estreita unidade a Eucaristia e o lava-p&eacute;s, ainda que leve Pedro a reagir. S&atilde;o 2 gestos que transmitem humildade, amor e servi&ccedil;o&hellip; Humildade, amor, servi&ccedil;o &ndash; as atitudes que mais falta fazem e, sem elas, n&atilde;o se pode anunciar o Reino de Deus.<\/p>\n<p>Humildade, amor, servi&ccedil;o &ndash; atitudes essenciais para podermos ter, neste dia, a institui&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, do Sacerd&oacute;cio e a proclama&ccedil;&atilde;o solene do Mandamento Novo. Eucaristia: centro e fonte de vida crist&atilde; (o m&aacute;ximo de humildade, no amor e no servi&ccedil;o da parte de Jesus); Sacerd&oacute;cio: o padre, seguidor e em uni&atilde;o com o Sumo e eterno Sacerdote, &eacute; chamado a viver a voca&ccedil;&atilde;o e a miss&atilde;o na humildade, no amor e no servi&ccedil;o, perpetuando a presen&ccedil;a de Cristo no memorial; Mandamento Novo: sem amor, nem a Eucaristia se deve celebrar e o Sacerd&oacute;cio perderia o sentido.<\/p>\n<p>O Sacerdote faz actual e torna presente a Eucaristia, feita sacramento de Cristo e oferta perene e eterna para salva&ccedil;&atilde;o de todos. Sempre que se celebra, n&atilde;o se faz um novo sacrif&iacute;cio de Cristo, bem como, quando as inten&ccedil;&otilde;es dos fi&eacute;is s&atilde;o m&uacute;ltiplas, o sacerdote n&atilde;o multiplica o sacrif&iacute;cio de Cristo. Este &eacute; um e &uacute;nico, celebrado e tornado presente pelo Papa, pelo Bispo, por cada Sacerdote. Sempre em favor dos homens e da implementa&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus no Mundo.<\/p>\n<p>5&ordf;- Santa: Abertura e leitura do Testamento de Cristo. D&aacute;-nos estas 3 prendas &ndash; heran&ccedil;as de valor infinito: Eucaristia, Sacerd&oacute;cio, Mandamento do Amor. As 3 fazem e identificam a Igreja, juntamente com a Sua Palavra que explica e realiza as 3. As 3 tornam-se presentes na continuidade da adora&ccedil;&atilde;o e na ora&ccedil;&atilde;o que somos convidados a fazer, sempre que visitamos o sacr&aacute;rio&hellip; O maior servi&ccedil;o do padre &eacute; ser celebrante dos sacramentos que tornam Jesus presente na vida das pessoas e para a vida do mundo.<\/p>\n<p>A n&oacute;s, sacerdotes, religiosos e leigos coloca-se um desafio: fazer o que Paulo diz na 2&ordf; leitura &ndash; transmitir fielmente o que recebemos. Est&aacute; nisto a fidelidade &agrave; Boa Nova e aos seus valores. Est&aacute; nisto a fidelidade &agrave;s s&atilde;s tradi&ccedil;&otilde;es e &agrave; transmiss&atilde;o fiel e viva a todos os nossos irm&atilde;os que, em Assembleia eclesial, as celebram, as vivem e as testemunham.<\/p>\n<p>Maria, Senhora do Altar-Mor, Senhora da Palavra e M&atilde;e de Jesus Eucaristia! Agradece, connosco e por n&oacute;s, a grandeza do amor de Jesus Cristo, nosso Divino Salvador. Jesus, d&aacute;-nos um cora&ccedil;&atilde;o que escute, veja e ame, para que, escutando a Palavra e celebrando a Eucaristia, n&oacute;s amemos e ponhamos em pr&aacute;tica o Teu Mandamento &ndash; o Mandamento do amor. Aprendendo contigo e seguindo-te, como o nosso Mestre e Senhor, nos tornaremos Teus disc&iacute;pulos\/mission&aacute;rios no an&uacute;ncio do Reino. Reino que &Eacute;s Tu, com o Pai, na unidade do Esp&iacute;rito Santo. AMEN.<\/p>\n<p><em>D. Il&iacute;dio Leandro, Bispo de Viseu<\/em><\/p>\n<p><em>S&eacute;, 17 abril de 2014<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta celebra&ccedil;&atilde;o revela-nos o fundamental da P&aacute;scoa, a s&iacute;ntese e os objectivos da presen&ccedil;a de Jesus entre n&oacute;s. 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