{"id":6493,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/abstencoes-nas-europeias\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"abstencoes-nas-europeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/abstencoes-nas-europeias\/","title":{"rendered":"Absten\u00e7\u00f5es nas europeias"},"content":{"rendered":"<p>John Couglan, Assessor de Imprensa da COMECE <!--more--> A taxa de participa\u00e7\u00e3o nas recentes elei\u00e7\u00f5es europeias chegou ao n\u00edvel mais baixo de sempre. Em Portugal, s\u00f3 39% dos eleitores votaram, 10% menos do que nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es de 1999. A taxa m\u00e9dia de participa\u00e7\u00e3o em toda a Uni\u00e3o Europeia caiu 4% para 45%. Os piores resultados foram nos novos Estados membros como a Eslov\u00e1quia (17%) e a Pol\u00f3nia (22%). Uma situa\u00e7\u00e3o em que menos da metade dos cidad\u00e3os vota p\u00f5e em quest\u00e3o a legitimidade do processo democr\u00e1tico. Mas como devemos responder, como europeus e como crist\u00e3os? Primeiro, \u00e9 importante reconhecer que a absten\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno geral na nossa sociedade. Cada vez menos pessoas assumem responsabilidade de votar em elei\u00e7\u00f5es a qualquer n\u00edvel. Os sindicados, as associa\u00e7\u00f5es, mesmo a Igreja, todos se confrontam com uma recusa dos cidad\u00e3os em expressarem publicamente um compromisso com a comunidade, nascida no individualismo e no consumismo. S\u00f3 se encontrarmos uma resposta para estes fen\u00f3menos \u00e9 que encontraremos uma resposta definitiva \u00e0 absten\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. A absten\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente um problema particularmente grave em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, sobretudo nos novos pa\u00edses membros, onde a ades\u00e3o \u00e0 UE foi acolhida h\u00e1 poucas semanas como a consolida\u00e7\u00e3o da democracia no nosso continente. Em vez de perguntar porqu\u00ea tanta gente n\u00e3o votou, faz mais sentido perguntar porqu\u00ea deviam ter votado? Se soubermos o que faz o Parlamento Europeu, votamos e encorajamos outros a votar. Mas a grande maioria dos europeus n\u00e3o sabe e, sem poder mudar um governo europeu n\u00e3o-existente, n\u00e3o v\u00ea nenhum resultado das elei\u00e7\u00f5es.  Sem d\u00favida, \u00e9 dif\u00edcil explicar como funciona este parlamento supranacional, mas em vez de fazer campanha e discutir sobre temas europeus, muitos pol\u00edticos preferiram utilizar as elei\u00e7\u00f5es para testar a popularidade do governo actual. Na minha \u00faltima visita a Portugal, fiquei muito impressionado pelo facto de que quase todos os partidos pol\u00edticos concentravam as suas campanhas em temas nacionais e internacionais que eram certamente importantes, mas sobre os quais o Parlamento Europeu n\u00e3o ter\u00e1 nenhuma responsabilidade. Em muitos pa\u00edses de Leste, onde partidos populistas sem programas pol\u00edticos s\u00e9rios dominam o debate, este problema \u00e9 ainda mais grave. Neste contexto, acho admir\u00e1vel que mais do que 150 milh\u00f5es de europeus tenham participado nestas elei\u00e7\u00f5es. S\u00f3 um esfor\u00e7o grande por parte dos pol\u00edticos, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e de todas as institui\u00e7\u00f5es da sociedade \u2013 incluindo a Igreja \u2013 para informar e educar os cidad\u00e3os ultrapassar\u00e1 este problema. Finalmente, \u00e9 claro que os m\u00e9todos tradicionais de participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica n\u00e3o chegam para inspirar a maioria dos eleitores. Em certos pa\u00edses, est\u00e3o a ser testados novos m\u00e9todos electr\u00f3nicos, utilizando o Internet, e o voto por correio. O novo Tratado Constitucional da Uni\u00e3o Europeia oferece outras possibilidades. A constitui\u00e7\u00e3o introduz o princ\u00edpio da democracia participativa. Assim, a sociedade civil e as associa\u00e7\u00f5es representativas ter\u00e3o direito a um di\u00e1logo aberto, transparente e regular com as institui\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias. As Igrejas e outras comunidades religiosas ter\u00e3o a mesma oportunidade de contribuir para o processo democr\u00e1tico, n\u00e3o s\u00f3 uma vez em cada cinco anos, mas cada vez que a UE estiver a preparar uma lei ou uma pol\u00edtica que lhes interesse ou que tenha impacto sobre elas. Por al\u00e9m disso, a constitui\u00e7\u00e3o obrigar\u00e1 a Comiss\u00e3o Europeia a considerar qualquer proposta legislativa desde que seja apoiada por mais do que um milh\u00e3o de europeus. Claro que estas inova\u00e7\u00f5es s\u00f3 se tornar\u00e3o realidade se suficientes cidad\u00e3os votarem a favor do Tratado Constitucional nos referendos&#8230;  John Couglan, Assessor de Imprensa da COMECE <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John Couglan, Assessor de Imprensa da COMECE<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-6493","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6493"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6493\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}