{"id":65174,"date":"2014-03-24T11:27:41","date_gmt":"2014-03-24T11:27:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/03\/24\/igreja-saude-promover-a-humanizacao-no-cuidar-dos-doentes\/"},"modified":"2014-03-24T11:27:41","modified_gmt":"2014-03-24T11:27:41","slug":"igreja-saude-promover-a-humanizacao-no-cuidar-dos-doentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-saude-promover-a-humanizacao-no-cuidar-dos-doentes\/","title":{"rendered":"Igreja\/Sa\u00fade: Promover a humaniza\u00e7\u00e3o no cuidar dos doentes"},"content":{"rendered":"<p>Coordena\u00e7\u00e3o das Capelanias dos Hospitais de Coimbra reuniu profissionais e especialistas para debate sobre a import\u00e2ncia de \u00abComunicar com Rosto\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Coimbra, 24 mar 2014 (Ecclesia) &ndash; A Coordena&ccedil;&atilde;o das Capelanias dos Hospitais da Diocese de Coimbra quer reunir esfor&ccedil;os de profissionais e especialistas para que se entenda &ldquo;a humaniza&ccedil;&atilde;o como uma mais-valia&rdquo; no cuidar dos doentes.<\/p>\n<p>&ldquo;O hospital &eacute; o local das grandes not&iacute;cias, boas e tamb&eacute;m m&aacute;s e &eacute; necess&aacute;rio saber dar boas e m&aacute;s not&iacute;cias, &eacute; necess&aacute;rio saber comunicar n&atilde;o o fazendo apenas tecnicamente, ou seja n&atilde;o &eacute; apenas o t&eacute;cnico que comunica com a pessoa tem de ser a pessoa do t&eacute;cnico que comunica com a pessoa que est&aacute; doente&rdquo;, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA o padre Jos&eacute; Ant&oacute;nio Pais, capel&atilde;o dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e coordenador dos capel&atilde;es dos Hospitais da Diocese de Coimbra.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel falava durante um simp&oacute;sio sobre o tema &lsquo;Comunicar com Rosto&rsquo;, dedicado aos profissionais de sa&uacute;de, que decorreu entre quinta e sexta-feira.<\/p>\n<p>Para ensinar &ldquo;as pessoas a comunicar&rdquo; t&ecirc;m sido organizados v&aacute;rios eventos e cursos para ajudar os profissionais de sa&uacute;de, algo essencial porque &ldquo;a humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma mais-valia, n&atilde;o gasta dinheiro porque est&aacute; dentro de cada um&rdquo;, revelou.<\/p>\n<p>Para tal &ldquo;&eacute; determinante que se tenha a consci&ecirc;ncia de que um hospital n&atilde;o pode ser s&oacute; regido por quest&otilde;es econ&oacute;micas, mas sobretudo por quest&otilde;es humanas&rdquo;, porque &ldquo;muitas vezes pode at&eacute; faltar algum material mas se n&atilde;o faltar o cora&ccedil;&atilde;o, a ternura, o afeto, o respeito para com o doente j&aacute; quase que nem &eacute; preciso dinheiro&rdquo;, explicou o capel&atilde;o dos HUC.<\/p>\n<p>O pediatra Filipe Almeida coordena um grupo de humaniza&ccedil;&atilde;o no Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o no Porto onde trabalha e lembra que &ldquo;os profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o lidam com doen&ccedil;as mas sim com doentes&rdquo; e por isso &ldquo;s&atilde;o indissoci&aacute;veis as capacidades de prepara&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica para dar resposta &agrave;s doen&ccedil;as mas inserida no meio real que &eacute; o humano&rdquo; sendo&rdquo; preciso estar preparado para conhecer e acompanhar o doente que &eacute; quem tem a doen&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Num tempo de conten&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica a humaniza&ccedil;&atilde;o deve ser o patamar que mais facilmente &eacute; acolhido pelas institui&ccedil;&otilde;es porque &eacute; o que menos custa dinheiro por isso n&atilde;o h&aacute; quest&otilde;es or&ccedil;amentais que possam obstaculizar o desenvolvimento da humaniza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pelo contr&aacute;rio &ldquo;&eacute; exatamente nesta altura que se deve perceber que o investimento em humaniza&ccedil;&atilde;o vale a pena&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; importante que a avalia&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e dos profissionais de sa&uacute;de se fa&ccedil;a tamb&eacute;m nesta vertente sob pena de a esquecermos e valorizarmos apenas aquilo que &eacute; o car&aacute;ter cient&iacute;fico, de produtividade, de conten&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica que t&ecirc;m muita import&acirc;ncia mas n&atilde;o podem ser os &uacute;ltimos rankings para avaliar&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p>Magda Freitas, enfermeira no Centro Hospital Tondela-Viseu acredita que &ldquo;a enfermagem tem duas componentes: a ci&ecirc;ncia e a arte de cuidar&rdquo; sendo que &ldquo;&eacute; essencial que a parte cient&iacute;fica n&atilde;o seja descurada&rdquo; tendo sempre a seu lado &ldquo;o lado humano, deixando fluir de uma forma consciente e formada o cuidar do doente&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de enfermeiros, o aumento do n&uacute;mero de doentes, a falta de espa&ccedil;o para colocar os doentes faz com que se viva a profiss&atilde;o sob muita press&atilde;o de termos de corresponder ao pedido do aumento de produ&ccedil;&atilde;o e das burocracias que nos s&atilde;o pedidas mas o humanismo vai ficando sempre dentro daqueles que exercem a profiss&atilde;o com alma e acaba por transparecer sempre&rdquo;.<\/p>\n<p><em>LS\/MD<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordena\u00e7\u00e3o das Capelanias dos Hospitais de Coimbra reuniu profissionais e especialistas para debate sobre a import\u00e2ncia de \u00abComunicar com 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