{"id":6487,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/associacao-da-imprensa-de-inspiracao-crista-preparada-para-a-mudanca\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"associacao-da-imprensa-de-inspiracao-crista-preparada-para-a-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/associacao-da-imprensa-de-inspiracao-crista-preparada-para-a-mudanca\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o da Imprensa de Inspira\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 preparada para a mudan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Reforma da Comunica\u00e7\u00e3o Social Regional e Local n\u00e3o significa o fim do caminho para as publica\u00e7\u00f5es, diz o presidente da AIC <!--more--> A Associa\u00e7\u00e3o da Imprensa de Inspira\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 (AIC) considera que a Reforma da Comunica\u00e7\u00e3o Social Regional e Local, que o Governo apresentou na passada semana em Lisboa, n\u00e3o ajuda o sector. O presidente da AIC, Salvador Santos, afirma \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que \u201ca montanha pariu um rato, j\u00e1 que as diferen\u00e7as s\u00e3o t\u00e3o pequenas que quase n\u00e3o valeria a pena mudar a lei\u201d. A AIC congrega mais de 600 \u00f3rg\u00e3os de Comunica\u00e7\u00e3o Social, da imprensa escrita com periodicidade regular, que se apresentam ao p\u00fablico como promotores dos valores humanos e crist\u00e3os \u00e0 luz dos Evangelhos. O pacote legislativo que agora foi apresentado pelo Governo abrange legisla\u00e7\u00e3o sobre a publicidade do Estado, o c\u00f3digo da publicidade, o fim dos incentivos \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social, o porte pago e outras iniciativas. \u201cUma aprecia\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida diz-nos que tudo vai continuar praticamente na mesma, ao menos at\u00e9 \u00e0 entrada em vigor deste pacote, que s\u00f3 ser\u00e1 a partir de 2007, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do porte pago\u201d, assegura Salvador Santos. \u201cComo j\u00e1 est\u00e1vamos alertados desde h\u00e1 muito, o porte pago vai ser alterado a partir de 2005, com uma redu\u00e7\u00e3o substancial, j\u00e1 que neste momento se situa nos 80% e ir\u00e1 sendo progressivamente reduzido para 50%, nesse mesmo ano\u201d, acrescenta. No pr\u00f3ximo ano essa redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 10%, passando o porte pago de 80% para 70%. O presidente da AIC considera que algumas publica\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguir\u00e3o resistir, \u201csobretudo aquelas que n\u00e3o tiverem uma contabilidade organizada, as que n\u00e3o fazem contas: se at\u00e9 aqui n\u00e3o pagavam nada para o correio e agora passam a pagar todas as semanas, isso vai pesar\u201d. \u201cEsta \u00e9 a morte lenta que se anunciava, mas \u00e9 preciso encontrar maneira para fugir dela e n\u00f3s na AIC temos estado a promover reuni\u00f5es regionais para ajudar os nossos associados a delinear estrat\u00e9gias que resistam a esta legisla\u00e7\u00e3o, que ainda n\u00f3s d\u00e1 algum tempo para nos adaptarmos\u201d, diz Salvador Santos. O presidente da AIC alerta que \u201ca maior inc\u00f3gnita deste pacote legislativo talvez resida na classifica\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que aponta para uma entidade reguladora que n\u00e3o sabemos ainda qual \u00e9\u201d. Para a classifica\u00e7\u00e3o da imprensa regional est\u00e1 j\u00e1 definida a tiragem m\u00ednima: 5000  para os di\u00e1rios, 3000 para os semin\u00e1rios e 1500 para as publica\u00e7\u00f5es com outra periodicidade. \u201cParece-me que nesta medida os n\u00fameros s\u00e3o algo exagerados, sobretudo para os quinzen\u00e1rios e mens\u00e1rios: h\u00e1 muitos que est\u00e3o com uma tiragem de mil exemplares e ter\u00e3o de encontrar estrat\u00e9gias e parcerias com jornais mais pr\u00f3ximos, sen\u00e3o ter\u00e3o dificuldade em sobreviver\u201d, explica. A proposta legislativa pretende ainda disciplinar a distribui\u00e7\u00e3o da publicidade institucional do Estado, cumprindo ali\u00e1s a legisla\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea que 20% da publicidade gasta pelo Estado seja distribu\u00edda pela Comunica\u00e7\u00e3o Social regional. Outras altera\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o se encontram regulamentadas, como \u00e9 o caso da cria\u00e7\u00e3o de um programa de apoio \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de jornalistas e outros profissionais, o plano de forma\u00e7\u00e3o para o sector e iniciativas para a promo\u00e7\u00e3o da leitura da imprensa regional. Entre as novidades encontra-se ainda o facto de os subs\u00eddios s\u00f3 serem atribu\u00eddos depois de um per\u00edodo de publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o inferior a 5 anos, no caso dos seman\u00e1rios, e 1 ano para os di\u00e1rios. Neste caso, a AIC concorda com a posi\u00e7\u00e3o governamental: \u201cat\u00e9 aqui havia efectivamente uma certa bagun\u00e7a, agora vai-se disciplinar mais o sector e s\u00f3 aqueles que se afirmaram junto dos leitores ter\u00e3o incentivos\u201d. O respons\u00e1vel lamenta que este Governo tenha tido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa regional \u201calgumas afirma\u00e7\u00f5es depreciativas\u201d, mas refere que \u201co trabalho das associa\u00e7\u00f5es junto do mesmo tem-se imposto e algumas das altera\u00e7\u00f5es desta legisla\u00e7\u00e3o foram j\u00e1 fruto de um trabalho que foi feito entre todos\u201d. \u201cO que me parece \u00e9 que cada vez mais a imprensa regional continuar\u00e1 a ter o seu peso, a entrar na casa dos seus leitores e se desconfian\u00e7as existem em rela\u00e7\u00e3o a ela, o tempo de encarregar\u00e1 de dizer que somos n\u00f3s quem tem raz\u00e3o\u201d, conclui Salvador Santos.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=9652\">\u2022 Imprensa mission\u00e1ria v\u00ea a sua especificidade reconhecida<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reforma da Comunica\u00e7\u00e3o Social Regional e Local n\u00e3o significa o 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