{"id":64604,"date":"2014-02-14T13:35:10","date_gmt":"2014-02-14T13:35:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/02\/14\/preocupacao-orcamental-nao-pode-matar-a-pessoa\/"},"modified":"2014-02-14T13:35:10","modified_gmt":"2014-02-14T13:35:10","slug":"preocupacao-orcamental-nao-pode-matar-a-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/preocupacao-orcamental-nao-pode-matar-a-pessoa\/","title":{"rendered":"Preocupa\u00e7\u00e3o or\u00e7amental n\u00e3o pode matar a pessoa"},"content":{"rendered":"<p>Monsenhor V\u00edtor Feytor Pinto esteve 28 anos na Coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Monsenhor V&iacute;tor Feytor Pinto&nbsp;recorda um caminho de humaniza&ccedil;&atilde;o que importa continuar e n&atilde;o esconde a sua preocupa&ccedil;&atilde;o perante a pol&iacute;tica de cortes or&ccedil;amentais que, no seu entender, n&atilde;o podem matar a pessoa.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) -Na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa interpela &agrave; f&eacute; &agrave; caridade e &agrave; capacidade de dar a vida por aquele que sofre.<\/em><\/p>\n<p><em>Monsenhor V&iacute;tor Feytor Pinto (VPF) &#8211;<\/em> Essa &eacute; a grande tem&aacute;tica que o Papa nos prop&otilde;e, relacionar uma coisa com a outra. Recordo que j&aacute; Bento XVI na sua Carta Apost&oacute;lica &#8220;A Porta da F&eacute;&#8221;, afirmava que a f&eacute; sem a caridade seria um espiritualismo desencarnado. Mas acrescenta tamb&eacute;m, as obras sem f&eacute;, sem radicarem na experi&ecirc;ncia de Jesus Cristo, s&atilde;o agita&ccedil;&atilde;o f&uacute;til e que cria imensas d&uacute;vidas. Ora, o Papa Francisco pega precisamente nesta perspetiva para consagrar o Dia Mundial do Doente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o da f&eacute; com a caridade, de termos amor aos nossos doentes &agrave;s pessoas que est&atilde;o em sofrimento e oferecermos-lhes atrav&eacute;s da f&eacute;, a experi&ecirc;ncia de Jesus Cristo que &eacute; sempre uma experi&ecirc;ncia salv&iacute;fica.<\/p>\n<p>Os cuidadores saibam dar a vida por aqueles a quem assistem, e dar a vida &eacute; atrav&eacute;s de uma conversa pequenina que se tem, de uma visita que se faz, de uma palavra, de um olhar&#8230; h&aacute; muitas maneiras de dar a vida.<\/p>\n<p>Mas cuidar de quem sofre &eacute; uma tarefa muitas vezes exigente, a isso se chama em t&eacute;cnica m&eacute;dica a compaix&atilde;o. Compaix&atilde;o n&atilde;o &eacute; ter pena &eacute; levar o peso daquele que sofre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; A grande evolu&ccedil;&atilde;o verificada nos sistemas de sa&uacute;de e a facilidade de acesso aos cuidados m&eacute;dicos, ter&aacute; provocado nas comunidades crist&atilde;s um enfraquecimento no zelo com que cuidavam dos seus doentes?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> Eu diria mais, &eacute; uma das originalidades mais fortes da chamada pastoral da Sa&uacute;de, institu&iacute;da pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II. Ele quis que o mundo da sa&uacute;de n&atilde;o fosse apenas centrado no doente mas tamb&eacute;m na educa&ccedil;&atilde;o para estilos saud&aacute;veis de vida. E quando se est&aacute; doente temos de facto de cuidar dessas pessoas que est&atilde;o doentes ensinando-as a viver o pr&oacute;prio sofrimento ou a pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de ansiedade que a doen&ccedil;a tr&aacute;s.<\/p>\n<p>Isto n&atilde;o se realiza apenas no hospital, at&eacute; porque o hospital &eacute; hoje um lugar de passagem, o doente rapidamente volta para casa. Ent&atilde;o se temos muitos doentes em casa temos o dever sagrado de cuidar desses doentes que devem ser assistidos ao domic&iacute;lio.<\/p>\n<p>Mas importante tamb&eacute;m, &eacute; saber que tipo de doentes temos na nossa comunidade. Podem ser doentes cr&oacute;nicos, deficientes, p&oacute;s operados, podem ser pessoas na proximidade da fase terminal da vida. &Eacute; importante conhecer que tipo de doentes e onde eles se encontram. Podem estar na resid&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m podem estar na rua&#8230; e depois a grande quest&atilde;o: Quem cuida destes doentes?<\/p>\n<p>J&aacute; que queremos dar uma assist&ecirc;ncia completa porque &eacute; o homem todo que est&aacute; em quest&atilde;o, temos que nos preocupar com a dimens&atilde;o social, para prover a estas necessidades, a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, garantir que os acompanhamos &agrave; urg&ecirc;ncia, os acompanhamos ao centro de sa&uacute;de, enfim lhe damos o apoio mais necess&aacute;rio quando o doente est&aacute; mais s&oacute; porque a fam&iacute;lia foi trabalhar&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Quem assegura este trabalho? S&atilde;o t&eacute;cnicos, s&atilde;o volunt&aacute;rios?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211; <\/em>&Eacute; um trabalho que tem de ser assegurado por assistentes especializados nesta &aacute;rea, assistentes da pastoral da sa&uacute;de e ao mesmo tempo por volunt&aacute;rios. Na minha comunidade paroquial temos umas dezenas de pessoas que se dedicam a este trabalho.<\/p>\n<p>Temos de ter pessoas bem preparadas para realizar esta tarefa e aqui, os ministros extraordin&aacute;rios da comunh&atilde;o t&ecirc;m um papel importante a desempenhar porque levam o melhor que a Igreja tem &agrave; pessoa que est&aacute; em sofrimento. Levam Jesus Cristo presente no sacramento da Eucaristia. Mas a pastoral da sa&uacute;de que tem uma carga espiritual muito forte, tem de estar ligada &agrave; pastoral social. Ent&atilde;o &eacute; centro social e pastoral da sa&uacute;de que na comunidade paroquial d&atilde;o o apoio integral &agrave; pessoa que est&aacute; doente.<\/p>\n<p>Para mim &eacute; um grande desafio quando o Papa nos diz que devemos ser respons&aacute;veis pelos outros, que devemos dar a vida pelos outros e, d&aacute;-se a vida pela palavra, d&aacute;-se a vida pelo exemplo, d&aacute;-se a vida pelo exemplo, por uma visita que se faz num momento de grande sofrimento, h&aacute; muita maneira de dar a vida e n&oacute;s temos que dar a vida pelos nossos irm&atilde;os doentes.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; &Eacute; tamb&eacute;m necess&aacute;rio trabalhar a dimens&atilde;o crist&atilde; do sofrimento humano?<\/em><\/p>\n<p><em>MVFP &#8211;<\/em> O sofrimento n&atilde;o &eacute; s&oacute; dor f&iacute;sica, aten&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s temos que distinguir claramente entre dor e sofrimento. A dor &eacute; f&iacute;sica e essa neutraliza-se com relativa facilidade, mas o sofrimento que &eacute; dor moral, &eacute; dor envolvente. O sofrimento, s&oacute; realmente atrav&eacute;s de uma perspetiva espiritual &eacute; que se consegue compensar. Portanto, a pastoral da sa&uacute;de face ao sofrimento, mais do que &agrave; dor, tem um papel important&iacute;ssimo. E quando se fala de sofrimento &eacute; sempre numa perspetiva de proximidade com o sofrimento de Jesus Cristo o que &eacute; uma dimens&atilde;o complementar. De facto eu tenho de saber lidar com o sofrimento como elemento important&iacute;ssimo para a minha vida. Porque o sofrimento purifica, o sofrimento permite redimensionar a vida, o sofrimento abre perspetivas de esperan&ccedil;a que eu vou cultivar.<\/p>\n<p>Depois, num enquadramento religioso, se eu sou crente, eu sei que Jesus Cristo n&atilde;o sofreu apenas na cruz, a sua vida foi toda ele um caminho de grande sofrimento identificado com o sofrimento dos seus irm&atilde;os pobres, dos seus irm&atilde;os escorra&ccedil;ados e marginalizados. Ora, todo aquele que &eacute; crist&atilde;o, para al&eacute;m da dor, vive o sofrimento numa uni&atilde;o com o mist&eacute;rio da Paix&atilde;o de Jesus mas tamb&eacute;m a todo o mist&eacute;rio de sofrimento que Jesus viveu e que Jesus converteu em servi&ccedil;o aos irm&atilde;os.<\/p>\n<p>Mas h&aacute; uma dimens&atilde;o muito importante, &eacute; que aquele que est&aacute; em sofrimento tamb&eacute;m &eacute; ap&oacute;stolo, pode ajudar os outros que ao seu lado n&atilde;o entendem o que &eacute; sofrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Na verdade quem enfrenta a dor e o sofrimento, e se encontra por vezes na imin&ecirc;ncia da morte .pode assumir para os outros um verdadeiro testemunho de vida&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> O Senhor D. Manuel Falc&atilde;o, que foi Bispo de Beja,e que nos deixou h&aacute; uns anos, na &uacute;ltima parte da sua vida durante dez anos fez hemodi&aacute;lise. Um dia dizia-me assim: &Oacute; Padre V&iacute;tor, j&aacute; batizei quatro. Enquanto estava a receber apoio m&eacute;dico &agrave; sua defici&ecirc;ncia renal, tinha ao seu lado outros doentes. Descobriu que alguns n&atilde;o eram batizados, despertou neles a ideia do encontro com Jesus Cristo na f&eacute;, ajudou-os depois a descobrir que o sacramento significava a sua f&eacute; e conseguiu batizar quatro pessoas adultas que efetivamente andavam muito longe do Evangelho.<\/p>\n<p>Este &eacute; um caso de uma pessoa doente, em hemodi&aacute;lise, que n&atilde;o est&aacute; ali calada sem fazer nada, est&aacute; a ajudar os outros. E n&atilde;o estava a rezar o ter&ccedil;o estava a evangelizar. Sabemos que a ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o tamb&eacute;m &eacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o se &eacute; ora&ccedil;&atilde;o pelos outros, mas aqui era uma evangeliza&ccedil;&atilde;o direta, concreta.<\/p>\n<p>Quantos doentes podem fazer isto? Quantos santos numa fase dif&iacute;cil da sua vida, no sofrimento, n&atilde;o fizeram isto, &eacute; muito interessante. Lembro a celeb&eacute;rrima Beata Alexandrina de Balazar e a sua miss&atilde;o, durante 33 anos em grande sofrimento a ajudar todos os que sofriam. N&atilde;o s&oacute; os que tinham dor, mas os que tinham sofrimento no corpo e no esp&iacute;rito, no cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Durante os muitos anos que este na Coordena&ccedil;&atilde;o da Pastoral da Sa&uacute;de assistiu a um grande desenvolvimento do Sistema Nacional de Sa&uacute;de. Teme que todo este avan&ccedil;o qualitativo fique comprometido, e comprometa tamb&eacute;m o trabalho da Pastoral da Sa&uacute;de?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> Durante estes 28 anos a Pastoral da Sa&uacute;de privilegiou tr&ecirc;s coisas: A humaniza&ccedil;&atilde;o, a &eacute;tica e a import&acirc;ncia da espiritualidade com terapia. S&atilde;o tr&ecirc;s aspetos completamente inovadores a acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que efetivamente a medicina alcan&ccedil;ou.<\/p>\n<p>O progresso na medicina tem sido not&oacute;rio e &eacute; isso que permite que fiquemos muito pouco tempo nos hospitais, os exames, o diagn&oacute;stico e a terapia processam-se num curto espa&ccedil;o de tempo. Mas neste quadro de tecnicismo &agrave; o perigo de uma maior desumaniza&ccedil;&atilde;o. A intera&ccedil;&atilde;o que t&iacute;nhamos com a pessoa, temos agora com o computador, os t&eacute;cnicos t&ecirc;m que estar muito atentos a isto.<\/p>\n<p>Os aparelhos n&atilde;o podem constituir uma cortina que dificulte o contacto pessoal. Mas a humaniza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; para os t&eacute;cnicos, eles tamb&eacute;m t&ecirc;m de ser tratados humanamente. O doente pode perder a dignidade pela maneira como &eacute; tratado mas muita n&atilde;o s&atilde;o tratados com a dignidade que merecem. Por vezes os t&eacute;cnicos, os m&eacute;dicos, enfermeiros, os terapeutas n&atilde;o s&atilde;o tratados com a dignidade que merecem. Ent&atilde;o a&iacute; h&aacute; toda uma responsabilidade fundamental da sociedade de humanizar a sa&uacute;de. E depois uma &eacute;tica personalista, que n&atilde;o pode ser contratualizada, h&aacute; valores que t&ecirc;m de ser sempre bem respeitados, bem promovidos. A chave est&aacute; na dignidade humana, no respeito pela liberdade e pela dignidade humana.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Ent&atilde;o esta &eacute; uma &aacute;rea que n&atilde;o pode estar simplesmente &agrave; merc&ecirc; da economia, das determina&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentais.<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> Claro que n&atilde;o, de forma nenhuma. A pessoa humana est&aacute; &agrave; frente da economia, a economia &eacute; que serve a pessoa e n&atilde;o o contr&aacute;rio. Ali&aacute;s o Papa, na <em>Evangelii Gaudium<\/em>, &eacute; nisto de uma clareza meridiana. A certa altura fala dos desafios feitos ao mundo contempor&acirc;neo e depois diz claramente, n&atilde;o &agrave; prioridade do dinheiro. Diz expressamente: n&atilde;o a um dinheiro que est&aacute; centrado em si pr&oacute;prio e mata a pessoa. Diz isto textualmente. Eu pe&ccedil;o muito que leiam o cap&iacute;tulo segundo da Exorta&ccedil;&atilde;o Pastoral <em>Evangelii Gaudium<\/em>, porque &eacute; de uma grande clareza. O Papa n&atilde;o se centra na an&aacute;lise dos sistemas, essa tem sido por vezes a tenta&ccedil;&atilde;o da Igreja, estudar as teorias dos sistemas&#8230; n&atilde;o, n&atilde;o, vamos &agrave; pr&aacute;tica e a prioridade absoluta &eacute; a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa, o respeito pela sua dignidade e liberdade. Apoiar tudo isto numa rela&ccedil;&atilde;o de amor.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; &Eacute; com preocupa&ccedil;&atilde;o que assiste &agrave;s not&iacute;cias do Sistema Nacional de Sa&uacute;de que d&atilde;o conta da escassez e do abandono de certos tratamentos em virtude dos elevados custos econ&oacute;micos?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> Ter&aacute; que haver a maior cautela. Eu admito e considero que os respons&aacute;veis pela sa&uacute;de em Portugal t&ecirc;m esta preocupa&ccedil;&atilde;o e esta dificuldade or&ccedil;amental, mas n&atilde;o podem de forma nenhuma, pela preocupa&ccedil;&atilde;o or&ccedil;amental, sacrificar o essencial e o essencial &eacute; a pessoa. Que importante ser&aacute;, que todos aqueles que trabalham em sa&uacute;de e todos n&oacute;s Igreja com os volunt&aacute;rios que trabalhamos tamb&eacute;m em sa&uacute;de, demos aten&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa. Porque n&oacute;s padres tamb&eacute;m podemos cair no mesmo. Em vez de nos relacionarmos com a pessoa damos-lhe um sacramento e vamos embora. Damos um sacramento e n&atilde;o nos relacionamos com a pessoa, eu n&atilde;o posso dar a comunh&atilde;o e ir embora, n&atilde;o posso administrar a un&ccedil;&atilde;o dos enfermos e ir embora, eu tenho que me relacionar e esta rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permitir&aacute; nunca que o sacramento seja uma cortina entre mim e o doente. Tem de ser uma ponte que estabele&ccedil;o com o doente e que permite que ele fique comigo e eu com ele, continuando toda a linha de a&ccedil;&atilde;o redentora que o trabalho de Pastoral da Sa&uacute;de deve promover.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Durante estes 28 anos trabalhou muito para apagar aquela ideia que a proximidade do padre significa a emin&ecirc;ncia da morte, mas antes uma oportunidade de acolhimento e oportunidade de vida.<\/em><\/p>\n<p><em>MVFP &#8211;<\/em> Essa &eacute; a dimens&atilde;o da espiritualidade. Quando falo de espiritualidade estou a falar de cultura, e antes de falar de Jesus Cristo a uma pessoa que n&atilde;o acredita, eu tenho de estabelecer com ela uma rela&ccedil;&atilde;o cultural onde os valores desempenham um lugar fundamental, o valor da verdade, da justi&ccedil;a, da liberdade, do amor, da solidariedade, mas n&atilde;o basta. Depois &eacute; preciso dar a dimens&atilde;o integral da rela&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o uma rela&ccedil;&atilde;o de levar o alimento a casa ou de a levar ao hospital, &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o continuada num quadro de amizade e proximidade. Nisto o Papa Francisco est&aacute; a ser um exemplo porque &eacute; um homem que se faz pr&oacute;ximo e quem trabalha na Pastoral da Sa&uacute;de tem de saber fazer-se pr&oacute;ximo. E depois &eacute; a espiritualidade transcendental, &eacute; revelar a cada um o Deus que salva atrav&eacute;s de Jesus Cristo que deu um sentido completo &agrave; nossa vida.<\/p>\n<p><em>HM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monsenhor V\u00edtor Feytor Pinto esteve 28 anos na Coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,166,171,191,199,274,277,282,314],"class_list":["post-64604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-do-doente","tag-diocese-de-beja","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-papa-francisco","tag-pastoral-da-saude","tag-pastoral-social","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}