{"id":64419,"date":"2014-02-01T13:09:18","date_gmt":"2014-02-01T13:09:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/02\/01\/d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-ii\/"},"modified":"2014-02-01T13:09:18","modified_gmt":"2014-02-01T13:09:18","slug":"d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-ii\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes: Um bispo conciliar no ex\u00edlio II"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes foi um dos bispos portugueses que participou nos trabalhos do II Conc\u00edlio do Vaticano. S\u00f3 que tinha a particularidade de estar exilado. A Ag\u00eancia ECCLESIA continua a entrevista, iniciada na semana anterior, ao padre e investigador Nuno Vieira que trabalha na diocese de Segorbe-Espanha sobre o ex\u00edlio do prelado portuense na Diocese de Val\u00eancia. <!--more--> <\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes foi um dos bispos portugueses que participou nos trabalhos do II Conc&iacute;lio do Vaticano. S&oacute; que tinha a particularidade de estar exilado. A Ag&ecirc;ncia ECCLESIA continua a entrevista, <a href=\"noticia.pl?id=98811\" target=\"_blank\">iniciada na semana anterior<\/a>, ao padre e investigador Nuno Vieira que trabalha na diocese de Segorbe-Espanha sobre o ex&iacute;lio do prelado portuense na Diocese de Val&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Como foi o acolhimento de D. Marcelino Olaechea [bispo titular de Val&ecirc;ncia] ao bispo portugu&ecirc;s exilado?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; N&atilde;o foi uma situa&ccedil;&atilde;o nova na diocese de Val&ecirc;ncia. Quando o bispo do Porto chegou, j&aacute; vivia em Val&ecirc;ncia o arcebispo de Lima, (Peru), D. Em&iacute;lio Francisco Liss&oacute;n Chaves, que estava em condi&ccedil;&otilde;es similares. Tinha trabalho pastoral na diocese, mas estava muito limitado devido &agrave; doen&ccedil;a e &agrave; idade (faleceu dois meses ap&oacute;s a chegada do bispo portugu&ecirc;s). Val&ecirc;ncia contava apenas com um bispo auxiliar, D. Rafael Gonz&aacute;lez Moralejo, que se tornou &iacute;ntimo amigo de D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes foi fazer o &laquo;papel&raquo; de um bispo auxiliar?<br \/><strong>NV<\/strong> &#8211; Pode dizer-se que sim. D. Marcelino Olaechea era um homem muito independente e, em simult&acirc;neo, muito organizado. &Eacute; da tradi&ccedil;&atilde;o dos arcebispos de Val&ecirc;ncia, homens de grande actividade pastoral. O arcebispo titular contou com D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes para as visitas pastorais.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Nos tr&ecirc;s anos (1960-63) que esteve nesta diocese espanhola realizou 173 visitas pastorais. Um n&uacute;mero muito alto, sabendo que passou bastante tempo no Vaticano na prepara&ccedil;&atilde;o e no conc&iacute;lio?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; Verdade. Fez, talvez, aquelas que teria feito na diocese do Porto (risos&hellip;).<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Este n&uacute;mero, demonstra o seu empenho pastoral.<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; A diocese de Val&ecirc;ncia &eacute; enorme. D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes deu uma ajuda preciosa.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; A chegada do bispo do Porto &agrave; diocese de Val&ecirc;ncia suscitou um interesse especial nos movimentos com sensibilidade social. Estes movimentos tinham conhecimento do percurso de D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes?<br \/><strong>NV <\/strong>&ndash; Foi uma chegada muito abafada. Os jornais espanh&oacute;is da &eacute;poca n&atilde;o dizem absolutamente nada da quest&atilde;o. Visitei a hemeroteca onde pesquisei todos os jornais daqueles dias (antes e depois) e n&atilde;o h&aacute; nenhuma refer&ecirc;ncia &agrave; chegada do bispo do Porto. Excepto a ECCLESIA (revista espanhola), que noticia que o bispo do Porto estabeleceu a resid&ecirc;ncia na diocese de Val&ecirc;ncia. Por outro, atrav&eacute;s de testemunhos das religiosas que atendiam D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes, as visitas eram bastante controladas e escassas.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Visitas de portugueses?<br \/><strong>NV <\/strong>&ndash; Sim. Essencialmente de padres e, muito poucas vezes, de leigos. Sabe-se tamb&eacute;m que eram visitas r&aacute;pidas. As visitas mais alargadas aconteciam quando D. Ant&oacute;nio sa&iacute;a de Val&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; O General Franco n&atilde;o mostrou retic&ecirc;ncias em acolher um bispo que foi expulso por Ant&oacute;nio Oliveira Salazar?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; Franco era um homem profundamente cat&oacute;lico, com uma eclesiologia antes do II Conc&iacute;lio do Vaticano. Sempre respeitou os bispos. Se houve algum temor do poder pol&iacute;tico foi na chegada de D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes&hellip; Algum temor por aquilo que pudesse acontecer e da poss&iacute;vel aproxima&ccedil;&atilde;o de alguns grupos sociais que pudessem tomar o bispo do Porto para a quest&atilde;o social. Tal como noutras ocasi&otilde;es, D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes demonstrou a sua intelig&ecirc;ncia e n&atilde;o se deixou expor a nenhum tipo de contacto.<\/p>\n<p><em>(A entrevista continua nas pr&oacute;ximas semanas)&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes foi um dos bispos portugueses que participou nos trabalhos do II Conc\u00edlio do Vaticano. S\u00f3 que tinha a particularidade de estar exilado. 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