{"id":6445,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-caminho-para-a-imigracao-e-a-legalidade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-caminho-para-a-imigracao-e-a-legalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-caminho-para-a-imigracao-e-a-legalidade\/","title":{"rendered":"O caminho para a imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 a legalidade"},"content":{"rendered":"<p>Alto Comiss\u00e1rio Adjunto para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas adverte que o Registo Pr\u00e9vio Obrigat\u00f3rio n\u00e3o significa legaliza\u00e7\u00e3o <!--more--> O Alto Comiss\u00e1rio Adjunto para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas admitiu que mais de 53 mil imigrantes fizeram o Registo Pr\u00e9vio Obrigat\u00f3rio para regularizarem a sua situa\u00e7\u00e3o no nosso pa\u00eds. Rui Marques explicou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que a esta primeira fase segue-se a an\u00e1lise e confirma\u00e7\u00e3o dos dados dos candidatos junto do Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e Seguran\u00e7a Social, que depois informar\u00e3o os imigrantes sobre se podem ou n\u00e3o requer a legaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO balan\u00e7o final do pr\u00e9-registo \u00e9 muito positivo e para isso muito contribuiu a ajuda das associa\u00e7\u00f5es de imigrantes, cat\u00f3licas e outras ONG\u00b4s\u201d, considerou. O FORCIM (F\u00f3rum de Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas para a Imigra\u00e7\u00e3o) lan\u00e7ou a campanha nacional de informa\u00e7\u00e3o \u201cN\u00e3o falte \u00e0 chamada: registe-se!\u201d, destinada a ajudar os imigrantes no per\u00edodo de registo pr\u00e9vio de imigrantes irregulares, que decorreu at\u00e9 ao dia 14 de Junho. De acordo com o decreto regulamentar da Lei da Imigra\u00e7\u00e3o, podem legalizar-se todos os imigrantes que entraram em Portugal at\u00e9 ao dia 12 de Mar\u00e7o de 2003 &#8211; data que entrou em vigor a Lei da Imigra\u00e7\u00e3o &#8211; e que estejam integrados no mercado de trabalho. No \u00e2mbito do diploma, podem regularizar a sua situa\u00e7\u00e3o todos os imigrantes que tenham descontado para o fisco e seguran\u00e7a social durante tr\u00eas meses at\u00e9 ao dia 12 de Mar\u00e7o de 2003 e todas as crian\u00e7as nascidas em Portugal at\u00e9 essa data e os seus pais. O mesmo diploma possibilita tamb\u00e9m a legaliza\u00e7\u00e3o dos imigrantes que nunca possu\u00edram um contrato de trabalho, mas que tiveram um v\u00ednculo a uma empresa e cria condi\u00e7\u00f5es para o reagrupamento familiar. Ainda assim, Rui Marques adverte que \u201co Registo Pr\u00e9vio n\u00e3o quer dizer legaliza\u00e7\u00e3o e sabemos, ali\u00e1s, de casos concretos em que os imigrantes n\u00e3o re\u00fanem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias\u201d. Resta saber quantos conseguir\u00e3o, de facto, chegar ao fim do processo. O secret\u00e1rio de Estado adjunto do ministro da Presid\u00eancia, Feliciano Barreiras Duarte, j\u00e1 disse que apenas 20 mil dever\u00e3o passar no crivo do Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e do Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a Social e do Trabalho (MSST). O prazo previsto na lei para dar resposta a estas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 de 6 meses. Para o Alto Comiss\u00e1rio Adjunto para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas, este \u00e9 um enorme desafio, mas tem em vista  dar uma oportunidade de legaliza\u00e7\u00e3o \u201caos muitos homens e mulheres que est\u00e3o em Portugal numa situa\u00e7\u00e3o irregular\u201d. Rui Marques n\u00e3o tem d\u00favidas sobre a necessidade de se sublinhar a import\u00e2ncia dos caminhos legais para a imigra\u00e7\u00e3o, \u201cporque ela \u00e9 desej\u00e1vel principalmente para a protec\u00e7\u00e3o dos imigrantes\u201d. \u201cUm imigrantes que n\u00e3o est\u00e1 devidamente legalizado \u00e9 vulner\u00e1vel, explorado desde o pa\u00eds de origem at\u00e9 ao de acolhimento, n\u00e3o existe legalmente e tem a maior dificuldade em fazer valer os seus direitos\u201d, aponta. Em rela\u00e7\u00e3o a todos aqueles que n\u00e3o preencherem os requisitos necess\u00e1rios para a legaliza\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o Registo Pr\u00e9vio Obrigat\u00f3rio, Rui Marques explica que \u201c\u00e9 preciso ficar claro que deste processo n\u00e3o decorre nenhum mecanismo de expuls\u00e3o\u201d. Contudo, para os que permanecerem em situa\u00e7\u00e3o irregular, o ACIME aconselhar\u00e1 o regresso ao pa\u00eds de origem e que tente voltar a Portugal de uma forma legal, atrav\u00e9s dos mecanismos que a lei prev\u00ea. Aqueles que n\u00e3o tiverem meios para regressar ao seu pa\u00eds disp\u00f5em de um programa da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional das Migra\u00e7\u00f5es de apoio ao retorno volunt\u00e1rio.  \u201cO nosso horizonte \u00e9 o de abrir uma porta para alguns, que \u00e9 de reconhecida justi\u00e7a que se possam legalizar, e que aqueles que n\u00e3o o puderem fazer ou\u00e7am esta palavra humana, para que regressem a Portugal seguindo o que a lei prev\u00ea, pois de contr\u00e1rio estar\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o extraordinariamente vulner\u00e1vel\u201d, conclui Rui Marques.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alto Comiss\u00e1rio Adjunto para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas adverte que o Registo Pr\u00e9vio Obrigat\u00f3rio n\u00e3o significa legaliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[154,258],"class_list":["post-6445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-crianca","tag-migracoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6445"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6445\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}