{"id":64508,"date":"2014-02-07T15:39:41","date_gmt":"2014-02-07T15:39:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/02\/07\/cinema-filomena\/"},"modified":"2014-02-07T15:39:41","modified_gmt":"2014-02-07T15:39:41","slug":"cinema-filomena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-filomena\/","title":{"rendered":"Cinema: Filomena"},"content":{"rendered":"<p>Na Irlanda de 1952, Philomena Lee, dezoito anos, nascida no seio de uma fam&iacute;lia e comunidade profundamente cat&oacute;licas, &oacute;rf&atilde; de m&atilde;e e educada na escola de um convento num regime alheado do mundo fora dos seus limites geogr&aacute;ficos, espirituais e afetivos, conhece um rapaz numa feira local. Uma ma&ccedil;&atilde; e uns caramelos s&atilde;o o bastante para que Philomena creia que este &eacute; capaz de lhe oferecer tudo o que deseja da vida e a paix&atilde;o consuma-se, resultando na sua gravidez.<\/p>\n<p>Insustent&aacute;vel aos olhos da fam&iacute;lia, n&atilde;o haver&aacute; projeto de maternidade para esta rapariga que &eacute; mandada para longe e for&ccedil;ada a entregar o filho para ado&ccedil;&atilde;o. Uma forma de manter a maternidade em segredo, esconder a vergonha, redimir-se por ter sucumbido &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o e expiar o pecado de ter um filho fora do casamento. Um passo ent&atilde;o considerado ben&eacute;fico para a reconcilia&ccedil;&atilde;o com Deus.<\/p>\n<p>Em vez de reconciliada, Philomena viver&aacute; cinquenta anos atormentada por uma culpa abafada em segredo somando, &agrave; ideia de pecado, o enorme peso de se ver obrigada a rejeitar o maior dom que Deus lhe havia concedido, o de gerar vida.<\/p>\n<p>&Eacute; ao fim deste tempo que conhece Martin Smith, um jornalista que, intrigado pela sua hist&oacute;ria, a encoraja a procurar o filho e assim reconciliar-se genuinamente consigo, com aquele e com Deus.<\/p>\n<p>Publicado em 2009, &lsquo;The Lost Child of Philomena Lee&rsquo; (&lsquo;O Filho Perdido de Philomena Lee&rsquo;) foi o &ecirc;xito de vendas que contou, em primeira m&atilde;o, a verdadeira hist&oacute;ria de uma das muitas mulheres for&ccedil;adas, ao longo de anos, a rejeitar a maternidade por imposi&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios morais n&atilde;o exclusivamente adotados em contextos cat&oacute;licos. Serviu, como &eacute; poss&iacute;vel que sirva agora esta adapta&ccedil;&atilde;o ao cinema, para trazer &agrave; tona uma quantidade substancial de casos semelhantes, onde uma quantidade de mulheres que passaram pela mesma experi&ecirc;ncia se sentiram encorajadas n&atilde;o apenas a contar a sua hist&oacute;ria mas a reencontrar-se consigo e os seus filhos, retomando a possibilidade de um la&ccedil;o de amor precoce essencial para ambos e de outra forma, pelo menos, dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>O filme, bem constru&iacute;do e gerido, contando j&aacute; com uma enorme popularidade e um palmar&eacute;s assinal&aacute;vel de que se destaca o Pr&eacute;mio Signis em Veneza, beneficia enormemente da interpreta&ccedil;&atilde;o de Judi Dench, que d&aacute; &agrave; protagonista a profunda dimens&atilde;o dram&aacute;tica da sua hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da quest&atilde;o concreta da maternidade fora do matrim&oacute;nio, que desejavelmente nos far&aacute; a todos refletir sobre a diversidade de contextos que a propiciam, as implica&ccedil;&otilde;es que traz para os envolvidos &#8211; filhos sempre em primeiro lugar &ndash; e o que nos cabe como cat&oacute;licos praticantes para assegurar o amor e a caridade que, igualmente a todos, &eacute; devido, eis mais um filme que n&atilde;o se esgota nem no tema, nem na &eacute;poca, nem do contexto geogr&aacute;fico que aborda.<\/p>\n<p>Na verdade, se para tal tivermos disposi&ccedil;&atilde;o e at&eacute; generosidade, emprestando ao cinema e &agrave; sua capacidade de nos levar adiante o nosso dom de escuta, podemos fazer da hist&oacute;ria de &lsquo;Filomena&rsquo; um bom pretexto para aprofundar e debater onde e como se aplica a lei fundadora do amor de Deus e como, a t&iacute;tulo de Seus testemunhos, olhamos os outros e os aproximamos de Si. Os outros, na sua identidade, no uso da sua liberdade, nas escolhas, no erro e no pecado, contextualizados neste tempo que vivemos.<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Irlanda de 1952, Philomena Lee, dezoito anos, nascida no seio de uma fam&iacute;lia e comunidade profundamente cat&oacute;licas, &oacute;rf&atilde; de m&atilde;e e educada na escola de um convento num regime alheado do mundo fora dos seus limites geogr&aacute;ficos, espirituais e afetivos, conhece um rapaz numa feira local. 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