{"id":65229,"date":"2014-03-27T10:41:18","date_gmt":"2014-03-27T10:41:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/03\/27\/as-eleicoes-de-2014-para-o-parlamento-europeu\/"},"modified":"2014-03-27T10:41:18","modified_gmt":"2014-03-27T10:41:18","slug":"as-eleicoes-de-2014-para-o-parlamento-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-eleicoes-de-2014-para-o-parlamento-europeu\/","title":{"rendered":"As elei\u00e7\u00f5es de 2014 para o Parlamento Europeu"},"content":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o dos Bispos da COMECE <!--more--> <\/p>\n<p>As elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu ter&atilde;o lugar de 22 a 25 de maio de 2014. O resultado configurar&aacute; esta institui&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia para os pr&oacute;ximos cinco anos e ter&aacute; grandes implica&ccedil;&otilde;es para aqueles que v&atilde;o conduzir a Uni&atilde;o ao longo dos pr&oacute;ximos anos.<\/p>\n<p>&Eacute; essencial que os cidad&atilde;os da UE participem do processo democr&aacute;tico por meio do seu voto no dia das elei&ccedil;&otilde;es. Quanto mais forte a participa&ccedil;&atilde;o eleitoral, mais forte sair&aacute; o novo Parlamento.<\/p>\n<p>A aproxima&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es oferece ao conjunto da sociedade europeia a oportunidade de debater as quest&otilde;es socioecon&oacute;micas centrais que ir&atilde;o moldar a Uni&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos. Sentimos que &eacute; nosso dever, como Bispos da COMECE, oferecer orienta&ccedil;&atilde;o ao eleitor da UE na forma&ccedil;&atilde;o da sua consci&ecirc;ncia, e queremos faz&ecirc;&#8208;lo destacando quest&otilde;es de relevo e avaliando-&shy;&#8208;as sob o prisma da doutrina social da Igreja.<\/p>\n<p>Ainda que falemos, em primeira lugar, aos cidad&atilde;os da UE que s&atilde;o cat&oacute;licos, esperamos que o nosso ju&iacute;zo possa ser igualmente escutado por todos os homens e mulheres de boa vontade empenhados no &ecirc;xito do projeto europeu. Esperamos que a nossa voz seja ainda ouvida por aqueles que se candidatam nas presentes elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu.<\/p>\n<p>Come&ccedil;amos por chamar a aten&ccedil;&atilde;o para as seguintes considera&ccedil;&otilde;es gerais:<\/p>\n<p>1. Votar &eacute; ao mesmo tempo direito e dever de cada cidad&atilde;o da UE. Milh&otilde;es de jovens cidad&atilde;os v&atilde;o votar pela primeira vez: estudantes, no mercado de trabalho ou, muitos, infelizmente, desempregados. Instamos os nossos jovens a fazer ouvir a sua voz participando no debate pol&iacute;tico e, sobretudo, votando.<\/p>\n<p>2. &Eacute; importante que aqueles que aspiram a ser eleitos pela primeira vez ou que buscam a reelei&ccedil;&atilde;o para o Parlamento Europeu estejam cientes dos danos colaterais da crise econ&oacute;mica e banc&aacute;ria iniciada em 2008. O Papa Francisco chamou publicamente a aten&ccedil;&atilde;o para a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o dos pobres e vulner&aacute;veis, jovens e pessoas com defici&ecirc;ncia, n&atilde;o esquecendo aqueles recentemente empurrados para a pobreza pela crise. O n&uacute;mero dos &#8220;novos pobres&#8221; cresce a um ritmo alarmante.<\/p>\n<p>3. A mensagem crist&atilde; &eacute; de esperan&ccedil;a. &Eacute; nossa convic&ccedil;&atilde;o de que o projeto europeu inspira-&shy;&#8208;se por numa vis&atilde;o nobre da humanidade. Os cidad&atilde;os, comunidades e at&eacute; mesmo os Estados-&shy;&#8208;na&ccedil;&atilde;o devem ser capazes de p&ocirc;r de lado o interesse particular em busca do bem comum. Era de esperan&ccedil;a a exorta&ccedil;&atilde;o Ecclesia in Europa do Papa Jo&atilde;o Paulo II, de 2003, e &eacute; com uma confian&ccedil;a firme num futuro melhor que a Igreja aborda o desafio europeu.<\/p>\n<p>4. A temperan&ccedil;a &eacute; uma das virtudes naturais no centro da espiritualidade crist&atilde;. Uma cultura de modera&ccedil;&atilde;o deve inspirar a economia social de mercado e a pol&iacute;tica ambiental. Temos de aprender a viver com menos e procurar que as pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza real participem de uma forma mais equitativa na distribui&ccedil;&atilde;o dos bens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existem &aacute;reas espec&iacute;ficas de pol&iacute;tica da UE para as quais chamamos igualmente a aten&ccedil;&atilde;o dos nossos concidad&atilde;os:<\/p>\n<p>1. &Eacute; importante que o movimento em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; unidade na UE n&atilde;o sacrifique o princ&iacute;pio da subsidiariedade, um pilar b&aacute;sico da fam&iacute;lia &uacute;nica de Estados-&shy;&#8208;na&ccedil;&atilde;o que constitui a UE, nem comprometa as tradi&ccedil;&otilde;es duradouras existentes nos Estados-&shy;&#8208;Membros.<\/p>\n<p>2. Outro pilar da Uni&atilde;o, e tamb&eacute;m um princ&iacute;pio fundamental da doutrina social da Igreja, &eacute; a solidariedade. Esta deve presidir &agrave; pol&iacute;tica, na UE, a todos os n&iacute;veis, entre na&ccedil;&otilde;es, regi&otilde;es e grupos populacionais. Precisamos construir um mundo diferente, baseado na solidariedade.<\/p>\n<p>3. &Eacute; essencial lembrar que a sustentar todas as &aacute;reas da pol&iacute;tica socioecon&oacute;mica encontra-&shy;&#8208;se uma vis&atilde;o do homem enraizada no profundo respeito pela sua dignidade. A vida humana deve ser protegida desde o momento da conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte natural. A fam&iacute;lia, c&eacute;lula-&shy;&#8208;base da sociedade, tamb&eacute;m deve gozar tamb&eacute;m da prote&ccedil;&atilde;o de que necessita.<\/p>\n<p>4. A Europa &eacute; um continente em movimento e a migra&ccedil;&atilde;o -&shy;&#8208; interna e de fora &ndash; tem impacto na vida dos indiv&iacute;duos e da sociedade. A UE tem uma fronteira externa comum. A responsabilidade da rece&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes e requerentes de asilo precisa ser compartilhada proporcionalmente pelos Estados-Membros. &Eacute; de vital import&acirc;ncia que o tratamento de migrantes nos pontos de entrada seja humano, que os seus direitos humanos sejam escrupulosamente respeitados e que, posteriormente, todos os esfor&ccedil;os sejam envidados, inclusivamente pelas Igrejas, para garantir uma boa integra&ccedil;&atilde;o nas sociedades de acolhimento no seio da UE. 5. Somos guardi&atilde;es da cria&ccedil;&atilde;o e devemos aprofundar a nossa determina&ccedil;&atilde;o de respeitar e atingir as metas de emiss&atilde;o de CO2, promover o entendimento internacional sobre as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, comprometermo-nos com uma abordagem mais ecol&oacute;gica e insistirmos em que a sustentabilidade &eacute; um elemento fundamental de qualquer pol&iacute;tica de crescimento ou desenvolvimento.<\/p>\n<p>6. A liberdade religiosa &eacute; uma caracter&iacute;stica fundamental de uma sociedade tolerante e aberta. Esta liberdade inclui o direito de manifestar as suas cren&ccedil;as em p&uacute;blico. Congratulamo&#8208;nos com as orienta&ccedil;&otilde;es da UE sobre a promo&ccedil;&atilde;o e defesa da liberdade de religi&atilde;o e cren&ccedil;a e esperamos que o novo Parlamento Europeu intensifique o seu trabalho nesta importante mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>7. Apoiamos todas as medidas para proteger o dia comum de descanso semanal, que &eacute; o domingo.<\/p>\n<p>8. Ao longo dos pr&oacute;ximos cinco anos as altera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas ter&atilde;o um impacto profundo na vida da UE. Apelamos, em nome dos nossos cidad&atilde;os mais idosos, para o n&iacute;vel e qualidade dos cuidados a que t&ecirc;m direito, sem deixar de apelar igualmente para pol&iacute;ticas que criem novas oportunidades para os jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Uni&atilde;o Europeia encontra-se num ponto decisivo. A crise econ&oacute;mica, desencadeada pelo colapso do sistema banc&aacute;rio de 2008, veio tornar mais tensas as rela&ccedil;&otilde;es entre os Estados-Membros, constituiu um desafio ao princ&iacute;pio fundamental da solidariedade entre as partes da Uni&atilde;o e deixou na sua esteira a pobreza crescente de um grande n&uacute;mero de cidad&atilde;os e a frustra&ccedil;&atilde;o das perspetivas de futuro de muitos dos nossos jovens. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; dram&aacute;tica, para muitos at&eacute; mesmo tr&aacute;gica. N&oacute;s, Bispos Cat&oacute;licos, apelamos a que o projeto europeu n&atilde;o seja posto em risco ou abandonado na presente situa&ccedil;&atilde;o de dificuldades. &Eacute; essencial que todos n&oacute;s &ndash; pol&iacute;ticos, candidatos, todos os interessados &ndash; contribuamos de forma construtiva para moldar o futuro da Europa.<\/p>\n<p>Temos demasiado a perder se o projeto europeu descarrilar. &Eacute; essencial que todos n&oacute;s cidad&atilde;os europeus compare&ccedil;amos &agrave;s urnas de 22 a 25 de maio. N&oacute;s, Bispos, instamos a que se vote seguindo os ditames de uma consci&ecirc;ncia informada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o dos Bispos da COMECE<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[189,191,199,203,274,314],"class_list":["post-65229","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-direitos-humanos","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-papa-francisco","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65229\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}