{"id":64555,"date":"2014-02-12T10:49:58","date_gmt":"2014-02-12T10:49:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/02\/12\/aborto-federacao-portuguesa-pela-vida-diz-que-e-preciso-rever-a-legislacao\/"},"modified":"2014-02-12T10:49:58","modified_gmt":"2014-02-12T10:49:58","slug":"aborto-federacao-portuguesa-pela-vida-diz-que-e-preciso-rever-a-legislacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aborto-federacao-portuguesa-pela-vida-diz-que-e-preciso-rever-a-legislacao\/","title":{"rendered":"Aborto: Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida diz que \u00e9 preciso rever a legisla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Organismo lamenta que o referendo de 2007 tenha dado lugar a uma \u00abpol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o e incentivo\u00bb \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 12 fev 2014 (Ecclesia) &ndash; A Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida (FPV) sustenta a necessidade de rever a legisla&ccedil;&atilde;o ligada &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez que, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o, mais do que despenalizar o aborto veio &ldquo;liberaliz&aacute;-lo&rdquo; e &ldquo;banalizar&rdquo; a sua pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o esteve em cima da mesa esta ter&ccedil;a-feira, na Assembleia da Rep&uacute;blica, durante um col&oacute;quio intitulado &ldquo;7 anos sobre o referendo do Aborto: como estamos hoje?&rdquo;.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a presidente da FPV, Isilda Pegado, lamentou &ldquo;as mais de 100 mil mulheres&rdquo; que, durante este per&iacute;odo, &ldquo;se viram confrontadas com o drama do aborto e que n&atilde;o tiveram uma m&atilde;o que lhe fosse dada e que lhe permitisse ficar com o seu filho&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; tamb&eacute;m de lamentar que num pa&iacute;s com uma taxa de natalidade t&atilde;o baixa, haja uma pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o e incentivo ao aborto&rdquo;, apontou a antiga deputada do PSD.<\/p>\n<p>Em causa est&atilde;o sobretudo os apoios concedidos a quem recorre ao aborto, como a possibilidade de &ldquo;licen&ccedil;as de 14 a 30 dias pagas a 100 por cento&rdquo;, ou a &ldquo;isen&ccedil;&atilde;o de taxas moderadoras&rdquo;, quando na opini&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o esses apoios deviam ser canalizados para as fam&iacute;lias e para combater o d&eacute;fice de natalidade.<\/p>\n<p>&ldquo;Se qualquer um de n&oacute;s for &agrave; p&aacute;gina oficial da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de, e se puser a palavra IVG (Interrup&ccedil;&atilde;o Volunt&aacute;ria da Gravidez), tem todos os procedimentos para fazer o aborto, n&atilde;o tem uma refer&ecirc;ncia &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que, no pa&iacute;s, apoiam as gr&aacute;vidas em dificuldades&rdquo;, criticou Isilda Pegado. &nbsp;<\/p>\n<p>Entre as altera&ccedil;&otilde;es propostas, a respons&aacute;vel defendeu a implementa&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;verdadeira pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o da maternidade&rdquo;, que privilegie a &ldquo;informa&ccedil;&atilde;o social&rdquo; sobre quest&otilde;es como o planeamento familiar e as alternativas ao aborto, e favore&ccedil;a a implementa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;mudan&ccedil;as&rdquo; ao n&iacute;vel da &ldquo;legisla&ccedil;&atilde;o do trabalho&rdquo;.<\/p>\n<p>Um relat&oacute;rio apresentado por Francisco Vilhena da Cunha, do Gabinete de Estudos da FPV, salienta que nos &uacute;ltimos anos Portugal tem batido consecutivamente &ldquo;recordes negativos&rdquo; ao n&iacute;vel da natalidade.<\/p>\n<p>Correlacionando os dados da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de, quanto ao n&uacute;mero total de abortos feitos por op&ccedil;&atilde;o em 2012 (18408) e o n&uacute;mero total de nascimentos (abaixo dos 90 mil), o organismo adiantou que na sociedade portuguesa acontece atualmente um aborto por cada cinco nascimentos.<\/p>\n<p>Desde que a lei 16\/2007 foi aprovada j&aacute; ter&atilde;o sido efetuados cerca de 119 mil e 864 abortos legais por op&ccedil;&atilde;o da mulher, at&eacute; dezembro de 2013.<\/p>\n<p>De acordo com a representante da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de presente no col&oacute;quio, o principal dado a reter, destes &uacute;ltimos sete anos, &eacute; que o n&uacute;mero de abortos por op&ccedil;&atilde;o tem estado &ldquo;sempre abaixo&rdquo; das estimativas iniciais, que apontavam para cerca de &ldquo;20 mil&rdquo; por ano.<\/p>\n<p>Outra quest&atilde;o em destaque tem a ver com o decr&eacute;scimo do n&uacute;mero de abortos clandestinos e do n&uacute;mero de atendimentos por complica&ccedil;&otilde;es agudas no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; importante que numa sociedade democr&aacute;tica haja a possibilidade de diferentes vozes se fa&ccedil;am ouvir, mas esta lei diminuiu o n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o aborto ilegal e at&eacute; temos assistido a uma diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de interrup&ccedil;&otilde;es de gravidez, por isso penso que n&atilde;o existe lugar para a palavra liberaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sustentou Lisa Vicente.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organismo lamenta que o referendo de 2007 tenha dado lugar a uma \u00abpol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o e incentivo\u00bb \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[93,267],"class_list":["post-64555","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-aborto","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64555\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}