{"id":65253,"date":"2014-03-28T12:17:04","date_gmt":"2014-03-28T12:17:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/03\/28\/ii-concilio-do-vaticano-segui-lo-sofregamente-e-as-vezes-as-escondidas\/"},"modified":"2014-03-28T12:17:04","modified_gmt":"2014-03-28T12:17:04","slug":"ii-concilio-do-vaticano-segui-lo-sofregamente-e-as-vezes-as-escondidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-segui-lo-sofregamente-e-as-vezes-as-escondidas\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: Segui-lo \u00absofregamente\u00bb e, \u00e0s vezes, \u00e0s escondidas"},"content":{"rendered":"<p>Recuar 50 anos deve ser uma experi\u00eancia herc\u00falea e laboriosa. Quando o Papa Jo\u00e3o XXIII convocou o II Conc\u00edlio do Vaticano, a sociedade tinha os olhos centrados em par\u00e2metros diferentes daqueles que hoje o mundo vive. O c\u00f3nego Ant\u00f3nio Rego revela que a sua vida \u201cde crist\u00e3o e padre n\u00e3o se entende sem o conc\u00edlio\u201d. Para o ex-director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja, a assembleia magna (1962-1965) realizada no Vaticano foi \u201cum ponto de chegada de v\u00e1rios s\u00e9culos de reflex\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o, numa igreja sens\u00edvel aos sinais dos tempos, na converg\u00eancia e distanciamento dos sinais do Esp\u00edrito\u201d. <!--more--> <\/p>\n<p>Recuar 50 anos deve ser uma experi&ecirc;ncia herc&uacute;lea e laboriosa. Quando o Papa Jo&atilde;o XXIII convocou o II Conc&iacute;lio do Vaticano, a sociedade tinha os olhos centrados em par&acirc;metros diferentes daqueles que hoje o mundo vive. O c&oacute;nego Ant&oacute;nio Rego revela que a sua vida &ldquo;de crist&atilde;o e padre n&atilde;o se entende sem o conc&iacute;lio&rdquo;. Para o ex-director do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais da Igreja, a assembleia magna (1962-1965) realizada no Vaticano foi &ldquo;um ponto de chegada de v&aacute;rios s&eacute;culos de reflex&atilde;o, ora&ccedil;&atilde;o, numa igreja sens&iacute;vel aos sinais dos tempos, na converg&ecirc;ncia e distanciamento dos sinais do Esp&iacute;rito&rdquo; (IN: Vaticano II &ndash; 50 anos, 50 olhares, Lisboa; Editora Paulus).<\/p>\n<p>Segundo o sacerdote natural dos A&ccedil;ores, a efic&aacute;cia do II Conc&iacute;lio do Vaticano &ldquo;n&atilde;o se mede, cinquenta anos depois, nem pela quantidade de documentos nem pela execu&ccedil;&atilde;o milim&eacute;trica de regras, como se se tratasse de um novo c&oacute;digo&rdquo;. Quando se iniciou o conc&iacute;lio, o c&oacute;nego Ant&oacute;nio Rego, jornalista com d&eacute;cadas de experi&ecirc;ncia, estava a come&ccedil;ar os estudos de Teologia. No livro citado confessa que o seguiu &ldquo;sofregamente&rdquo;, &ldquo;&agrave;s vezes &agrave;s escondidas e atrav&eacute;s de revistas &laquo;perigosas&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Durante as sess&otilde;es conciliares, o padre Ant&oacute;nio Cartageno &ndash; um dos maiores compositores portugueses de m&uacute;sica sacra e formado em canto gregoriano e em composi&ccedil;&atilde;o sacra em Roma (It&aacute;lia) &ndash; estava nos primeiros anos de estudo no Semin&aacute;rio de Beja. Foi sobretudo a partir de 1965, j&aacute; no Semin&aacute;rio dos Olivais (Lisboa), na fase de aplica&ccedil;&atilde;o das primeiras &laquo;novidades&raquo; conciliares que come&ccedil;ou &ldquo;a viver com entusiasmo o p&oacute;s-conc&iacute;lio&rdquo;.<\/p>\n<p>Na obra &laquo;Vaticano II &ndash; 50 anos, 50 olhares&raquo;, o sacerdote da diocese alentejana recorda que lia &ldquo;avidamente os v&aacute;rios documentos produzidos por essa magna reuni&atilde;o da Igreja, que come&ccedil;aram a integrar os conte&uacute;dos das disciplinas do curso teol&oacute;gico: a constitui&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica sobre a Igreja, as Constitui&ccedil;&otilde;es sobre a Sagrada Liturgia e sobre a Igreja no mundo contempor&acirc;neo&rdquo;. Naturalmente, o que mais chamou a aten&ccedil;&atilde;o de todos os formandos &ldquo;foi a introdu&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua vern&aacute;cula na liturgia&rdquo;. Ao in&iacute;cio timidamente &ndash; s&oacute; as leituras em portugu&ecirc;s e o resto em latim &ndash; mas, depois de pouco tempo &ldquo;foi como uma enorme comporta que se abriu e ningu&eacute;m mais conseguiu fechar&rdquo;, escreveu. E acrescenta: &ldquo;Quantas consequ&ecirc;ncias trouxeram este facto &agrave; vida lit&uacute;rgica da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>Por sua vez, o sacerdote Dehoniano, Jo&atilde;o Chaves, recorda que tinha 20 anos na altura da abertura do conc&iacute;lio convocado pelo Papa Jo&atilde;o XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI. De 1966 a 1973 esteve a estudar na Universidade Gregoriana em Roma (It&aacute;lia) e vivia na c&uacute;ria geral dos sacerdotes Dehonianos, &ldquo;um outro observat&oacute;rio privilegiado da implementa&ccedil;&atilde;o das novas orienta&ccedil;&otilde;es conciliares, nomeadamente em campo de vida consagrada&rdquo;. Os Dehonianos de Bolonha (It&aacute;lia), na sua revista &laquo;Il Regno&raquo;, publicavam &ldquo;sem filtros, e com certa coragem por alguns contestada, actualidades em mat&eacute;ria de implementa&ccedil;&atilde;o conciliar&rdquo; que permitia aos estudantes de Teologia e Hist&oacute;ria, &ldquo;conhecer pormenores e abrir horizontes&rdquo; nestas mat&eacute;rias.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recuar 50 anos deve ser uma experi\u00eancia herc\u00falea e laboriosa. Quando o Papa Jo\u00e3o XXIII convocou o II Conc\u00edlio do Vaticano, a sociedade tinha os olhos centrados em par\u00e2metros diferentes daqueles que hoje o mundo vive. O c\u00f3nego Ant\u00f3nio Rego revela que a sua vida \u201cde crist\u00e3o e padre n\u00e3o se entende sem o conc\u00edlio\u201d. 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