{"id":65354,"date":"2014-04-04T10:44:25","date_gmt":"2014-04-04T10:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/04\/04\/novo-bispo-do-porto-2\/"},"modified":"2014-04-04T10:44:25","modified_gmt":"2014-04-04T10:44:25","slug":"novo-bispo-do-porto-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novo-bispo-do-porto-2\/","title":{"rendered":"Novo bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA sobre esta miss\u00e3o, para a qual diz partir com o objetivo de estar junto de toda a popula\u00e7\u00e3o, de uma maneira \u00absimples, pr\u00f3xima e fraterna\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; A serenidade e a tranquilidade s&atilde;o duas caracter&iacute;sticas de D. Ant&oacute;nio Francisco Santos. Este per&iacute;odo entre a nomea&ccedil;&atilde;o (21 de fevereiro) e a tomada de posse na Diocese do Porto (dia 06 de abril) mexeu consigo?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco Santos (AFS) &ndash;<\/em> Costumo ser uma pessoa serena e tranquila. Mas ao ser confrontado com a decis&atilde;o do Santo Padre senti-me surpreendido. S&oacute; &agrave; luz da f&eacute; pude entender esta decis&atilde;o e &eacute;, tamb&eacute;m, &agrave; luz da f&eacute; que assumi esta minha decis&atilde;o de obedecer, acolher e ir com alegria e entusiasmo servir a Diocese do Porto. Sempre procurei faz&ecirc;-lo em todo o itiner&aacute;rio da minha vida de sacerdote e de bispo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; natural de Lamego, j&aacute; esteve em Braga e depois Aveiro. Agora vai para a diocese vizinha, Porto. Nota-se que deixa sempre o seu cunho pessoal e serenidade por onde passa. <\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> Creio que isso &eacute;, simultaneamente, um dom de Deus recebido e acolhido. Recebido por mim e acolhido tamb&eacute;m nas pessoas que encontro. Este meu peregrinar, este meu jeito itinerante de ser, que manifesta a minha disponibilidade interior. Esse &eacute; o &uacute;nico m&eacute;rito que tenho porque quem me conduz s&atilde;o as m&atilde;os do Senhor. Tenho-me sentido muito feliz em todos os lugares onde trabalhei e servi. Quer na minha diocese de origem (Lamego), depois na diocese de Braga, como bispo auxiliar, e agora, neste encanto e nesta viv&ecirc;ncia t&atilde;o bela na diocese de Aveiro. Devo muito, muito, a todas as pessoas e &agrave; comunidade que encontrei e procuro servir.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; Na mensagem &agrave; Diocese do Porto e citando o profeta Jeremias refere &ldquo;Ir&aacute;s aonde Eu te enviar&rdquo; (Jer 1,7). Essa &eacute; a express&atilde;o que simboliza a sua partida para a diocese do Douro?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> Essa express&atilde;o veio ao meu esp&iacute;rito e senti pulsar no meu cora&ccedil;&atilde;o quando me foi anunciada e comunicada a decis&atilde;o e escolha do Santo Padre. Sempre procurei ir para todos os lugares para onde Deus me enviou. &Eacute; com esse esp&iacute;rito, &acirc;nimo, alegria e coragem que vou. Queria que fosse a coragem dos profetas. &Eacute; a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e a bondade de Deus que me anima a prosseguir neste caminho.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &ndash; O Porto est&aacute; a poucos quil&oacute;metros de Aveiro. No entanto, sente-se &ndash; pela forma como se refere &agrave; Diocese de Aveiro &ndash; que as &aacute;guas da ria j&aacute; entraram no seu sangue. <\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash; <\/em>Sem d&uacute;vida. Senti sempre que aqui era a minha terra. Mas sinto tamb&eacute;m que da janela da minha aldeia natal v&ecirc;-se o Porto. Essa grande e encantadora diocese que &eacute; o Porto, com tantas pessoas de bem e de valor, com um itiner&aacute;rio e percurso hist&oacute;rico maravilhoso. Depois da confirma&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco e da minha decis&atilde;o tenho colocado no cora&ccedil;&atilde;o de Deus e no meu cora&ccedil;&atilde;o, esta ora&ccedil;&atilde;o pela diocese do Porto. Procurarei ser ap&oacute;stolo das bem-aventuran&ccedil;as e testemunho da bondade de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Acredita que deixou cora&ccedil;&otilde;es destro&ccedil;ados na Diocese de Aveiro?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> A dureza da separa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o a posso ignorar nem a posso contornar. Sinto que fui sempre muito bem acolhido e muito acarinhado e que encontrei generosos colaboradores. Sofro com a tristeza desta separa&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, por ver que eles sofrem, mas sinto tamb&eacute;m que &eacute; &agrave; luz da f&eacute; que eles aceitam a decis&atilde;o do Santo Padre e a minha disponibilidade para ir ao encontro desta nova miss&atilde;o. Acredito que o Senhor lhes vai proporcionar um servidor generoso, como eles merecem.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; Para al&eacute;m da sua sabedoria e disponibilidade, o que leva para o Porto?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> Levo a minha entrega e alegria de anunciar o Evangelho. Levo tamb&eacute;m a minha certeza da proximidade com todos. Levo a minha disponibilidade para que todos encontrem em mim um pastor e um irm&atilde;o. Vou para estar com eles sempre e em todas as situa&ccedil;&otilde;es. Quero ser o porta-voz do amor de Deus e esse rosto de um Deus que ama cada um em cada situa&ccedil;&atilde;o e em cada circunst&acirc;ncia. Vou tamb&eacute;m para semear esperan&ccedil;a no futuro da hist&oacute;ria daquela Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O pontificado do Papa Francisco tem deixado marcas inapag&aacute;veis. &Eacute; um seguidor deste modelo de proximidade do papa argentino?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> Sou e muito. Tive a gra&ccedil;a de estar com o Papa Francisco, em Roma, no passado m&ecirc;s de setembro (no congresso internacional da catequese). Falei-lhe da diocese de Aveiro e o dom que ele &eacute; para a Igreja universal. Quero aprender sempre com ele, nos seus exemplos e suas atitudes prof&eacute;ticas. Os seus gestos fazem escola. Com ele quero aprender a ser o pastor que a Igreja do Porto merece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Caminha r&aacute;pido com os mais r&aacute;pidos e mais lento com os vagarosos. A sua pastoral tem duas velocidades?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &ndash;<\/em> Essa &eacute; uma generosa maneira de compreender a minha forma de estar e ser bispo. No entanto, n&atilde;o esque&ccedil;o que na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica, o Papa Francisco nos diz: &ldquo;o bispo &eacute; aquele que deve guiar o povo&rdquo;. Deve ir &agrave; frente, mas em alguns momentos deve saber ir no meio e noutras ocasi&otilde;es deve saber ir atr&aacute;s para acolher e acompanhar os que t&ecirc;m ritmo mais lento. N&atilde;o h&aacute; caminho a duas velocidades, mas tem de haver a perspic&aacute;cia e lucidez do bispo para saber estar com todos. O rebanho conhece-se pelo olfato. Isso &eacute; uma forma de viver a caridade pastoral.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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