{"id":65472,"date":"2014-04-11T15:55:28","date_gmt":"2014-04-11T15:55:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/04\/11\/25-de-abril-despertar-de-consciencias-em-favor-da-liberdade\/"},"modified":"2014-04-11T15:55:28","modified_gmt":"2014-04-11T15:55:28","slug":"25-de-abril-despertar-de-consciencias-em-favor-da-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/25-de-abril-despertar-de-consciencias-em-favor-da-liberdade\/","title":{"rendered":"25 de Abril: Despertar de consci\u00eancias em favor da liberdade"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 11 abr 2014 (Ecclesia) &ndash; Maria Concei&ccedil;&atilde;o Moita foi libertada a 26 de abril de 1974, ap&oacute;s seis meses de pris&atilde;o em Caxias, por participar em a&ccedil;&otilde;es contra o regime, e partilhou com a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA as mem&oacute;rias da revolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Desde a manh&atilde; daquele dia, as palavras &ldquo;derrubado&rdquo; e &ldquo;coragem&rdquo; continuam a ecoar na cabe&ccedil;a da professora, que juntamente com o seu irm&atilde;o Lu&iacute;s Moita integrava um grupo de ativistas crist&atilde;os e que viu finalmente o fim do seu cativeiro e o nascimento de uma nova era para o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi uma liberta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica. Era a minha liberta&ccedil;&atilde;o pessoal depois de uma situa&ccedil;&atilde;o de cativeiro; a liberta&ccedil;&atilde;o do meu pa&iacute;s, que tanto desejava; o fim da ditadura e a conquista da palavra &ldquo;liberdade&rdquo; que faltava; e depois a liberta&ccedil;&atilde;o dos povos das col&oacute;nias, uma luta onde estava particularmente implicada&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>Muitos crist&atilde;os n&atilde;o compreendiam como &eacute; que os &ldquo;frutos maravilhosos&rdquo; que tinham surgido &ldquo;do Conc&iacute;lio Vaticano II&rdquo; (1962-1965) n&atilde;o tinham ainda chegado a Portugal &ldquo;de uma maneira manifesta&rdquo;.<\/p>\n<p>Enquanto as enc&iacute;clicas do Papa Jo&atilde;o XXIII e do seu sucessor Paulo VI &ldquo;apontavam para a grande import&acirc;ncia do desenvolvimento humano, da democracia e da viv&ecirc;ncia em liberdade&rdquo;, em Portugal os cidad&atilde;os viam as suas liberdades &ldquo;coartadas&rdquo;.<\/p>\n<p>Um grupo cada vez maior de crist&atilde;os&rdquo; foi &ldquo;tomando consci&ecirc;ncia destas realidades e ligando-se entre si&rdquo;, num movimento que foi ganhando cada vez mais participantes, &ldquo;de v&aacute;rios quadrantes e com v&aacute;rias sensibilidades pol&iacute;ticas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Houve pessoas e marcos de refer&ecirc;ncia. Mas a tomada de consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o em que se vivia aconteceu em grupo. A&iacute; debat&iacute;amos e combin&aacute;vamos como ajudar outros crist&atilde;os a tomar consci&ecirc;ncia destas realidades, concert&aacute;vamos estrat&eacute;gias para a&ccedil;&otilde;es concretas&rdquo;, salienta Maria Concei&ccedil;&atilde;o Moita.<\/p>\n<p>Um dos acontecimentos mais marcantes na participa&ccedil;&atilde;o da docente no processo de luta pela liberdade foi a vig&iacute;lia na Capela do Rato, em Lisboa, entre 30 de dezembro de 1972 e 01 de janeiro de 1973.<\/p>\n<p>Na missa vespertina do primeiro dia, que estava a ser celebrada pelo padre Jo&atilde;o Seabra Dinis, ela dirigiu-se aos microfones para desafiar os presentes a &ldquo;dois dias de jejum completo, em solidariedade com as v&iacute;timas da guerra, como protesto contra a situa&ccedil;&atilde;o de guerra que se vivia em Portugal e contra a aus&ecirc;ncia de tomadas de posi&ccedil;&atilde;o da hierarquia cat&oacute;lica condenando a situa&ccedil;&atilde;o da guerra&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Os acontecimentos da Capela do Rato tiveram muito impacto. Foram uma pedrada no charco muito grande, sobretudo pela possibilidade de discuss&atilde;o e debate que aconteceram durante todo o tempo, pela ora&ccedil;&atilde;o e pela enorme participa&ccedil;&atilde;o que teve&rdquo;, salienta a professora, destacando uma mobiliza&ccedil;&atilde;o que &ldquo;n&atilde;o acabou no 25 de abril&rdquo;.<\/p>\n<p>Os 40 anos do 25 de Abril e rela&ccedil;&atilde;o dos cat&oacute;licos com a revolu&ccedil;&atilde;o de 1974 est&atilde;o em destaque na mais recente edi&ccedil;&atilde;o do Seman&aacute;rio ECCLESIA.<\/p>\n<p><em>PR\/JCP\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 11 abr 2014 (Ecclesia) &ndash; Maria Concei&ccedil;&atilde;o Moita foi libertada a 26 de abril de 1974, ap&oacute;s seis meses de pris&atilde;o em Caxias, por participar em a&ccedil;&otilde;es contra o regime, e partilhou com a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA as mem&oacute;rias da revolu&ccedil;&atilde;o. 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