{"id":6479,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/levantai-vos-e-vamos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"levantai-vos-e-vamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/levantai-vos-e-vamos\/","title":{"rendered":"&#8220;Levantai-vos e vamos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Alocu\u00e7\u00e3o de D. Jorge Ortiga na tomada de posse do Senhor Dom Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Viseu <!--more--> \u201cQuando chegou a \u201cSua hora\u201d Jesus disse \u00e0queles que estavam com Ele no horto do Getsemani, Pedro, Tiago e Jo\u00e3o, os disc\u00edpulos particularmente amados por Ele: \u201cLevantai-vos, vamos\u201d. N\u00e3o era s\u00f3 Ele que deveria \u201cir\u201d, caminhando para o cumprimento da vontade do Pai, tamb\u00e9m eles deveriam partir\u201d. Com estas palavras \u2013 e particularmente o \u201cLevantai-vos! Vamos.\u201d (Mc. 14, 42) \u2013 o Santo Padre quis sintetizar a sua autobiografia a partir do dia da sua ordena\u00e7\u00e3o episcopal. Os ap\u00f3stolos, depois da intimidade da \u00faltima ceia, tinham-se resignado \u00e0 in\u00e9rcia e permitiram que o sono os possu\u00edsse quando deveriam ser capazes de \u201cvigiar\u201d com o Mestre para encetar o derradeiro momento e \u00e1pice da aventura salvadora de Cristo feito homem. A \u201cagonia\u201d tornou-se mais dram\u00e1tica na solid\u00e3o e j\u00e1 se tinham desvanecidos os Hossanas da entrada em Jerusal\u00e9m. A presen\u00e7a de Cristo na hist\u00f3ria humana, atrav\u00e9s do Sacramento da Igreja, parece identificar-se com este momento da Sua paix\u00e3o. A indiferen\u00e7a religiosa tenta impor os seus crit\u00e9rios e mesmo os mais \u00edntimos e fervorosos correm o risco de acomodar-se no sono duma mera conserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. O passado marcou e isto pode tranquilizar muita gente. O Bispo, vigilante atento, \u00e9, particularmente, enviado para lan\u00e7ar o alerta e a urg\u00eancia interpelativa dum \u201cLevantai-vos\u201d comunit\u00e1rio que envolve todo o povo de Deus e acolhe a ordem do \u201cVamos\u201d num itiner\u00e1rio de an\u00fancio testemunhante, viv\u00eancia celebrativa da f\u00e9 e compromisso transformador do mundo. Encontro-me aqui na dupla qualidade de Arcebispo duma Arquidiocese que o D. Ant\u00f3nio Marto serviu e de Metropolita desta Diocese de Viseu.  Como Arcebispo de Braga expresso a gratid\u00e3o sincera pelo minist\u00e9rio episcopal, exercido em sincera colegialidade e corresponsabilidade, percorrendo os caminhos verdejantes e insinuosos das comunidades do interior, onde, convicta e dum modo profundo, na dimens\u00e3o teol\u00f3gica e pastoral, deixou id\u00eantico convite do \u201cLevantai-vos! Vamos\u201d, que os crist\u00e3os e comunidades foram acolhendo. Que Deus o recompense. Como Metropolita quero recordar palavras do Santo Padre na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-sinodal Pastores Gregis sobre o Bispo, Servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperan\u00e7a do Mundo. \u201cO compromisso do Bispo, no in\u00edcio dum novo mil\u00e9nio, est\u00e1 claramente delineado. \u00c9 o seu compromisso de sempre: anunciar o Evangelho de Cristo, salva\u00e7\u00e3o do mundo. Mas tal compromisso aparece marcado por novas urg\u00eancias, que exigem a dedica\u00e7\u00e3o concorde de todas as componentes do Povo de Deus. O Bispo h\u00e1-de poder contar com os membros do presbit\u00e9rio diocesano e com os di\u00e1conos, ministros do sangue de Cristo e da caridade; com as irm\u00e3s e irm\u00e3os consagrados, chamados a ser na Igreja e no mundo testemunhas eloquentes do primado de Deus na vida crist\u00e3 e da for\u00e7a do seu amor na fragilidade da condi\u00e7\u00e3o humana; e com os fi\u00e9is leigos, dotados de maiores possibilidades de apostolado na Igreja, que constituem para a Pastores uma fonte de particular apoio e um motivo de especial conforto\u201d (P.G. 74). Um novo Bispo \u00e9 sempre motivo de renovada esperan\u00e7a. Mas, simultaneamente, \u00e9 gra\u00e7a a acolher dum modo geral para que Cristo e a Igreja resplande\u00e7am no contexto da modernidade. Importa, para isso, recentralizar-se na Sua pessoa, para partir da\u00ed na certeza de que nos acompanhar\u00e1 no caminho rumo a metas que s\u00f3 Ele conhece. Por ser esperan\u00e7a do mundo teremos de reconhecer que s\u00f3 Ele \u00e9 a esperan\u00e7a que n\u00e3o engana e, em contemporaneidade, caminhar juntos e unidos pelos caminhos deste novo mil\u00e9nio. Por tudo isto, neste momento de entrega simb\u00f3lica do B\u00e1culo e da C\u00e1tedra, como sauda\u00e7\u00e3o, agradecimento e apresenta\u00e7\u00e3o quis, talvez como apelo a toda a Diocese de Viseu, que sa\u00fado no seu presbit\u00e9rio, comunidades religiosas e crist\u00e3os leigos, recordar a urg\u00eancia dum \u201clevantar-se\u201d para caminhar em sintonia com o itiner\u00e1rio papal do \u201cDuc in altum\u201d e sugerir o estilo que credibilizar\u00e1 toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral. \u00c9 um \u201cvamos\u201d que desconsidera aventureirismos pessoais ou de grupos para regressar \u00e0 pessoa de Cristo num testemunho concreto e real de unidade e comunh\u00e3o com o Bispo. \u201cLevantai-vos! Vamos\u201d! Viseu, tem uma hist\u00f3ria longa de f\u00e9. Toca-lhe uma miss\u00e3o apaixonante para que continue a ser motivo de esperan\u00e7a para todos e, particularmente, para quem sofre ou ainda n\u00e3o encontrou o sentido da vida.   + Jorge Ortiga, A. P. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alocu\u00e7\u00e3o de D. 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