{"id":64562,"date":"2014-02-12T13:50:48","date_gmt":"2014-02-12T13:50:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/02\/12\/sem-abrigo-presidente-da-comunidade-vida-e-paz-defende-estrategia-comum-que-mobilize-instituicoes\/"},"modified":"2014-02-12T13:50:48","modified_gmt":"2014-02-12T13:50:48","slug":"sem-abrigo-presidente-da-comunidade-vida-e-paz-defende-estrategia-comum-que-mobilize-instituicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sem-abrigo-presidente-da-comunidade-vida-e-paz-defende-estrategia-comum-que-mobilize-instituicoes\/","title":{"rendered":"Sem-abrigo: Presidente da Comunidade Vida e Paz defende estrat\u00e9gia comum que \u00abmobilize\u00bb institui\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Henrique Joaquim recorda o desafio que representam as pessoas e fam\u00edlias que \u00abest\u00e3o a passar por s\u00e9rias dificuldades\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 12 fev 2014 (Ecclesia) &#8211; O presidente da Comunidade Vida e Paz (CVP) defendeu hoje a necessidade de um &ldquo;trabalho em rede&rdquo;, entre organiza&ccedil;&otilde;es privadas e p&uacute;blicas, para enfrentar os problemas dos sem-abrigo, demasiado &ldquo;complexos&rdquo; para que uma institui&ccedil;&atilde;o os consiga resolver &ldquo;sozinha&rdquo;.<\/p>\n<p>Henrique Joaquim falava &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA no dia em que a Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa vai apresentar um estudo, no qual revela a exist&ecirc;ncia de pelo menos 852 pessoas sem-abrigo na cidade e pede uma pol&iacute;tica concertada de reintegra&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel real&ccedil;a que a CVP &ldquo;sempre se afirmou como um projeto de esperan&ccedil;a para as pessoas&rdquo; e destaca o desafio que representam as pessoas e fam&iacute;lias que atualmente, apesar de n&atilde;o encaixarem na defini&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, &ldquo;est&atilde;o a passar por s&eacute;rias dificuldades&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Neste momento, elas representam cerca de 30 por cento do n&uacute;mero de pessoas que apoiamos por noite, muitas procuram apenas a refei&ccedil;&atilde;o que utilizamos para entrar em rela&ccedil;&atilde;o, mas algumas nem a rela&ccedil;&atilde;o querem ter, por uma quest&atilde;o de vergonha&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Henrique Joaquim sublinha, por outro lado, que os dados avan&ccedil;ados mostram que, apesar dos &ldquo;passos significativos&rdquo; que t&ecirc;m sido dados nesta &aacute;rea, nos &uacute;ltimos anos, o trabalho realizado &ldquo;ainda n&atilde;o &eacute; suficiente&rdquo;, e d&aacute; como exemplo os casos de pessoas &ldquo;que t&ecirc;m problemas de sa&uacute;de mental associados&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Aqui as institui&ccedil;&otilde;es privadas n&atilde;o conseguem fazer nada ou fazem muito pouco, porque a nossa interven&ccedil;&atilde;o depende da vontade da pessoa em deixar-se ajudar, t&ecirc;m de existir uma a&ccedil;&atilde;o em parceria com as inst&acirc;ncias da Justi&ccedil;a e da Sa&uacute;de&rdquo;, salientou.<\/p>\n<p>Outra quest&atilde;o prende-se tamb&eacute;m com os apoios p&uacute;blicos que s&atilde;o concedidos &agrave;s &ldquo;institui&ccedil;&otilde;es particulares que est&atilde;o no terreno&rdquo; e que t&ecirc;m sido &ldquo;cada vez mais reduzidos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; grandes lacunas que n&atilde;o podem ficar todas sobre os ombros das entidades privadas&rdquo;, considerou o presidente da CVP, para quem a solu&ccedil;&atilde;o para o problema dos sem-abrigo carece de &ldquo;um des&iacute;gnio comum, um objetivo que mobilize todos&rdquo; os atores sociais.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es com anos de experi&ecirc;ncia nesta &aacute;rea, que podem sentar-se e desenhar uma estrat&eacute;gia, p&ocirc;r como objetivo que dentro de 10, 15 anos, n&atilde;o haja nenhuma pessoa a dormir mais de 24, 48 horas na rua&rdquo;, exemplificou.<\/p>\n<p>O estudo da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia indica que entre os sem-abrigo sinalizados na cidade de Lisboa, h&aacute; 343 que recorrem aos Centros de Acolhimento para passar a noite.<\/p>\n<p>Em termos de perfil, a maioria das pessoas &eacute; do sexo masculino, de nacionalidade portuguesa, tem entre 35 e 54 anos, &eacute; solteira e concluiu o ensino secund&aacute;rio t&eacute;cnico e superior.<\/p>\n<p>Henrique Joaquim diz que estes dados vieram &ldquo;refor&ccedil;ar o perfil&rdquo; que a CPV &ldquo;j&aacute; tinha tra&ccedil;ado&rdquo;, junto das cerca de 530 pessoas que contacta e apoia por noite, na rua.<\/p>\n<p>No entanto, por ser mais abrangente, o estudo acaba por ser uma &ldquo;enorme mais-valia&rdquo;, porque permitir&aacute; &ldquo;reposicionar&rdquo; recursos &ldquo;para chegar a situa&ccedil;&otilde;es que at&eacute; aqui eram desconhecidas&rdquo;.<\/p>\n<p>Um dos aspetos identificados est&aacute; relacionado com a estrutura e o hor&aacute;rio dos centros de acolhimento noturnos, que est&atilde;o muitas vezes desfasados das reais necessidades dos sem-abrigo.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/cvidaepaz.pt\/site\/\" target=\"_blank\">Comunidade<\/a> Vida e Paz &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, tutelada pelo Patriarcado de Lisboa, e que vai assinalar 25 anos de exist&ecirc;ncia no pr&oacute;ximo dia 17 de abril.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Joaquim recorda o desafio que representam as pessoas e fam\u00edlias que \u00abest\u00e3o a passar por s\u00e9rias 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