{"id":64933,"date":"2014-03-10T00:14:10","date_gmt":"2014-03-10T00:14:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/03\/10\/ii-concilio-do-vaticano-o-caracter-laborioso-e-complicado-das-discussoes-conciliares\/"},"modified":"2014-03-10T00:14:10","modified_gmt":"2014-03-10T00:14:10","slug":"ii-concilio-do-vaticano-o-caracter-laborioso-e-complicado-das-discussoes-conciliares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-o-caracter-laborioso-e-complicado-das-discussoes-conciliares\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: O car\u00e1cter \u00ablaborioso e complicado\u00bb das discuss\u00f5es conciliares"},"content":{"rendered":"<p>A 04 de Dezembro de 1963, o Papa Paulo VI, sucessor de Jo\u00e3o XXIII, ao encerrar a segunda sess\u00e3o do II Conc\u00edlio do Vaticano, promulgou o primeiro documento oficial da grande assembleia: A Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Liturgia \u00abSacrosanctum Concilium\u00bb (SC). O Papa evoca o car\u00e1cter \u201claborioso e complicado\u201d das discuss\u00f5es conciliares, mas rejubila com o nascimento da SC. O novo documento vai introduzir \u201calgumas simplifica\u00e7\u00f5es no culto, torn\u00e1-lo mais compreens\u00edvel aos fi\u00e9is e mais pr\u00f3ximo da sua linguagem actual\u201d. <!--more--> <\/p>\n<p>A 04 de Dezembro de 1963, o Papa Paulo VI, sucessor de Jo&atilde;o XXIII, ao encerrar a segunda sess&atilde;o do II Conc&iacute;lio do Vaticano, promulgou o primeiro documento oficial da grande assembleia: A Constitui&ccedil;&atilde;o sobre a Sagrada Liturgia &laquo;Sacrosanctum Concilium&raquo; (SC). O Papa evoca o car&aacute;cter &ldquo;laborioso e complicado&rdquo; das discuss&otilde;es conciliares, mas rejubila com o nascimento da SC. O novo documento vai introduzir &ldquo;algumas simplifica&ccedil;&otilde;es no culto, torn&aacute;-lo mais compreens&iacute;vel aos fi&eacute;is e mais pr&oacute;ximo da sua linguagem actual&rdquo; (In: Fesquet, Henri &laquo;O Di&aacute;rio do Conc&iacute;lio&raquo;, volume 1, p&aacute;gina 356, Publica&ccedil;&otilde;es Europa-Am&eacute;rica).<\/p>\n<p>No entanto, antes da &laquo;Sacrosanctum Concilium&raquo; ver a luz do dia, os padres conciliares tiveram muito trabalho preparat&oacute;rio. Em Outubro de 1960 foi constitu&iacute;da uma comiss&atilde;o, com 13 subcomiss&otilde;es, presidida pelo cardeal G. Cicognani e depois pelo cardeal A. Laraona, que elaboraram um documento apresentado &agrave; comiss&atilde;o central do Conc&iacute;lio, na Primavera de 1962. &ldquo;O tema da renova&ccedil;&atilde;o da Liturgia da Igreja ocupou 15 assembleias plen&aacute;rias, tendo havido 326 interven&ccedil;&otilde;es orais, cerca de 600 escritas, resultando em centenas de emendas ao texto apresentado&rdquo; (In: Moruj&atilde;o, Manuel &laquo;Ser Crist&atilde;o &agrave; luz do Vaticano II, p&aacute;gina 65, Editorial A.O. Braga).<\/p>\n<p>Um documento &ldquo;profundamente inovador de h&aacute;bitos seculares&rdquo; teve uma unanimidade consider&aacute;vel. No livro &laquo;Vivre la foi avec le Concile Vatican II, Rey Mermet considera esta aprova&ccedil;&atilde;o como &ldquo;a maior reforma lit&uacute;rgica de todos os tempos&rdquo; e que foi tamb&eacute;m &ldquo;a maior reforma dos pr&oacute;prios crist&atilde;os&rdquo;. A rela&ccedil;&atilde;o final do S&iacute;nodo Extraordin&aacute;rio dos Bispos, em 1985, celebrando os 20 anos da conclus&atilde;o do conc&iacute;lio convocado pelo Papa Jo&atilde;o XXIII, afirma que a &ldquo;renova&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica &eacute; fruto mais vis&iacute;vel de toda a obra conciliar&rdquo;.<\/p>\n<p>Para muitos crist&atilde;os, o II Conc&iacute;lio do Vaticano como que se resumiu &agrave; reforma lit&uacute;rgica que p&ocirc;s em andamento: &ldquo;a Eucaristia e outros sacramentos tornaram-se acess&iacute;veis em l&iacute;ngua comum; o sacerdote passou a celebrar voltado para o povo; o ambiente distanciante de mist&eacute;rio de uma celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica tornou-se mais pr&oacute;ximo e fraterno. A renova&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica foi como que o fermento da renova&ccedil;&atilde;o global de toda a Igreja&rdquo; (In: Moruj&atilde;o, Manuel &laquo;Ser Crist&atilde;o &agrave; luz do Vaticano II, p&aacute;gina 66, Editorial A.O. Braga).<\/p>\n<p>&Eacute; o pr&oacute;prio Jo&atilde;o Paulo II que afirma, em Fevereiro de 1980, que existe, &ldquo;de facto, uma liga&ccedil;&atilde;o muito &iacute;ntima e org&acirc;nica entre a renova&ccedil;&atilde;o da liturgia e a renova&ccedil;&atilde;o de toda a vida da Igreja. A Igreja n&atilde;o somente age, mas exprime-se tamb&eacute;m na liturgia e dela vive; e &agrave; liturgia vai buscar as energias para a vida&rdquo;.<\/p>\n<p>Se o II Conc&iacute;lio do Vaticano, que se concluiu h&aacute; cerca de 50 anos, n&atilde;o tivesse feito &ldquo;mais nada do que p&ocirc;r em andamento a reforma lit&uacute;rgica, s&oacute; por isso ficaria na hist&oacute;ria. &Eacute; que a vida lit&uacute;rgica &eacute; um justo aferidor do n&iacute;vel da vida crist&atilde; de um pessoa ou comunidade&rdquo;, escreveu o padre Manuel Moruj&atilde;o, na obra citada anteriormente. Por outro lado, Henri Fesquet escreveu &ldquo;h&aacute; que sacudir o p&oacute; imperial que se acumulou sobre a c&aacute;tedra de S&atilde;o Pedro desde Constantino&rdquo;.<\/p>\n<p><em>&nbsp;LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 04 de Dezembro de 1963, o Papa Paulo VI, sucessor de Jo\u00e3o XXIII, ao encerrar a segunda sess\u00e3o do II Conc\u00edlio do Vaticano, promulgou o primeiro documento oficial da grande assembleia: A Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Liturgia \u00abSacrosanctum Concilium\u00bb (SC). 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