{"id":64354,"date":"2014-01-28T11:37:09","date_gmt":"2014-01-28T11:37:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/01\/28\/d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-i\/"},"modified":"2014-01-28T11:37:09","modified_gmt":"2014-01-28T11:37:09","slug":"d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-antonio-ferreira-gomes-um-bispo-conciliar-no-exilio-i\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes: Um bispo conciliar no ex\u00edlio I"},"content":{"rendered":"<p>Durante o per\u00edodo do II Conc\u00edlio do Vaticano (1962-1965), D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes, bispo do Porto, encontrava-se exilado. Este come\u00e7ou a 24 de julho de 1959 e prolongou-se at\u00e9 19 de junho de 1969. Ap\u00f3s uma breve estadia na Galiza, onde foi acolhido pelo bispo de Santiago de Compostela, passou a residir em Val\u00eancia, por ser mais longe da fronteira portuguesa. A\u00ed trabalhou com o bispo D. Marcelino Olaechea. <!--more--> <\/p>\n<p>Durante o per&iacute;odo do II Conc&iacute;lio do Vaticano (1962-1965), D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes, bispo do Porto, encontrava-se exilado. Este come&ccedil;ou a 24 de julho de 1959 e prolongou-se at&eacute; 19 de junho de 1969. Ap&oacute;s uma breve estadia na Galiza, onde foi acolhido pelo bispo de Santiago de Compostela, passou a residir em Val&ecirc;ncia, por ser mais longe da fronteira portuguesa. A&iacute; trabalhou com o bispo D. Marcelino Olaechea.<\/p>\n<p>A Ag&ecirc;ncia ECCLESIA entrevistou o padre e investigador Nuno Vieira que trabalha na diocese de Segorbe-Espanha sobre o ex&iacute;lio do prelado portuense na Diocese de Val&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE)<\/strong> &ndash; No in&iacute;cio do II Conc&iacute;lio do Vaticano, D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes estava exilado na diocese de Val&ecirc;ncia (Espanha). Apesar das conting&ecirc;ncias, n&atilde;o deixou de exercer o seu m&uacute;nus episcopal nas terras levantinas?<br \/><strong>Nuno Vieira (NV)<\/strong> &ndash; Al&eacute;m de um ex&iacute;lio for&ccedil;ado, se um bispo se retirasse &ndash; ainda para mais com a idade que tinha D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes e tal como se encontrava de sa&uacute;de &ndash; seria uma dupla humilha&ccedil;&atilde;o. Foi acolhido em Val&ecirc;ncia e o bispo da diocese espanhola contou com ele para fazer as visitas pastorais. Sabe-se que deu tamb&eacute;m algumas confer&ecirc;ncias no semin&aacute;rio, mas em &acirc;mbitos mais reduzidos. O grande contacto que teve foi com as par&oacute;quias e com as comunidades religiosas que visitou tamb&eacute;m durante as visitas pastorais.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Visitas pastorais que eram preparadas de forma minuciosa?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; Verdade. D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes tinha uma desvantagem muito grande porque n&atilde;o conhecia o meio. Por isso, tinha reuni&otilde;es peri&oacute;dicas com o bispo titular (D. Marcelino Olaechea) e tamb&eacute;m com o bispo auxiliar (D. Rafael Gonz&aacute;lez Moralejo) para poder organizar essas visitas. Al&eacute;m do mais, era fundamental perceber o momento pol&iacute;tico e hist&oacute;rico que se vivia.<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; Antes de chegar a Val&ecirc;ncia, D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes esteve em Santiago de Compostela. Existe alguma raz&atilde;o para este salto territorial?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; Alguns historiadores apontam para a proximidade da fronteira portuguesa. No entanto, suponho que quando esteve em Santiago de Compostela esperava-se que n&atilde;o fosse um ex&iacute;lio t&atilde;o prolongado. O facto de estar perto, a qualquer momento possibilitava a entrada em Portugal.<\/p>\n<p>Como essa entrada em terras portuguesas n&atilde;o se verificou, os bispos espanh&oacute;is e o n&uacute;ncio n&atilde;o tinham grande desejo que D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes estivesse fora de Espanha. Chegaram &agrave; conclus&atilde;o que esta parte da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica seria uma boa op&ccedil;&atilde;o. Consta tamb&eacute;m que, o primeiro contacto feito &eacute; com a diocese de Segorbe-Castell&oacute;n porque estava rec&eacute;m-nomeado o bispo para aquela diocese espanhola (formou-se em 1960).<\/p>\n<p><strong>AE<\/strong> &ndash; A hip&oacute;tese da diocese Segorbe-Castell&oacute;n foi colocada de lado?<br \/><strong>NV<\/strong> &ndash; Suponho que sim. Vi um documento onde se perguntava ao bispo da diocese se tinha disponibilidade em receb&ecirc;-lo &ndash; n&atilde;o sei a resposta porque o arquivo da nunciatura ainda n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel -, mas suponho que os motivos alegados foram que a diocese era recente e pequena. Numa informa&ccedil;&atilde;o obtida com um padre colaborador directo do bispo da &eacute;poca, este disse-me: &ldquo;Seria melhor que ele [D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes] estivesse numa diocese maior e com outro dinamismo pastoral&rdquo;.<\/p>\n<p><em>(A entrevista continua nas pr&oacute;ximas semanas)<\/em><\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o per\u00edodo do II Conc\u00edlio do Vaticano (1962-1965), D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes, bispo do Porto, encontrava-se exilado. Este come\u00e7ou a 24 de julho de 1959 e prolongou-se at\u00e9 19 de junho de 1969. Ap\u00f3s uma breve estadia na Galiza, onde foi acolhido pelo bispo de Santiago de Compostela, passou a residir em Val\u00eancia, por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[187,299],"class_list":["post-64354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-do-porto","tag-santiago-de-compostela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64354\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}